Ajuste de extrator automático de teteiras pode reduzir o tempo de ordenha sem afetar a produção |
Professor Associado da FMVZ-USP
Qualileite/FMVZ-USP
Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite
Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225
Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP
Pirassununga-SP 13635-900
19 3565 4260
Médico Veterinário e Doutor em Nutrição e Produção Animal
Pesquisador do Qualileite/FMVZ-USP
Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite
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Pirassununga-SP
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MARIA BEATRIZ TASSINARI ORTOLANIPIRACICABA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL EM 12/03/2014
Abertas as inscrições para o curso online AgriPoint de Qualidade do Leite e Manejo de ordenha. Começa no dia 31/03. Não perca a oportunidade de aprender com um dos maiores nomes na área: Marcos Veiga dos Santos. Para mais informações acesse: http://www.agripoint.com.br/curso/qualidade-leite/
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JUAREZ CABRAL FERNANDESQUIRINÓPOLIS - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL EM 16/02/2014
Bom, vou explicar sobre o corte (0,3 kg/min). O equipamento vai ler o fluxo de leite que passa por minuto no medidor, no final da produção logo que atinja um fluxo menor ou igual a 300ml por minuto, o equipamento entra na faze de pós-ordenha ou seja ele fica analisando o fluxo do leite, quem instala o equipamento faz uma programação de tempo de pós-ordenha de acordo com a necessidade da fazenda ou o tipo de rebanho, quanto chega nesse tempo limite e o fluxo não passou do valor estabelecido o equipamento faz a extração automática do coletor, evitando o aumento do nível de vácuo na ponta do teto e também a sobre-ordenha ou ordenha sega, esta muito prejudicial ao teto.
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MARCOS VEIGA SANTOSPIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO EM 13/02/2014
Prezado Valdir,
Não sei se entendi bem a sua questão. A limite de ativação do extrator automático de teteiras não deve ter muita influência sobre a produção e sim sobre a duração da ordenha. Em relação a variação de produção entre as vacas, acho que somente uma avaliação após a implantação do sistema poderia dar um indicativo de qual o impacto desta variação de produção entre as vacas. Atenciosamente, Marcos Veiga |
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VALDIR CAIXETA BORGESPATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE EM 13/02/2014
Agradeço as explicaçoes do Dr.Marcos e do Juarez (consultor). Aguardo a chegada dos equipamentos para impl antar nos próximos dias.
Mas, indago ainda: uma regulagem de 0,3 kg/min., resultaria em quantos quilos ou litros de leite por minuto? É que, no meu pequeno rebanho de 50 vacas em lactação , há vacas com produção de 12 a 50 kg/dia ( holandezas, jersey e jersolandas) |
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MARCOS VEIGA SANTOSPIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO EM 20/01/2014
Prezado Gabriel, obrigado pelos comentários e pela excelente descrição da experiência na fazenda de redução do tempo total de ordenha, pelo agrupamento de vacas com baixo fluxo de leite e avaliação individual das vacas.
Atenciosamente, Marcos Veiga |
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GABRIEL ESNAOLAPASSO FUNDO - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL EM 20/01/2014
Estudo muito interessante, exemplifica o que temos vivenciado na fazenda onde trabalho.
