As infestações por carrapatos (Rhipicephalus microplus) representam um dos maiores entraves sanitários e econômicos para a pecuária leiteira no Brasil, dada a distribuição geográfica favorável a esse ectoparasita e o rápido desenvolvimento do mesmo em climas tropicais e temperados.
As infestações por esses parasitas externos causam prejuízos diretos na sanidade animal, impactando imediatamente na produção leiteira. A infestação massiva causa estresse, irritação e anemia; para cada carrapato estima-se uma perda diária de 1 a 3 mL de sangue. Em infestações severas (acima de 50 carrapatos/animal, a demanda de energia para repor o volume e os nutrientes sanguíneos desviados é subtraída da energia metabolicamente disponível para a lactação, resultando em uma diminuição na produção de leite que pode variar de 5% a 25%, dependendo do grau de infestação e da resistência do animal.
O Rhipicephalus microplus não é apenas um parasita espoliador, mas também o principal vetor biológico de agentes causadores da Tristeza Parasitária Bovina (TPB), um complexo de doenças hemolíticas que causa alta morbidade e mortalidade, especialmente em animais jovens e adultos suscetíveis. A TPB envolve a infecção pela bactéria Anaplasma marginale causadora da Anaplasmose Bovina e pelos protozoários Babesia bovis e Babesia bigemina causadores da Babesiose Bovina.
O impacto da TPB inclui perda de animais muitas vezes com alto valor genético, investimento em tratamentos e cuidados intensivos dos animais doentes além da perda de produtividade dos animais convalescentes e no período pós recuperação.
O prejuízo na sanidade geral do rebanho causado pelos carrapatos acarreta prejuízos na eficiência reprodutiva causando impactos em índices zootécnicos como o aumento do intervalo entre partos, diminuição nas taxas de concepção, atraso no retorno ao cio no pós-parto e maior descarte de matrizes por falha reprodutiva.
Os prejuízos anuais estimados pela ação do Rhipicephalus microplus na pecuária brasileira são da ordem de bilhões de reais. Na atividade leiteira, o ectoparasita atua em múltiplas frentes, desde a redução direta do volume de leite e a depreciação do couro, até a complexidade dos custos com controle químico (e o risco de resistência) e os graves impactos da TPB. O controle antiparasitário
ineficaz resulta em perdas significativas que comprometem a rentabilidade e a sustentabilidade da atividade leiteira nacional.
A redução destes prejuízos exige uma abordagem técnica e integrada focada em um manejo integrado que combine o uso racional de produtos antiparasitários especialmente aqueles com descarte zero para leite como o EPREMIUM5% (BIOFARM), adoção de estratégias não químicas como a seleção de raças geneticamente mais resistentes e o monitoramento constate de infestação tanto nos animais quanto no ambiente visando otimizar a saúde, produtividade e rentabilidade do rebanho.