Beber leite pode ajudar na prevenção da doença de Alzheimer

Publicado por: MilkPoint

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Pessoas idosas que consomem baixos níveis de vitamina B-12 e folato podem ter um alto risco de desenvolver a doença de Alzheimer, de acordo com um recente estudo publicado no períodico médico Neurology.

O leite é uma boa fonte de vitamina B-12. Na verdade, 3 copos de leite fornecem a quantidade diária total de vitamina B-12 necessária para a maioria dos adultos.

O estudo, publicado na Neurology, acompanhou 370 pessoas, de 75 anos de idade ou mais, durante três anos, e descobriu que o risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer entre os participantes foi duas vezes maior entre aqueles que tinham baixos níveis de vitamina B-12 em seu sangue, comparado com os que tinham níveis normais.

"O corpo humano não produz a vitamina B-12 naturalmente, de forma que é importante incorporar esse nutriente na dieta durante toda a vida", disse Susan Adams, agente de extensão da Universidade do Estado de Washington, nos EUA.

"Os idosos têm que se conscientizar de que precisam de cerca da mesma quantidade de vitaminas e minerais diária de quando eram jovens. Apesar de a necessidade de calorias geralmente decrescer com o avançar da idade, os idosos precisam encontrar formas de incorporar quantidades adequadas desse importante nutriente em sua dieta."

Um outro estudo, publicado no American of Clinical Nutrition, indicou que a deficiência da vitamina B-12 pode levar a outros sérios problemas de saúde, como a anemia, a demência, e danos nervosos. O Centro de Controle de Doenças dos EUA, recentemente, reportou que as mortes causadas pela doença de Alzheimer em 1999 ultrapassou outras principais causas de mortes, incluindo acidentes com veículos e câncer de mama. Entre a data de hoje, e o ano de 2050, o número de pessoas com a doença de Alzheimer aumentará - uma estimativa de aumento de 4 milhões para 14 milhões - de acordo com a Associação Alzheimer.

Brasil: campanha alerta para Alzheimer

Com o aumento de expectativa de vida, cresce no País o número de pacientes com Alzheimer, doença degenerativa que interfere na cognição. Estima-se que o problema afete 1,2 milhão de brasileiros. Se diagnosticado no início, seu tratamento é mais eficaz. Pensando nisso, a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) faz campanha sobre a importância do diagnóstico. A iniciativa culmina no dia mundial da doença, 21 de setembro.

Vivem hoje no País cerca de 14 milhões de idosos. Aos 60 anos, o Alzheimer incide em menos de 0,5% da população. Acima dos 65, a incidência é de 5%. Na faixa acima de 85 anos, alcança 38%. O custo do tratamento é alto, já que muitas vezes, requer atendimento de profissionais de várias áreas. Quando o mal se agrava, o paciente precisa de auxílio para realizar tarefas básicas, como se vestir e tomar banho.

Além disso, os medicamentos são caros. Em abril, a Abraz solicitou ao Ministério da Saúde a inclusão das drogas na lista dos remédios distribuídos gratuitamente, mas ainda não obteve resposta.

Sintomas

O esquecimento de fatos recentes é o primeiro sintoma do Alzheimer. É um engano achar que esse esquecimento é sempre inerente ao envelhecimento. Nem toda perda de memória é preocupante, desde que não interfira no cotidiano. A freqüência dos esquecimentos também conta. Com o tempo, o Alzheimer interfere na capacidade para cuidar de finanças, tomar medicamentos e ter pensamentos abstratos.

Alterações no humor, como depressão e agressividade, guardar coisas em lugares impróprios e andar arrastando os pés são outros sintomas. Depois, o paciente esquece os nomes de pessoa próximas e de objetos. Com a evolução gradativa do mal, lenta ou rápida conforme o caso, passa a depender de terceiros para cuidados básicos. A comunicação e a interação ficam difíceis. Em pessoas com baixa escolaridade, o Alzheimer se manifesta mais facilmente, já que elas não têm estratégias como usar agendas e computadores.

O diagnóstico é feito com a avaliação neuropsicológica e a ressonância magnética. Em um futuro breve, a análise de proteínas no sangue também será usada. O básico do tratamento ainda são os medicamentos, tomados diariamente. As principais drogas buscam preservar os níveis da acetilcolina, neurotransmissor que vai sendo degradado nos pacientes. A substância atua nos impulsos que estimulam o cérebro, provavelmente formando a memória. Ainda se discute se os remédios interrompem a progressão da doença, mas é certo que atenuam os sintomas.

fonte: Business Wire e Gazeta Mercantil (por Adriana Fernandes Farias), adaptado por Equipe MilkPoint
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