Foi publicada hoje matéria no Valor Online, uma reportagem assinada por Stephen Wright, originária do AP/Dow Jones, que informa que a lentidão das decisões do governo da Nova Zelândia pode adiar os planos de fusão das maiores companhias de lacticínios da Nova Zelândia, plano esse que conta com apoio generalizado. O prazo proposto para a união é 1º de junho.
A Comissão de Comércio, que regula a concorrência no país, poderá travar ainda mais o processo se o governo decidir por seu envolvimento na questão. A comissão teria de se convencer que o novo grupo não dominaria abusivamente o mercado local.
A New Zealand Dairy Group of Companies e a Kiwi Cooperative Dairies, primeira e segunda no ranking lácteo neozelandês, respectivamente, querem somar forças para criar uma gigante no setor, que responderia por 7% do PIB nacional e 20% das exportações. Depois da fusão, o conglomerado seria, ainda, a 14ª maior empresa de laticínios do mundo.
A nova companhia, provisoriamente chamada Global Dairy Company (GDC), incorporaria também a New Zealand Dairy Board, que monopoliza as exportações de lácteos do país e que recentemente comprou a brasileira Vigor. A Dairy Board é controlado pelo Dairy Group, pela Kiwi Dairies e por três cooperativas de laticínios de menor porte.
Executivos da Kiwi Dairies e do Dairy Group afirmaram que as vendas da GDC permitirão que a Nova Zelândia concorra com gigantes de laticínios globais como Nestlé, Parmalat e Kraft. A GDC também conseguiria uma economia anual de custos da ordem de US$ 132,2 milhões e ajudaria o setor a atingir sua meta de aumentar a receita anual das exportações de laticínios dos atuais cerca de US$ 4 bilhões para US$ 17,6 bilhões até 2010.
O presidente indicado para a GDC, John Roadley, diz que o crescimento viria, em parte, de aquisições e da transformação de um empreendimento baseado em commodities num negócio de maior valor agregado. Para Roadley, como o setor mundial de laticínios está atravessando um período de rápida consolidação, a Kiwi Dairies e o Dairy Group estão buscando uma cooperação do governo para colocar a companhia combinada em operação até junho.
Eles esperam que a importância do setor lácteo para a economia da Nova Zelândia convença o governo a não envolver no processo a Comissão de Comércio, mas mesmo o ministro da Agricultura da Nova Zelândia, Jim Sutton, que em dezembro último saudou a notícia do acordo de fusão, descreveu o cronograma como "muito otimista" e advertiu para a possibilidade dele não ser cumprido.
Por Stephen Wright, para Valor Online, 05/01/01
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