Assembléia vai instalar CPI do Leite

A Assembléia Legislativa deve instalar na próxima semana uma Comissão Parlamentar de Inquérito do Leite (CPI do Leite). De acordo com o autor do requerimento, deputado estadual Jesualdo Pires (PSB), no próximo dia 22, os deputados começam a ouvir os agentes da cadeia produtiva para apurar os mecanismos de formação do preço do produto na indústria e comércio. A CPI terá 90 dias para apresentar seu relatório final.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 9
Ícone para curtir artigo 0

A Assembléia Legislativa deve instalar na próxima semana uma Comissão Parlamentar de Inquérito do Leite (CPI do Leite). De acordo com o autor do requerimento, deputado estadual Jesualdo Pires (PSB), no próximo dia 22, os deputados começam a ouvir os agentes da cadeia produtiva para apurar os mecanismos de formação do preço do produto na indústria e comércio. A CPI terá 90 dias para apresentar seu relatório final.

Há um consenso de que existem grandes distorções na formação do preço na cadeia do leite: os supermercados lideram a lucratividade, e depois a indústria, em detrimento do produtor, que tem auferido baixos preços para o litro de leite, e o consumidor, que paga caro pelo alimento.

Uma pesquisa apresentada pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária de Rondônia (Seagri), na última semana, concluiu que há um conflito de valores nos dados apresentados pelos três elos da cadeia produtiva. A pesquisa afirma que os dados que se tem hoje não tem credibilidade. "A impressão que se tem, é que, se computar todos os dados do custo de industrialização e beneficiamento dos produtos lácteos, a indústria a anos está trabalhando no vermelho, e pela evolução do parque industrial de Rondônia neste segmento, não é isto que se verifica", diz o texto.

Segundo o levantamento, na comercialização dos três derivados ao longo da cadeia produtiva - leite em pó, queijo mussarela e leite UHT - quem menos ganha é o produtor ficando apenas com 8,44%, a indústria, que quando menos ganhou, recebeu 23,68%, e o supermercado com 28,26%.

As informações são da Folha de RO, adaptadas e resumidas pela Equipe MilkPoint.
Ícone para ver comentários 9
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Pablo Carvalho
PABLO CARVALHO

IGUATAMA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/09/2008

E claro que a industria está ganhado e muito as custa de nós produtores, como explica tantas fabricas que são abertas e o crecimento das já existente. São capitais estrangeiro, eles não estão aqui para fazer graça para ninguém. O erro deles é esfolar o produtor e o nosso é aceitar. Eles deveria pensar que do jeito que a coisa está caminhado a fonte pode secar.

Obrigado!
Miguel Constance Martins
MIGUEL CONSTANCE MARTINS

RONDÔNIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/09/2008

Se os produtores de leite soubessem quanto custa o litro de leite que produzem, com certeza não teríamos essa aberração nos preços do leite. Um absurdo. Um litro de leite sendo vendido, pelo produtor, mais barado do que um litro de água, no comércio.

Pois, os produtores conscientes, que atuam extrativistamente, abandonariam de vez a atividade, proporcionando aos profissionais do segmento, pleitearem, assim como a industria, preços sustentáveis para sua atividade.
Lucas Antonio do Amaral Spadano
LUCAS ANTONIO DO AMARAL SPADANO

GOUVÊA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/09/2008

Em primeira mão endossei a idéia da criação da Central Nacional dos Produtores de Leite-CNPL.
É difícil por em execução, mas se conseguirmos iniciar. mesmo com pouca gente, já teremos dado um grande passo.

É preciso que nossos companheiros entendam que a idéia não é criar alguma coisa que compre leite, do tipo cooperativa, mas de um ente jurídico que nos represente, assim como as centrais sindicais de várias categorias existem.

Não se trata de uma entidade representativa oficial, ligada aos órgãos que nos "representam", que na verdade por nós nada fazem.

