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Ajuste de extrator automático de teteiras pode reduzir o tempo de ordenha sem afetar a produção

POR MARCOS VEIGA SANTOS

E TIAGO TOMAZI

MARCOS VEIGA DOS SANTOS

EM 20/12/2013

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Tiago Tomazi*
Marcos Veiga dos Santos

Estudos recentes indicam que o número de vacas em lactação por rebanho tem aumentado em diversos países. Paralelamente, a atividade leiteira tem se deparado com a crescente carência de mão de obra qualificada. Em sistemas intensivos de produção de leite, a mão de obra necessária para o manejo de ordenha representa até 55% de todo o trabalho da fazenda. Desta forma, deve-se buscar estratégias para minimizar os custos operacionais e otimizar o uso de mão de obra, a fim de tornar a fazenda economicamente mais eficiente.

Rebanhos leiteiros especializados estão adotando sistemas de ordenha cada vez mais automatizados e informatizados, os quais reduzem o número de pessoas necessárias para o manejo de ordenha, além de fornecer informações mais precisas que auxiliam na tomada de decisão quanto às estratégias de produção de leite e controle da mastite no rebanho. Equipamentos de ordenha modernos possuem sistemas que mensuram o fluxo (Kg ou mL/minuto) de leite extraído por vaca durante a ordenha. Tais sistemas possuem extratores automáticos de teteiras (EAT) que acionam a retirada do conjunto de ordenha quando o fluxo diminui abaixo de um limiar pré-definido. Além disso, um ajuste adicional no sistema de EAT permite pré-estipular um tempo máximo de ordenha (minutos) após o fluxo de leite atingir o limiar de fluxo de leite definido.

A extração automática do conjunto de ordenha a partir de níveis mais altos de fluxo de leite pode reduzir o tempo de ordenha sem que ocorram prejuízos de produção total de leite e de sanidade do úbere das vacas. O aumento do limiar de fluxo de leite para extração automática de teteiras de 0,2 para 0,4 Kg/min reduziu o tempo de ordenha sem afetar a produção e composição do leite e a prevalência de mastite clínica e subclínica de rebanhos leiteiros. Relatos em nível de campo indicaram que o aumento do limiar de fluxo de leite para extração das teteiras de 0,32 para 0,59 Kg/minuto reduziu o tempo de ordenha, ao passo que, a qualidade e o volume total de leite produzido não sofreram alteração.

Programações de equipamentos de ordenha modernos permite a extração automática do conjunto de teteiras por meio da combinação da taxa mínima de fluxo de leite extraído com a duração máxima pré-estipulada de tempo de ordenha das vacas. Esta estratégia permite reduzir o tempo total de ordenha pela limitação do tempo de extração de leite de vacas que necessitam de um tempo mais longo para serem ordenhadas. Este método foi aplicado com sucesso em vacas em estágios avançados de lactação e reduziu em 34% a duração máxima de ordenha das vacas mais lentas sem causar perdas da produção de leite ou aumento da CCS e incidência de mastite clínica. Resultados de estudos subsequentes não indicaram efeitos prejudiciais desta prática na sanidade da glândula mamária. Especificamente, não houve aumento na CCS devido ao aumento do volume de leite residual causado pela ordenha incompleta.

Com o objetivo de atingir a eficiência máxima de manejo de ordenha, pesquisadores da Nova Zelândia avaliaram a combinação entre o uso de EAT e ajuste da duração máxima de tempo de ordenha de vacas leiteiras do parto até 35 semanas de lactação. Quatro critérios de determinação de tempo de ordenha foram avaliados em relação aos seus efeitos sobre a produção de leite, CCS, condições de esfíncter e pele do teto e sanidade da glândula mamária: a) extração automática do conjunto de ordenha ao atingir o fluxo de 0,2 Kg de leite/minuto; b) extração automática do conjunto de ordenha ao atingir o fluxo de 0,4 Kg de leite/minuto; c) extração automática do conjunto de ordenha ao atingir o fluxo de 0,2 Kg de leite/minuto ou quando a ordenha atingisse o tempo máximo pré-determinado (7,5 minutos na ordenha da manhã e 5,4 minutos na ordenha da tarde); e d) extração automática do conjunto de ordenha ao fluxo de 0,2 Kg de leite/minuto até as vacas atingirem 63±21 dias em lactação, e posteriormente, extração automática ao atingir o fluxo de 0,2 Kg de leite/minuto ou quando a ordenha atingisse o tempo máximo pré-determinado. Estima-se que 20 a 30% das vacas têm o tempo de ordenha encurtada após a adoção da estratégia de tempo máximo de duração de ordenha.

