Argentina: Companhias de lácteos financiam expansão de propriedades leiteiras devido à queda da produção

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Com a premissa de reduzir a capacidade ociosa que existe nas plantas industriais, é cada vez mais freqüente que as companhias de lácteos argentinas promovam investimentos e modelos de gestão nas propriedades leiteiras a fim de aumentar o volume de produção obtido. Diante da boa situação do câmbio, estas companhias lançaram uma forte política comercial para concretizar exportações (sustentadas por valores em dólares), mas não têm certeza do cumprimento da entrega nas usinas das quantidades demandadas de leite.

Frente à retração do consumo de leite e seus derivados no mercado interno (que vai de 7% a 15%, segundo o poder aquisitivo dos consumidores) e do valor internacional em dólares, por se tratar de uma commodity, as fábricas argentinas aumentaram suas expectativas de realizar negócios no exterior.

Neste contexto, nos últimos meses, as principais propriedades leiteiras da bacia leiteira de Córdoba começaram a receber propostas de assessoramento integral para aumentar a eficiência do manejo da atividade e, em seguida, obter uma margem de lucros mais significativa. No entanto, mediante a modalidade de adiantamento do pagamento considerando o faturamento, algumas plantas oferecem ativos para promover novos investimentos nas instalações e potencializar o desenvolvimento de novas tecnologias e suportes técnicos na bacia leiteira da província.

Um dos casos que exemplificam esta situação é o da empresa controlada pelo Grupo Macri, que propôs a 600 produtores de leite desenvolver um sistema de gestão para melhorar a rentabilidade de seu negócio. Apresentado como um sistema para o desenvolvimento de um negócio sustentável, sua adoção supõe melhorar a rentabilidade através da fixação do valor do litro de leite, segundo um re-ordenamento dos recursos produtivos.

Para os operadores do setor, a queda da produção foi significativa até agora neste ano e não existem indicadores de recomposição imediata. Em um contexto em que a possibilidade de financiamento através de crédito é quase nula, não existem incentivos para que os produtores passem a produzir mais.

Em médio prazo, as fábricas esperam recuperar os volumes históricos de produção que, quase exclusivamente, esperam destinar ao mercado internacional. De fato, um informe realizado pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) revelou que, entre janeiro e maio deste ano, as exportações de produtos lácteos argentinos alcançaram 68,339 mil toneladas, com um valor de US$ 106,4 milhões.









Exportações lácteas da Argentina 2001-2003 - Totais e ao Brasil













Fonte: Diario La mañana de Córdoba e Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação (SAGPyA) da Argentina
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