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Qual é o fator chave da colheita do milho para silagem?

Resposta: é manter o balanço entre o processamento (quebrar) dos grãos e o tamanho dos demais componentes da planta (colmo, folhas, palhas e sabugo). Então, por que é complexo conseguir esta meta? Ocorre que a planta de milho possui 5 componentes, os quais são bem distintos em termos dureza e tamanho. O menor deles é o grão e também o mais ‘duro’, e desse modo, o mais complexo para se processar. Para processá-lo sem o uso de um dispositivo específico para tal tarefa (cracker) há a necessidade de se diminuir o tamanho de corte. Contudo, se os demais componentes são extremamente processados o animal pode não ter quantidade suficiente de fibra que o faz mastigar (mastigação é essencial na vida de um animal ruminante). Por isso, o grande segredo da colheita é conseguir processar os grãos sem afetar negativamente a fibra (colmo, folhas, palhas e sabugo).

Como atingir a meta? Antes de tudo tenha uma colhedora com manutenção em dia, principalmente quanto aos componentes que são responsáveis pelo processamento (contra-faca, facas e processor de grãos). O segundo passo é monitorar a colheita. O que é isso? Com certa frequência ao longo do dia recolha um litro de forragem dos vagões e conte o número de grãos. A meta é menos de 5 grãos inteiros para as colhedoras autopropelidas e menos de 10 para aquelas tracionadas por trator. Para verificar se a fibra está sendo processada adequadamente, use 2 peneiras do método Penn State (> 19 mm e a 8-19 mm) e o fundo. Aqui a meta é manter menos de 20% no fundo para as colhedoras autopropelidas e menos de 30% para aquelas tracionadas. O terceiro passo e o mais complexo, é concentrar as partículas na peneira de 8-19 mm, pois quando certa proporção das partículas se posicionam > 19 mm há o risco de seleção no cocho. O um litro recolhido de cada vagão pode ser usado para se fazer as duas leituras (grãos e fibra).

E se as 3 metas não forem alcançadas juntas? Ou seja, a colhedora processa os grãos, mas também processa demais a fibra. Prefira sempre processar os grãos e, posteriormente, quando a ração for preparada, insira uma segunda fonte de fibra para proporcionar mastigação.

THIAGO FERNANDES BERNARDES

Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - MG.
www.tfbernardes.com

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THIAGO FERNANDES BERNARDES

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 02/01/2019

Caro Marcelo,

Os valores apresentados são considerados limites, ou seja, a meta é sempre obter menos de 5 ou 10 grãos inteiros quando se trata de autopropelida e tracionada, respectivamente.

Diversas propriedades conseguem nenhum grão inteiro sem 'sacirificar' a fibra. Estas propriedades nos mostram que é possível atingir resultados adequados. O que elas possuem de diferente das outras? Obedecem todas as etapas descritas no texto.

Att,
Thiago Bernardes
MARCELO MOREIRA ANTUNES

PELOTAS - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 31/12/2018

Professor, parabéns pelo artigo.

Mas uma dúvida, não é muito essa quantidade aceitável de grãos inteiros?