O setor de lácteos da Argentina parece ter deixado para trás a crise sofrida no início do ano 2000 e se encaminha a um crescimento sustentado, segundo um relatório realizado pela Universidade Argentina da Empresa (UADE) sobre a situação atual do setor.
"O início do ano 2000 foi uma época crítica para a indústria, com fortes quedas na produção e industrialização, que se prolongaram até 2003", diz um dos parágrafos do relatório. "Desde 2004, o setor mostrou uma interessante recuperação, com aumentos anuais da produção e da industrialização de cerca de 15%".
Os números deste ano - contando o acumulado de janeiro a julho - mostram que a produção e a industrialização aumentaram em 4,5%. Este aumento se explica tanto pelo aumento da demanda registrado no mercado interno como pela expansão das exportações que, durante 2004, cresceram a uma taxa de cerca de 64% em volume, enquanto no primeiro semestre deste ano, acumularam um crescimento de 12%.
Na mesma comparação, as exportações de queijos cresceram a uma taxa de mais de 80% em volume e de mais de 90% em valor. No caso do leite em pó, produto líder em volume de exportações, o percentual foi mais baixo, de 11,5% em valor. Segundo a UADE, um fator que contribuiu com isso foi a reação desses produtos à alta dos preços internacionais. "Desde 2003, a cotação nos mercados internacionais cresceu 73% para os queijos e 68% para o leite em pó. De 1997 a 2003, as exportações desses produtos se mostravam dissociadas das variações internacionais de preços, mas isso se modificou durante o ano de 2004 e até agora em 2005".
Um dado que mostra a importância que o setor de lácteos tem para a indústria alimentícia da Argentina é a participação com 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor alimentos, sendo superado somente pelas produções de azeite e carnes.
A indústria de lácteos da Argentina emprega mais de 270 mil pessoas, ocupando o quarto lugar dentro da produção de alimentos. O leite representa 3,5% do total da cesta alimentícia e 11,3% da subcategoria de alimentos e bebidas.
Por último, o relatório informa que "a produção nacional cresceu a uma taxa anual média de 1,85% desde 1970 até meados dos anos 90, e esse crescimento se acentuou a partir de 1991, já que, no período de 1991/1995 a taxa média de crescimento foi de 8,8%".
Fonte: Puntobiz e LaOpinion-Rafaela.com.ar, adaptado por Equipe MilkPoint
Argentina: lácteos representam 12% do PIB de alimentos
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.