ABIQ faz campanha para aumentar o consumo de queijo

Publicado por: MilkPoint

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Associação Brasileira das Indústrias do Queijo (ABIQ) vai iniciar em março próximo uma campanha nacional para mostrar os benefícios que o produto traz à saúde, segundo informa uma reportagem de Viviane Ongaro, publicada hoje no jornal Paraná Online. A intenção é que com a medida o consumo aumente significativamente e modifique as estatísticas que apontam, hoje, que o brasileiro é um dos menores consumidores de queijo do mundo, com apenas três quilos/ano por habitante, contra um consumo dos gregos, por exemplo, de 24 quilos por ano (média de dois quilos por mês).

A produção mundial de queijo cresceu em todo o mundo nos últimos vinte anos. Somente nos EUA aumentou 74% com uma produção de 3,6 milhões de toneladas/ano. No Brasil a produção em 2000 foi de 471 mil toneladas, contra um consumo de 487 mil toneladas, déficit de 16 mil que tiveram que ser importadas. O Paraná participa com 8,4% da produção nacional, 39,5 mil t/ano, contra um consumo de 27,5 mil t/ano, vendendo as 12 mil toneladas excedentes para outros Estados, principalmente São Paulo. O maior produtor nacional de queijo é Minas Gerais, com 148.365 t/ano.

Saúde

O consumo do brasileiro é baixo inclusive em relação a outros países da América Latina. No Paraguai, por exemplo, são seis quilos de queijo ao ano. "É claro que o brasileiro também sentiu o poder aquisitivo achatado. Mas o que queremos mostrar é que o consumo do queijo é fundamental para a saúde", explicou o diretor da ABIQ, Cícero Alencar Hegg.

Uma pesquisa será utilizada na campanha. Além de mostrar como consumir queijo - prestando atenção principalmente no índice de gordura - , ela vai apresentar alguns benefícios que o produto traz. Entre eles está o de que o queijo consumido com doce não causa cárie. Além disso, o consumo do produto pode ajudar inclusive na prevenção da osteoporose. "Tudo está sendo realizado tomando como base dados científicos", garantiu.

Hegg explica ainda que este é um bom período para a indústria queijeira que está diretamente ligada a produção de leite. A safra do leite foi favorável este ano, com um aumento de produção de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O clima ajudou e a estimativa é de uma produção, este ano, em torno de 21 bilhões de litros.

Leite

Enquanto a produção do leite aumentou em 5%, a do queijo deve ficar em 3%. Hegg explica que o Brasil ainda é muito dependente da importação de leite em pó. Para não ficar tão dependente este ano, muitos produtores estão preferindo destinar 10% da produção para a industrialização. O Paraná é um dos maiores produtores de leite, ficando atrás de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Minas Gerais é responsável por um terço da produção nacional.

Hegg destaca que outra luta dos produtores de queijo é em relação ao ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que chega a 18% em alguns Estados. A intenção é brigar por uma alíquota zero a todos os gêneros alimentícios, incluindo o queijo. Na opinião de Hegg o preço deve baixar e o consumidor terá possibilidade de adquirir o produto, aumentando o consumo.

Quanto aos importados, a queixa é contra a concessão de subsídios. Hegg considera uma concorrência desleal, pois os supermercados contam com um financiamento sem pagar juros, pagamento em prazo superior a 180 dias, e ainda não recolhem ICMS no ato do desembaraço aduaneiro. O lado positivo das importações apontadas pelo diretor da Abiq é que a concorrência obrigou a indústria de queijo nacional a se modernizar e investir.

Por Viviane Ongaro, para Paraná Online, 17/01/01
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