A Cooperativa de Desenvolvimento do Seridó (Cersel), uma da mais respeitadas cooperativas do Rio Grande do Norte, com 5,5 mil participantes, recebeu o selo definitivo do Serviço de Inspeção (SIF) do Ministério da Agricultura. A certificação abre espaço para a Cersel comercializar os derivados de leite produzidos na usina em todos os Estados e o primeiro deverá ser Pernambuco, onde a cooperativa já está mantendo contato com distribuidores.
No ano passado, a Cersel investiu R$ 1,389 milhão em máquinas, equipamentos, frota de caminhões frigoríficos e no processo de embalagem a vácuo dos queijos tipo coalho e manteiga, já prevendo a expansão de mercado. A embalagem eleva de três para 30 dias o prazo de validade dos produtos. A cooperatival produz, além dos queijos, leite pasteurizado, iogurtes e bebidas lácteas.
Com a abertura de novos mercados, a cooperativa espera incrementar em 20% a produção e o faturamento, que no ano passado ficou na casa dos R$ 10,8 milhões. No acumulado do ano de 2001, a Cersel produziu 8,2 milhões de litros de leite pasteurizado, 540 mil litros de iogurte, 900 mil litros de bebida láctea, 180 toneladas de queijo coalho, 200 toneladas de queijo manteiga e 2,8 toneladas de suco de caju, outra agroindústria da cooperativa.
A Cersel começa até a vislumbrar possibilidades de exportação. Segundo o presidente, José Mariano Neto, foi solicitado à Agência de Fomento do Rio Grande do Norte, a inclusão da cooperativa no próximo workshop que será promovido na Escandinávia, visando ampliar mercados para o setor de fruticultura. “Queremos demonstrar nossos queijos e iniciar contatos para exportação”, afirma Neto.
Avaliação
Para a concessão do selo, técnicos do Ministério fizeram um rigoroso trabalho de avaliação, com a inspeção de todas as etapas de produção, as condições de instalação na indústria e como o produto chega ao consumidor final. Para receber o SIF, a usina precisa ter um laboratório para controle de qualidade. Além disso, passa a ter, diariamente, a presença de um fiscal do Ministério da Agricultura. Os técnicos fazem, também, uma inspeção mensal mais detalhada e, duas vezes por ano, ocorre uma auditoria com técnicos de Brasília.
Para o presidente da cooperativa o SIF é um passo fundamental, porque, a partir de agora, os produtos poderão ser vendidos em qualquer lugar no Brasil. “O selo comprova que temos qualidade para concorrer até mesmo com grandes empresas de laticínio”, comemora.
Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
Aprovação do SIF faz cooperativa potiguar expandir atividades
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