Iniciamos no meio do ano passado um trabalho para aumentar a velocidade de ordenha, com o objetivo de aumentar o numero de animais em lactação sem alterar os horários de turno de trabalho (6 horas). Tomamos como base os dados que tinhamos registrado pelo sistema de gerenciamento Alpro, Delaval. Com tempo de retirada do extrator automático de 0,4 kg/ min e não limitamos o tempo limite de fluxo na máquina. O tempo produtivo (tempo de fluxo de leite) MÉDIO que tinhamos era de 5,4 min turno da manha e 4,3 min no turno da tarde. Merece destaque o fato de ser tempo MÉDIO, ou seja alguns animais passavam de 10 min de fluxo de leite. Estipulamos que os animais do rebanho não poderiam exceder a 9 min. A decisão foi agrupar esses animais (18 animais em 550 em lactação) e avaliar a situação individualmente, 1 desses animais foi descartado por histórico prévio de mastite e não estar prenhe, os demais, foi identificado estenose do esfincter de pelo menos em 1 dos tetos, na maioria dos casos os 4 tetos com estenose. A solução foi a realização de incisão cirurgica, com anestésico local, com lâmina de bisturi específica para este procedimento. Chamo a atenção por ser um processo traumático e que aumenta a chance de mastite nesses animais em razão do local da incisão. O resultado foi que hoje nosso tempo produtivo médio (tempo médio de fluxo de leite) é de 4,41min no turno da manha e 3,28 no turno da tarde. Antes: turno da manha Antes: 550 animais x 5,4 min = 2970 min / 32 postos de ordenha Tempo de fluxo de leite manha= 92,81 min turno da tarde Antes ; 550 animais x 4,3 min= 2365 min / 32 postos de ordenha Tempo de fluxo de leite tarde= 73,90 min Agora: turno da manha Agora: 550 animais x 4,41 min= 2425,5 min / 32 postos de ordenha Tempo de fluxo de leite manha= 75,79 min turno da tarde Agora: 550 animais x 3,28 min = 1804 min / 32 postos de ordenha Tempo de fluxo de leite tarde= 56,37 min Ganho no turno da manha= 17 min Ganho no turno da tarde= 17 min Nossa avaliação sobre esse tema é o seguinte, o produtor deve se preocupar com o tempo de descida de leite dos seus animais. Principalmente em equipamentos de ordenha como espinha de peixe ou Said by said (nosso caso), pois o atraso de ordenha de um animal impede a entrada de mais um lote, para isso é importante avaliação genética para velocidade decida do leite, seleção dentro do rebanho e cuidados com a eficiência da máquina de ordenha. (Continua...) |
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GABRIEL ESNAOLAPASSO FUNDO - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL EM 20/01/2014
Bom, mas seguindo nosso trabalho em ganho de velocidade de ordenha, temos mais assuntos a se deter, que é o tempo não produtivo da ordenha. Tenho certeza que é o parâmetro em que a grande maioria dos produtores na realidade do Brasil deve estar atento (incluo a fazenda onde trabalho).
Agora vou explicar o porque, o Alpro chama de tempo de ordenha não produtivo - o tempo em que o animal é identificado na ordenha até receber o conjunto (entrada e preparação da vaca para ordenha + pré-dipping), somado a isso, o tempo que é sacado o conjunto de ordenha até o animal ser liberado (pós dipping + soltar a vaca). Nossa ordenha demora em média 4 horas no turno da manha e 3 horas no turno da tarde para ordenhar 550 vacas. O nosso tempo não produtivo, enquanto nossa vaca está na ordenha sem produzir leite(sendo "preparada" -descarte dos jatos + pré dipping- e recebendo pós-dipping até ser solta), demora 3 min (manha) e 4 min (tarde). O tempo total em que as vacas permanecem na ordenha é de 2,12 horas (manha) e 2,08 horas a tarde, a pergunta que nós fizemos foi obvia, onde estão as vacas nas outras 1,88 horas do turno da manha e nas 0,92 horas do turno da tarde, porque as vacas não estão sendo ordenhadas? A resposta é que dependemos das pessoas e "imprevistos" ocorrem... Atraso entre lotes de ordenha; Demora entre a saída de um lote e entrada de outro; Lotes misturados; Vacas em tratamento misturadas a lotes de ordenha; O fato é que todo "imprevisto" custa tempo e quando somados acarretam em perdas para o sistema de produção. Maneiras de reduzir o impacto dos "imprevistos" existem, exige empenho: Treinamento e motivação dos nossos ordenhadores; Número adequado de ordenhadores de acordo com as dimensões da sala de ordenha; Manutenção das instalações; A rotina de ordenha estabelecida na propriedade; E talvez outros tantos que não vou me ater por não ser o propósito do artigo, mas vou deixar a sugestão para o Professor Marcos e sua equipe a discussão: O tempo não produtivo e o impacto na velocidade de ordenha. Abraço a você Marcos e a sua equipe! Gabriel Esnaola |
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MARCOS VEIGA SANTOSPIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO EM 20/01/2014
Prezado Paulo, acho que o EAT é uma excelente tecnologia que permite aumentar a velocidade de ordenha e maximizar o uso de mão de obra, pois torna uma das atividades do ordenhador automatizada. No entanto, este tipo de tecnologia não vai resolver outros problemas durante a ordenha, principalmente para rebanhos cruzados, nos quais a presença de bezerro e a necessidade de uma boa estimulação dos tetos é uma condição essencial para que a vaca desça o leite de forma adequada. O problema principal neste caso é que se as vacas não tiverem uma boa descida do leite, o EAT vai ter funcionamento prejudicado, pois o fluxo de leite ao final da ordenha vai depender do manejo de preparação da vaca.
