Além do foco confirmado, outro bovino da mesma comunidade apresenta sintomas neurológicos compatíveis com a enfermidade e é monitorado pela Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina).
Caso de raiva bovina confirmado e nova suspeita
De acordo com a médica-veterinária da Cidasc em Itapiranga, Thamara Almeida, o animal que testou positivo era uma vaca de leite adulta. Já o segundo caso suspeito envolve uma novilha de corte que apresenta sintomas neurológicos. O exame será realizado caso o animal morra.
Segundo a veterinária, a principal orientação é que produtores não manuseiem animais vivos com sinais da doença, devido ao risco de transmissão para pessoas. “A maior preocupação agora é o aumento de casos em propriedades próximas. Por ser uma região de fronteira com a Argentina, existe a possibilidade de um bando de morcegos infectados estar nas proximidades, elevando o alerta”, afirmou.
Vacinação e monitoramento nas propriedades
A Cidasc informou que a região registra baixa cobertura vacinal contra a raiva bovina, reflexo do longo período com poucos registros da doença. Antes deste caso, a última confirmação em Itapiranga havia ocorrido em 2022.
Segundo a companhia, a vacinação é a principal forma de prevenção. Além disso, qualquer animal com sintomas compatíveis com a doença ou ocorrência de ataques de morcegos deve ser comunicada imediatamente à Cidasc para investigação e adoção das medidas sanitárias.
As informações são do ND Mais, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
Vale a pena ler também:
Raiva em rebanhos do Paraná intensifica vigilância, vacinação e cuidados
Secretaria da Agricultura emite alerta sanitário para raiva dos herbívoros no RS