ENTRAR COM FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

Produzir pré-secados não é tão simples quanto se parece: uso de inoculante especificamente desenvolvido para pré-secados

Por Lucas Mari - Médico Veterinario, D.Sc. – Gerente de Suporte Técnico para Am. do Sul – Lallemand Animal Nutrition

Existem duas maneiras principais de se conservar forragem para ser usada no período de escassez:

1. conservação por desidratação (fenação);
2. conservação por acidificação (ensilagem).

Já o pré-secado é justamente uma maneira intermediária às duas formas anteriormente citadas de se conservar forragem, tanto que em inglês é chamado de haylage, a junção de hay (= feno em inglês) e silage (= silagem em inglês). No Brasil há pessoas que falam silagem pré-secada, outras falam de feno pré-secado. Não importa como é chamado, trata-se de um material colhido com valor nutritivo adequado, que passa por um emurchecimento prévio à fermentação. Atinge teores de matéria seca (MS) variáveis dependendo do tipo de forragem, tempo de emurchecimento e o clima em que é produzido. Normalmente pode-se encontrar pré-secados enfardados ou ensilados entre 35 e 65% de MS.

Para se conservar uma forragem de forma fermentada três características são importantes: o conteúdo de matéria seca, o nível de carboidratos solúveis em água (CSA) e o poder tampão (PTp). Esse último, o responsável por dificultar a queda do pH da silagem.

Quando consideramos forragens como milho, sorgo e cana-de-açúcar, todas se prestam bem para serem ensiladas e possuem boas características para uma fermentação adequada. Apresentam teores adequados de matéria seca (30-35%), teores de CSA suficientes para se garantir, em condições ideais, uma correta acidificação da massa por meio da produção de ácido lático e, em virtude do relativamente baixo percentual de PB (6-8%), trazem consigo baixa capacidade de manter o pH inicial, ou seja, um baixo poder tampão.

Quem já fez silagem de capins (tropicais ou subtropicais) ou de leguminosas sem a pré-secagem (colheita direta) sabe que o processo fermentativo é bem difícil. Dos pontos destacados acima, o teor de MS é baixo (alta umidade), os carboidratos estão em concentrações também baixas e o poder tamponante é alto. Por isso, a pré-secagem é usada para diminuir um dos fatores de risco, ou seja, a alta umidade.
Entretanto ainda permanece restrito o conteúdo de carboidratos solúveis em água. Assim, buscou-se o uso de enzimas fibrolíticas para ajudar na “quebra” dessa porção e, consequente, liberação de açúcares que podem ser usados pelas bactérias benéficas como fontes para fermentação e conservação ácida.

Novo inoculante para pré-secados da Lallemand Animal Nutrition: Lalsil® Dry

Com o objetivo de oferecer um inoculante completo e específico para pré-secados, que tenham baixos teores de açúcares, a Lallemand Animal Nutrition desenvolveu o Lalsil® Dry. Trata-se de um produto composto por uma associação de bactérias e enzimas. Lalsil® Dry é recomendado para silagens pré-secadas de gramíneas (Tifton e outros capins tropicais, aveia, azevém, trigo, dentre outras espécies gramíneas de clima subtropical ou temperado), de leguminosas (alfafa, soja, trevos) ou consorciações entre gramíneas e leguminosas.
As bactérias são duas cepas distintas, sendo uma homolática (Pediococcus acidilactici CNCM MA18/5M) e outra heterolática (Lactobacillus buchneri NCIMB 40788). A primeira, é uma bactéria muito eficiente e rápida em produzir ácido lático e a última, sem dúvida alguma a mais estudada no tocante à estabilidade aeróbia de silagens, ou seja, faz a proteção após a abertura do silo.

Para ajudar a ação das bactérias e fornecer a elas açúcares para fermentação há na fórmula do Lalsil® Dry duas enzimas fibrolíticas. Uma celulase (β-glucanase) e uma hemicelulase (xilanase), ou seja, elas atuam respectivamente na celulose e hemicelulose, quebrando-as e gerando açúcares (glicose e pentoses, por exemplo) que serão substrato (alimento) para que as bactérias produzam ácido lático inicialmente e, depois, para que o Lactobacillus buchneri NICMB 40788 produza ácido acético, um potente inibidor do crescimento de fungos (mofos) e leveduras. Na Figura 1 há demonstração esquemática de como atuam essas enzimas.



 Figura 1 – Esquema de ação de enzimas presentes no Lalsil® Dry.

Um trabalho desenvolvido no Instituto Posiex, na Suíça, mostra o efeito importante inicial do Lasil® Dry de ajudar na fermentação. Comparativamente ao pré-secado controle, o grupo tratado com Lalsil® Dry apresentou menor valor de pH (Figura 2) e de nitrogênio amoniacal (Figura 3).


Figura 2 – Valores finais de pH de pré-secados consorciados de gramíneas e leguminosas com diferentes teores de MS. Fonte: Instituto Posieux, 2008.

Pelos dados demonstrados nas Figuras 2 e 3, pode-se inferir que houve maior controle de bactérias indesejáveis, tais como Clostrídios e Enterobactérias, por exemplo. Isso aconteceu independente do teor de MS da forragem colhida. Esses microrganismos indesejáveis são capazes de utilizar também aminoácidos como fontes de alimento (sobretudo quando os carbiodratos estão em falta, como no caso dessas forragens), produzindo, assim, nitrogênio amoniacal (N-NH3).


Figura 3 – Níveis de N-NH3 em pré-secados pré-secados consorciados de gramíneas e leguminosas com diferentes teores de MS. Fonte: Instituto Posieux, 2008.

Níveis de N-NH3 máximos de cerca de 12% do nitrogênio total podem ser tolerados em silagens mais úmidas. Entretanto, sempre é melhor o menor valor de N-NH3, pois representa menor degradação proteica da silagem ou do pré-secado.

Em outro estudo foi avaliado o uso de Lalsil® Dry em silagem pré-secada de alfafa, com abertura dos silos experimentais após 45 dias. Foi medida a temperatura ao longo do ensaio de estabilidade aeróbia por aproximadamente 10 dias. As silagens inoculadas com Lalsil® Dry apresentaram-se muito mais estáveis, conforme pode-se notar na Figura 4.


Figura 4 – Avaliação da estabilidade aeróbica de pré-secados de alfafa. Fonte: Colégio de Agronomia da Universidade de Szeged, 2004.

A estabilidade verificada é devido a característica do Lactobacillus buchneri NCIMB 40788 em produzir ácido acético e este controlar o desenvolvimento de leveduras e fungos durante o processo fermentativo e após a abertura.

O Lalsil® Dry, assim como todos os produtos da linha Lalsil®, vem com exclusiva tecnologia H2C

A Lallemand Animal Nutrition desenvolveu a tecnologia H2C em sua linha de produtos. H2C – High & Homogeneous Concentration, do inglês “Concentração Alta e Homogênea”. Trata-se de uma tecnologia desenvolvida pela empresa para que as bactérias de nossos inoculantes sejam aplicados de forma mais homogênea, durante todo o tempo da ensilagem. Isso quer dizer maior solubilidade das bactérias na solução e menor sedimentação dessas bactérias no tanque de aplicação. Além disso, os produtos com o selo H2C permitem ser aplicados por bombas que usam baixo volume de solução.

Para saber mais sobre a tecnologia H²C, clique aqui ou entre em contato pelo box abaixo:

ARTIGO EXCLUSIVO | Este artigo é de uso exclusivo do MilkPoint, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.