Assemelha-se mais a uma associação, que poderá debater, negociar, estabelecer prioridades para um setor abandonado como está o nosso.

Poderemos ter como meta, um contrato entre produtores de leite e compradores, com regras claras, transparentes, bilateral, com deveres e obrigações bilaterais, que contenham salvaguardas para ambos os lados prevendo oscilações de mercado, mas especialmente que nos dê certeza do que podemos investir, do que podemos fazer para que não tenhamos que chegar aos extremismos, e, sim possamos viver com dignidade e criarmos nossas famílias com o nosso trabalho.

Sonho complicado mas factível, se houver união, precisamos dela para sobrevivermos, precisamos nos unir, só assim poderemos melhorar nossa atividade.

Pedir ajuda ao governo, fixação de preços mínimos, reclamar sem fazer nada, não nos levará a lugar algum. "uma andorinha sózinha não faz verão".

Apenas a união nos trará o respeito que merecemos, tripudiam-nos, porque não somos unidos, não temos a consciência da nossa força e dispersos realmente nada somos.

O exemplo de Rondônia comparativamente um estado mais pobre que os do centro, até mesmo pelo tamanho;

O exemplo de duas regiões mineiras, Triângulo e Alto Paranaíba, em sua pujança e capacidade econômica;

Estes dois exemplos são de emocionar e mostram o que pode a união, mesmo em situações díspares como é o caso, os de Rondônia que pararam a venda do leite e os de Minas que vão abater DUZENTAS VACAS em sinal de protesto, um tanto de cada produtor envolvido no movimento.

E lá fora, nossos irmãos portugueses, ameaçam levar as vacas para as cidades em movimento de protesto.

É, sem nos unirmos, sem nos movimentarmos, sem ter quem por nós negocie, é pura perda de tempo, nos lamentarmos, pois tudo ficará como sempre esteve, bom para poucos ruim para muitos.

Em tempo, não sou político, não aspiro a nenhum cargo sou apenas um produtor de leite como milhôes neste País, em busca de uma saída para o nosso setor, não tem nada de magnânimo nisto, trata-se de instinto de sobrevivência, pois no ritmo que a coisa vai, muita gente boa vai quebrar e talvez eu mesmo vá junto.

Vamos acordar enquanto é tempo, precisamos nos unir, precisamos negociar, ou as nossas vacas literalmente irão para o brejo e junto com elas nós também.
Sadi Valentini
SADI VALENTINI

SALTO DO LONTRA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/09/2008

Alguem tem que pensar no produtor e fazer alguma coisa pra melhorar os preços pago para o produtor pois as empresa vem somando lucros é o que a gente ve nos jornais mesmo em época de preços baixos e assim quem produz não consegue manter-se na atividade.
antonio patrus de sousa filho
ANTONIO PATRUS DE SOUSA FILHO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/09/2008

Isso é obvio. O produtor de leite é desorganizado. Não tem enhuma entidade que o represente. Vamos criar a central nacional dos produtores de leite CNPL e deixar de ser os bobos da corte. Em varias cartas enviadas a esse site ja alertava a todos sobre este problema, e tive apoio de poucos inteligentes produtores. Vamos continuar assim? Chega!
FidelisBelão
FIDELISBELÃO

CIANORTE - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/09/2008

Já vi este filme em ano anterior. Neste pais, ainda o poderio consegue manipular de tudo em todos os setores, e não esta sendo diferente no leite. Como vários anos isso vem acontecendo e setor algum toma providências, essas cpis não viram em nada, só se essa virar. Vamos ver no que dá. Até quando vamos aguentar, não sei.
Mario Pinto Filho
MARIO PINTO FILHO

ITAÍ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/09/2008

Senhores,

Se uma CPI nestes moldes, fosse implantada nos maiores centros produtores, iria-se descobrir que este assunto não se trata apenas de um "consenso de que existem grandes distorções na formação do preço na cadeia do leite".