Acho que o seu receio do uso de EAT em rebanhos cruzados é compreensível, principalmente quando o rebanho é muito heterogêneo e apresenta vacas com variados graus de sangue. A pergunta mais importante seria avaliar se o investimento no EAT trará aumentos de eficiência de ordenha ou se seria melhor ter uma maior padronização das vacas antes de implantar esta tecnologia. Além disso, a questão mais importante é se o tempo de ordenha é um dos pontos críticos dentro da fazenda neste momento. Atenciosamente, Marcos Veiga |
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PAULO ROBERTO FALCÃO LEALRIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE EM 20/01/2014
Boa tarde prof Marcos. Parabéns pelo artigo. Tenho duvida em relação ao uso do extrator em um rebanho com diferentes tipos de ubere, tanto pelo utilização de gado cruzado quanto por diferentes raças na ordenha. Recentemente estive visitando uma propriedade na qual houve impossibilidade de continuar com a utilização do extrator na ordenha. Tudo era creditado à dificuldade de regulagem do extrator, mas fiquei realmente com receio de incluir esta tecnologia sem antes tentar padronizar o rebanho. Quais seriam suas considerações neste sentido? Abraço Paulo
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MARCOS VEIGA SANTOSPIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO EM 20/01/2014
Prezado Valdir, o aumento do limite de ativação do EAT tem como objetivo básico o aumento da velocidade de ordenha. Deve-se pensar se este é o seu caso. Como a implantação do EAT ainda está em fase inicial, seria recomendável que houvesse ajuste de acordo com o desempenho obtido e aquele que é desejável. As diferenças de produção entre os lotes são inevitáveis, pois o rebanho tem vacas com variados dias em lactação.
Na minha opinião, o uso de um limite de ativação médio (por exemplo 0,3 kg/min) pode ser o ponto a partir do qual possa se fazer ajustes para aumentar a velocidade de ordenha, depois que o EAT estiver estabilizado. Atenciosamente, Marcos Veiga |
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ARMANDO DE PAULA CARVALHO FILHOCASTRO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE EM 12/01/2014
Posso garantir que um leite residual de 0,4kg é muito mais benéfico para o rebanho que 0,2kg. Por experiência própria, tive um serio problema de ccs e o ajuste do tempo de estração ajudou a recuperar os esfíncter dos tetos.
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JUAREZ CABRAL FERNANDESQUIRINÓPOLIS - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL EM 02/01/2014
Sr. Valdir, trabalho com automação em ordenhas há 4 anos, sobre o limite correto do corte ou do saque do extrator, posso te passar as seguintes informações, o grau de sangue dos animais também tem influência diretamente no valor do corte, geralmente animais mais zebuínos os cortes são de valores mais baixos, quanto mais puro para o holandês os cortes são mais altos, lembrando que os equipamentos tem regulagens que consegue atender um gado padrão quanto misto, a grande vantagem são os benefícios que a extração vem a proporcionar aos animais e a evolução da propriedade.
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MARCOS VEIGA SANTOSPIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO EM 30/12/2013
Prezado Valdir, os dados do estudo apresentado indicam que em alguns rebanhos pode-se aumentar o limite de ativação do extrator de teteiras, sem prejuízo de produção ou da saúde do úbere.
No seu caso, penso que o melhor e mais simples seria a definição de um limite com base em kg/min, pois fixar o tempo de ordenha seria mais complicado. Atenciosamente, Marcos Veiga |
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VALDIR CAIXETA BORGESPATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE EM 30/12/2013
Deduz-se então que, em rebanho que tenha um lote com média de 30/35 kg/dia, outro com 20/25 e outro com 15/20 kg/dia,a regulagem ideal seria sómente por kg/min., por exemplo 0,3 kg/min., ok?. Com rebanho assim, vou implantdar o EAT agora em janeiro/2014. Posso ter sucesso?
Grande abraço e feliz ano novo. |
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