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Cientistas chineses desenvolvem dispositivo que indica se o leite está estragado

POR JULIANA SANTIN

DAIRY VISION

EM 15/04/2014

1 MIN DE LEITURA

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Cientistas chineses desenvolveram um “identificador inteligente” que pode indicar – pela mudança da cor vermelha para a verde – quando o conteúdo de uma caixa de leite está estragado. Na Universidade Peking, em Pequim, desenvolveram um indicador de tempo-temperatura (TTIs) usando nanobastões de prata e ouro que podem ser “geralmente empregados para rastrear, imitar e indicar processos de deterioração de vários produtos perecíveis”.

Os identificadores contêm vitamina C, ácidos acético e lático e ágar, que reagem com os nanobastões de ouro e prata ao longo do tempo para mudar a cor do identificador. Isso imita o tempo que tipicamente leva para os microrganismos crescerem no alimento, mas também leva em consideração as flutuações de temperatura que podem estragar o produto. Quando o produto está 100% fresco, o identificador é vermelho ou laranja avermelhado. À medida que a embalagem envelhece, muda para laranja, amarelo e, quando está completamente ruim, verde.

Até agora, o produto só foi testado usando E. coli em caldo de lisogenia, usado para imitar o leite. Baseado nos resultados apresentados, a equipe de pesquisadores chineses está confiante de que o conceito TTI pode ser adotado comercialmente.

“O projeto básico é simples”, disse o estudo, publicado no jornal ACS Nano. “Como uma classe típica de produtos perecíveis, os produtos lácteos estragam facilmente devido ao crescimento bacteriano e a taxa de crescimento bacteriana é fortemente dependente da temperatura. Dessa forma, podemos prever o projeto de rastreadores inteligentes baseados na reação química para produtos lácteos”.

“O identificador é acoplado à embalagem do produto para garantir que esse tenha a mesma história de temperatura. O identificador pode, então, em princípio, servir como um indicador para a qualidade do produto, porque agora a magnitude de crescimento microbiano está correlacionada à forma como o sistema químico se desenvolve”.

“Acreditamos que esse produto é promissor para ser desenvolvido em um protocolo unificado e padronizado geralmente aplicável a um vasto número de produtos perecíveis e tem um excelente potencial para revolucionar as atuais indústrias de alimentos/bebidas/farmacêutica/cosméticos”.

O estudo foi apresentado na Reunião e Exposição Nacional da Sociedade Americana de Química (ACS) em Dallas no mês passado. 

Os dados são do Dairy Reporter.

JULIANA SANTIN

Médica veterinária formada pela FMVZ/USP. Contribuo com a geração de conteúdo nos portais da AgriPoint nas áreas de mercado internacional, além de ser responsável pelo Blog Novidades e Lançamentos em Lácteos do MilkPoint Indústria.

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LUANA GRIMALDI AZEVEDO

TRÊS CORAÇÕES - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 24/04/2014

Coisa de chinês.. Bem interessante! Só têm que ampliar a sensibilidade do método e identificar termoresistentes, para aplicar em produtos UHT.
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