Trata-se de muitos mais aspectos que o simples interesse na formação deste preço.

Pena que não seja aqui em São Paulo, que é o principal centro consumidor, a instalação desta CPI.

Ela poderia começar com análises dessas centenas de marcas de leite "Longa Vida", para depois terminar com a forma de relacionamento comercial (entenda-se abuso de poder economico, notícias de formação de carteis e fraudes e etc.) entre produtores, indústria e supermercados.
Roberto Cunha Freire
ROBERTO CUNHA FREIRE

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 12/09/2008

Ótimo, até que enfim as autoridades se sensibilizaram pelo problema, que é grave e chegou realmente no fundo do poço para nós produtores rurais de leite. A meu ver essa CPI deveria começar pelas cooperativas de leite. Perguntas que nós produtores rurais de leite, não entendemos como as Cooperativas de leite em sua grande maioria estào quebradas e/ou em estado pre falimentar, sabemos que é uma atividade coletiva, portanto tem que haver regras rígidas de controle sobre os atos praticados por seus Presidentes,Diretores e de seus membros dos conselhos.

Vejo que a cooperativa é um grande instrumento para nós produtores e para o País, mas precisamos atualizar a sua Legislação, ela devido a sua natureza, tem que ser submetida a instrumento de controles externo e interno, tem que ser submetida a auditorias externas de 6 (seis) em 6 (seis), os achados de auditoria tem que ser publicados nos diários oficiais do estado a que pertencem. Tem que se tomar medidas moralizadoras, como proibir a reeleição de seus Presidentes, Diretores e de membros dos conselhos por mais de 2 (dois) mandatos consecutivos, com duração de cada mandato de no máximo 2(dois) anos, só assim acabaríamos com o empreguísmo e outras mazelas existente no setor.

As compras tem que ter processo licitatório como é feito na área pública e tem que se impedir parentes até 3(terceiro) graus dos presidentes, diretores e de membros dos conselhos exercerem qualquer transaçào comercial com as cooperativas. Sào medidas como essa que vão a malvesação e a má aplicação do dinheiro do cooperado. Nos casos das cooperativas de crédito, um exemplo, são controladas por normas rígidas estabelecidas pelo Banco Central, e é por isso que está dando certo, porque se algum Presidente, Diretor e membro dos conselhos fizer esteiras, terão que dar o seus bens como garantia, aliás nào chega nem a tanto, sào convidados a pedirem demissões.

É disso que as cooperativas de leite estào precisando, é de controle e medidas inibidoras para coibir uma série de mazelas existentes no nosso setor. Quanto ao prêço do leite os senhores deputados vão constatar o óbvio, estamos sendo literalmente explorados pelas industrias, cooperativas de leite e laticínios, além dos supermercados e outros comerciantes que atuam com os nossos produtos, porque se adotam uma metodologia arcaica de atualização do litro de leite que nos pagam, só levam em consideração o leite longa vida, sendo que na verdade, fornecemos leite in natura, do que se extraem centenas de derivados, donde se conclui que o governo tem que criar o indice lastreador nos preços médio dos produtos derivados do leite ou tabelar o litro de leite.

Isso ja é feito com a construçào civil e em outros segmentos, pela FGV, veja que de alguma maneira o governo federal protege ou evita aumentar o gás de cozinha; o leite é um produto de primeira necessidade para as camadas mais carente da população brasileira e o Governo Federal deveria fazer algo semelhante no sentido de nos proteger.
RICARDO CAPATTI DE AQUINO FREITAS
RICARDO CAPATTI DE AQUINO FREITAS

SANTA VITÓRIA - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 12/09/2008

Ótimo, esses deputados têm mesmo que fazer essa CPI, garanto que vão chegar a conclusão que quem mais ganha é o próprio governo na cobrança de impostos, na comercialização desses produtos. Talvez, se os impostos cobrados tivessem um valor menos, o produtor poderia receber mais pelo leite.
Qual a sua dúvida hoje?