No Sudeste o leite in natura vale mais de R$ 0,50 por litro, em média. Em Alagoas o preço mínimo, após reajuste anunciado esta semana, subiu para R$ 0,44. Essa diferença de preços é injustificável, apontam as entidades que defendem os produtores no Estado. As indústrias respondem argumentando que tudo depende do mercado. Segundo o Sindicato das Indústrias de Laticínios de Alagoas (Sileal), o mercado não absorve custos maiores.
Em meio a essa discussão, cujo desfecho pode acontecer na próxima segunda-feira (25), o empresário Ricardo Sampaio, presidente da Ilpisa e do Sileal, faz um alerta. "Vamos criar o Conseleite (conselho paritário que definirá a política de preços do setor), mas isso só tornará mais transparente as relações da indústria com os fornecedores. Ao contrário do que muitos pensam, o conselho não vai resolver o problema de preços".
Para Sampaio, a saída da pecuária leiteira de Alagoas não passa apenas por preços maiores. "O mercado tem um limite. Se aumentar muito, sobra produto", argumentou, defendendo a difusão de técnicas que permitam a redução de custos para os produtores. "O mercado é um só. O preço de Alagoas tem de ser competitivo não só na indústria, mas também no campo", afirmou.
"É preciso que indústrias, produtores e governo unam-se em busca de soluções para reduzir custos. Do contrário, as negociações ficarão sempre nesse mesmo ponto, com indústrias e produtores imprensados entre os concorrentes e os consumidores", resumiu.
Fonte: Gazeta de Alagoas (por Edivaldo Júnior), adaptado por Equipe MilkPoint
Alagoas: Sileal afirma que apenas o reajuste de preços não resolve a crise do setor
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