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Takay, do Equador, utiliza frutas rejeitadas por razões estéticas em smoothies e sorvetes

POR JULIANA SANTIN

NOVIDADES E LANÇAMENTOS EM LÁCTEOS

EM 29/04/2019

3 MIN DE LEITURA

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A start-up equatoriana Takay utiliza frutos que foram rejeitados pelos compradores por razões estéticas para criar as suas misturas de smoothies e sorvetes saudáveis.

O Equador é um dos maiores exportadores de frutas tropicais do mundo, mas cerca de 25% de sua produção é perdida ou desperdiçada antes de atingir mercados por "razões estéticas". Ao adquirir 80% de seus ingredientes de fruticultores que não conseguem vender seus produtos, a Takay espera reduzir esse percentual.

De acordo com Lucho Escobar, que fundou a start-up quando estudava nos EUA, a principal razão pela qual os compradores rejeitam a fruta é “puramente uma questão de tamanho”. "Eu costumava pensar que era uma questão de pancadas, manchas ou algum tipo de contaminação, mas eu estava errado. Os compradores esperam consistência, de modo que toda a fruta pareça a mesma em suas prateleiras", disse ele.

São seis sabores na linha da Takay: cacau, coco, goiaba, café tropical, cacau com hortelã; e green vibe, com cada pote contendo uma variedade de frutas e sementes que reflete a biodiversidade do ambiente do Equador, de acordo com a Takay.

O cacau com hortelã, por exemplo, contém folhas de hortelã, cacau em flocos, abacate, babaco, abacaxi, banana, moringa, tremoço andino e aveia sem glúten. Um pote fornece mais de 10g de fibra e todos os produtos são livres de adição de açúcar, aditivos, conservantes, glúten e vegan.

Com uma mãe nutricionista e um pai que era produtor de manga, Escobar disse que a inspiração para o negócio veio quando ele percebeu a falta de opções de alimentos saudáveis nos EUA.

O primeiro marco veio quando Escobar ganhou uma competição de aceleradores de start-ups na Universidade de Notre Dame, recebendo vários prêmios e um subsídio de US$ 50.000. Ele usou esse dinheiro para patentear seu design de embalagem - um pote de papelão com um divisor central protegido por patente para impedir que o fruto congele em conjunto em um bloco que é impossível de misturar - bem como desenvolver a marca e investir em maquinaria.

O irmão de Lucho, Alejandro Escobar, que morava no Equador na época, montou a cadeia de fornecimento, contratou fornecedores, encontrou uma fábrica e encontrou as embalagens.

Takay, que significa "misturar-se" em quíchua, obtém seus frutos de mais de 50 produtores e cooperativas produtores de frutas e ingredientes para "superalimentos". Encontrar um fornecimento constante de frutas rejeitadas para cada receita de Takay não é um desafio. "Infelizmente, o desperdício é uma questão consistente", disse Escobar.

De acordo com a plataforma anti-despercídio de alimento, Sin Desperdicio, 127 milhões de toneladas de alimentos são perdidos e desperdiçados todos os anos na América Latina e no Caribe - o equivalente a mais de um terço (34%) do total de alimentos produzidos para consumo humano.

No entanto, usar frutas que de outra forma seriam desperdiçadas não é necessariamente a opção mais barata, segundo Escobar. “Na maioria dos casos, a fruta que seria desperdiçada é deixada no chão para apodrecer, então temos que pagar pela fruta e também pela equipe que vai coletá-las antes de serem deixadas no chão. Depois, para garantir que não haja batidas ou qualquer contaminação, temos que empacotá-las e transportá-las para nossa fábrica, e assegurar que amadureçam corretamente, lavá-las, descascá-las, cortá-las e congelá-las", explicou.

Os produtores também escolhem algumas frutas, como bananas, quando ainda estão verdes, para que possam suportar o trânsito de cargas de longa distância sem estragar. Isso significa que a Takay também precisa levar em conta os custos de armazenamento como parte de seu processo de reciclagem, esperando que os frutos amadureçam e alcancem tanto seu valor nutricional quanto seu sabor. “O custo acaba sendo similar [ao uso de fruta padrão], mas o impacto ambiental positivo da reciclagem é inestimável ”, disse ele.

A fábrica da Takay está localizada perto de Guayaquil, a maior cidade do Equador e do centro econômico e de negócios do país, e tem planos de abrir uma segunda fábrica. Embora esteja procurando expandir as operações de fornecimento para outros países vizinhos da América Latina, seu principal mercado consumidor é os EUA.

Atualmente, tem listas de varejo em Whole Foods, Heb, Sprouts, Gelsons e Bristol Farms na Califórnia, Colorado e Texas, onde um pote é vendido por cerca de US$ 5,90.

Veja o vídeo institucional da empresa.

As informações são do portal FoodNavigator.

JULIANA SANTIN

Médica veterinária formada pela FMVZ/USP. Contribuo com a geração de conteúdo nos portais da AgriPoint nas áreas de mercado internacional, além de ser responsável pelo Blog Novidades e Lançamentos em Lácteos do MilkPoint Indústria.

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