Pecuaristas e importadores de insumos da Costa Rica estiveram ontem (20) na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos-SP, onde conheceram as diversas pesquisas com pastagens tropicais, com explanações dadas pela pesquisadora Patrícia Menezes Santos, do setor de forragicultura do centro de pesquisa.
O Brasil é o único país que exporta sementes de capim para a Costa Rica e as pastagens plantadas com sementes brasileiras naquela nação chega a mais de 30% da área ocupada por pasto. Em todo o mundo, só Brasil e Austrália exportam sementes de forrageiras tropicais mas, segundo os empresários costariquenhos, o produto brasileiro é mais competitivo e apresenta boa qualidade.
Até agora o intercâmbio entre os dois países se deu por meio de empresas privadas. Agora tanto exportadores brasileiros como os importadores e produtores costariquenhos querem iniciar o intercâmbio direto entre a Embrapa e o recém-criado Instituto Nacional de Transferencia de Tecnologia Agropecuária (INTTA), do governo daquele país.
A Costa Rica aumentou significativamente a produtividade de sua pecuária nos últimos anos devido, entre outros motivos, à adoção dos capins brasileiros, que são mais produtivos, com maior volume de forragem e adaptados aos trópicos.
Para lá, o Brasil exporta cerca de 300 toneladas de sementes de capim por ano, sendo 80% de Brachiaria brizantha Marandu e o restante de Brachiaria decumbens, Mombaça e Tanzânia.
Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste (por Jorge Reti), adaptado por Equipe MilkPoint
Brasil pode ampliar exportação de capim para a Costa Rica
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