Argentina eleva subsídio para produtores de leite

A presidente Cristina Kirchner anunciou na última quinta-feira (30) o aumento de subsídios para os produtores de leite. Durante uma solenidade na Província de Córdoba, Cristina se comprometeu a elevar de 0,10 para 0,20 centavos (R$ 0,049 para R$ 0,099) o subsídio para cada litro de leite que o produtor vende à indústria. A medida vale para os primeiros três mil litros de leite produzidos e o Estado vai gastar 500 milhões de pesos (R$ 246,86 milhões), segundo afirmou a presidente.

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A presidente Cristina Kirchner anunciou na última quinta-feira (30) o aumento de subsídios para os produtores de leite. Durante uma solenidade na Província de Córdoba, Cristina se comprometeu a elevar de 0,10 para 0,20 centavos (R$ 0,049 para R$ 0,099) o subsídio para cada litro de leite que o produtor vende à indústria. A medida vale para os primeiros três mil litros de leite produzidos e o Estado vai gastar 500 milhões de pesos (R$ 246,86 milhões), segundo afirmou a presidente.

Longe de agradar, a medida irritou os produtores por duas razões: o aumento reivindicado era de 0,30 centavos de pesos (R$ 0,148) e porque a medida foi adotada sem prévia discussão com o setor. Os líderes rurais consideram que o anúncio é uma demonstração de que o diálogo convocado por Cristina, após a derrota eleitoral parlamentar do dia 28 de junho, não passa de uma manobra para ganhar tempo de se recuperar do golpe. "É mais uma maquiagem do governo, que não mostra interesse em resolver os problemas do setor", afirmou Eduardo Buzzi, presidente da Federação Agrária.

Negociação com ruralistas

O governo da presidente Cristina Kirchner retomou as negociações com os líderes das quatro principais associações ruralistas argentinas, mas manteve a posição inflexível de não reduzir impostos para o setor. Os ruralistas - que no ano passado transformaram-se nos principais inimigos do governo Kirchner - reuniram-se com o chefe do gabinete de ministros, Aníbal Fernández.

Os ruralistas exigiram a redução dos impostos aplicados sobre as exportações agropecuárias. O governo não cedeu neste ponto, mas concordou em flexibilizar as duras restrições que aplicou desde 2007 às exportações de carne e trigo. Os líderes ruralistas afirmaram que as ofertas do governo "estão longe das aspirações" do setor. Embora descartem retomar os protestos, eles pretendem pressionar o governo no Parlamento. A reunião era considerada crucial para medir o sucesso ou o fracasso da convocação do governo para o diálogo com a oposição.

As informações são da Agência Estado e do jornal O Estado de S.Paulo, adaptadas e resumidas pela Equipe MilkPoint.
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Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/08/2009

Prezado Roberto: Entendo a situação dos irmãos pecuaristas argentinos - só não posso é concordar com atitudes que tentam dilapidar nossos métodos protecionistas em proveito de seus próprios interesses, ao invés de louvar a nossa atitude para, depois, tomar as mesmas para seus conterrâneos, como fizeram os portenhos.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
Roberto Jank Jr.
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/08/2009

Caro Guilherme,

Não tenho procuração para defender argentino, mas precisamos reconhecer que a situação deles está muito deteriorada e, diga-se, bastante pior que a nossa.
Naquele país, o casal no governo somou-se com enchente, seca, crise, teto de preço para exportação e preço interno tabelado. A produção tem caído continuamente e até há pouco os laticínios chegavam ao final do mês apenas com o repasse pelo governo do extra teto retido na exportação. Neste momento o preço ao produtor representa 25% do preço pago pelo consumidor, ambos baixos.

Por outro lado, vender ao Brasil continua um dos melhores negócios atuais; precisamos portanto cuidar da nossa horta e regular a entrada de leite, como alías, nossas lideranças têm proposto com sabedoria. Como disse e pede o Rodrigo Alvim em carta recente ao MilkPoint direcionada aos produtores, manifesto aqui meu apoio às ações da Comissão Nacional do Leite da CNA.

Compreendo sua indignação Guilherme, mas desta vez os argentinos são menos culpados que os importadores de leite brasileiros, que estão como urubú observando vaca morimbunda; estão sofrendo como cachorro magro e merecem nossa solidariedade.

Um cordial abraço,
Roberto
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/08/2009

Prezados Senhores: "E durma-se com um barulho destes!!!". Fizeram tanta celeuma com o caso do embargo brasileiro e, por debaixo dos lençóis, ampliaram os subsídios aos seus pecuaristas. E ainda posaram de indignados, que o Brasil estava descumprindo aos tratados internacionais, que era um falta de moral brasileira embargar as vendas de leite em pó argentinas, que era calote institucionalizado."Gran Hermanos!!!". E, agora? Como se explicam os conterrâneos de Diego Maradona, acostumados a gols de mão e outras peripécias?


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
Roberto Cunha Freire
ROBERTO CUNHA FREIRE

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 03/08/2009

Isso sim é demonstração de força dos colegas produtores rurais da Argentina.Aqui os nossos representantes quer das entidades que nos representam ,salvo raríssimas exceções e também o pior de tudo as cooperativas de leite que deveriam nos defender e lutar por um prêço justo para o pagamento do litro de leite que fornecemos, elas mesmos , aceitam que os Supermercados, padarias etc vendam o leite longa vida ou seja o litro de leite a R$ 2,64 e nos pagam somente R$ 0,85. Aonde vamos parar não ,´so sei que todos estão ganhando e muito e nós produtores rurais de leite ,estamos sendo sim explorados .Quem irá brigar por nós se as nossas lideranças e cooperativas de leite através de seus gestores estão acomodados óbviamente devem estarem ganhando seus slários todo final de mês sem se preocuparem conosco que estamos suando para nos manter na atividade.Precisamos de mudança já na lei que regeas cooperativas de leite no Brasil, chega das mesmices temos que reciclar com novas mentalidades nas suas gestões só assim o setor poderá ter força e lutar por mudanças e reivindicações justas .
Qual a sua dúvida hoje?