Os resultados deste estudo da Nova Zelândia indicaram que o ajuste para extração automática das teteiras por meio do aumento do limiar do fluxo de leite de 0,2 para 0,4 Kg/minuto reduziu o tempo de ordenha sem afetar a produção de leite, a incidência de mastite clínica e a integridade dos tetos das vacas. Vacas ordenhadas com a extração automática de teteiras de 0,4 Kg/minuto apresentaram um leve aumento na CCS (81.283 vs 125.892 células/mL) durante o período de início até as 15 semanas de lactação. No entanto, esta diferença na CCS não foi observada ao avaliar as vacas da 16º semana de lactação até o final do período experimental (35 semanas).

A extração automática das teteiras ajustada por meio da pré-determinação do limiar do fluxo de leite extraído combinado com o tempo máximo de ordenha, quando aplicada tanto no início quanto no pico de lactação das vacas, reduziu ainda mais a duração da ordenha sem afetar a produção de leite, a incidência de mastite clínica ou a CCS. Essa redução foi mais expressiva, pois as vacas de ordenha mais lenta determinam o tempo de permanência de uma sessão de vacas na sala de ordenha, principalmente em sistemas de espinha de peixe ou sistemas paralelos, os quais dependem do término da extração de leite de todas as vacas.

Com base nos resultados deste estudo, ambas as estratégias (aumento do limiar de fluxo de leite e/ou utilização de um tempo máximo de ordenha) têm potencial em reduzir o tempo de ordenha e melhorar a eficiência técnica e econômica da propriedade leiteira sem afetar a produção e a qualidade do leite. No entanto, tais estratégias devem ser utilizadas com cautela em rebanhos leiteiros, pois o sistema de ordenha e o perfil de vacas em lactação são fatores que podem sofrer grande variação entre rebanhos. O ajuste inadequado do sistema de ordenha pode trazer prejuízos para a produção de leite e causar aumento da CCS e de incidência de mastite. Para que tais problemas sejam evitados, recomenda-se a manutenção periódica do equipamento de ordenha por um técnico especializado, bem como o monitoramento da qualidade do leite e sanidade das vacas em lactação.

Fonte: Jago, J. G.; Burke, J. L.; Williamson, J. H. Effect of automatic cluster remover settings on production, udder health, and milking duration . J. Dairy Sci. 93:2541–2549, 2010.
*Doutorando do Programa de Pós-graduação em Nutrição e Produção Animal, FMVZ-USP.

MARCOS VEIGA SANTOS

Professor Associado da FMVZ-USP

Qualileite/FMVZ-USP
Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite
Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225
Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP
Pirassununga-SP 13635-900
19 3565 4260

TIAGO TOMAZI

Médico Veterinário e Doutor em Nutrição e Produção Animal
Pesquisador do Qualileite/FMVZ-USP
Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite
Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225
Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP
Pirassununga-SP

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ADEMIR PEDRO THOMAS

TRÊS DE MAIO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/03/2017

TO Pretendendo instalar extratores tenho 35 vacas na ordenha com 750 lts ; Qual o custo beneficio em relaçao a mao de obra . pois só sou eu e minha esposa nessa lida.
MARIA BEATRIZ TASSINARI ORTOLANI

PIRACICABA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 12/03/2014

Abertas as inscrições para o curso online AgriPoint de Qualidade do Leite e Manejo de ordenha. Começa no dia 31/03. Não perca a oportunidade de aprender com um dos maiores nomes na área: Marcos Veiga dos Santos. Para mais informações acesse: http://www.agripoint.com.br/curso/qualidade-leite/
VALDIR CAIXETA BORGES

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/02/2014

Agradeço pelas respostas. As explicaçoes do Juarez "clarearam" a minha dúvida.
Obrigado
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 16/02/2014

Juarez, obrigado pelo comentário, Marcos Veiga
JUAREZ CABRAL FERNANDES

QUIRINÓPOLIS - GOIÁS - TÉCNICO

EM 16/02/2014

Bom, vou explicar sobre o corte (0,3 kg/min). O equipamento vai ler o fluxo de leite que passa por minuto no medidor, no final da produção logo que atinja um fluxo menor ou igual a 300ml por minuto, o equipamento entra na faze de pós-ordenha ou seja ele fica analisando o fluxo do leite, quem instala o equipamento faz uma programação de tempo de pós-ordenha de acordo com a necessidade da fazenda ou o tipo de rebanho, quanto chega nesse tempo limite e o fluxo não passou do valor estabelecido o equipamento faz a extração automática do coletor, evitando o aumento do nível de vácuo na ponta do teto e também a sobre-ordenha ou ordenha sega, esta muito prejudicial ao teto.
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 13/02/2014

Prezado Valdir,

Não sei se entendi bem a sua questão. A limite de ativação do extrator automático de teteiras não deve ter muita influência sobre a produção e sim sobre a duração da ordenha.

Em relação a variação de produção entre as vacas, acho que somente uma avaliação após a implantação do sistema poderia dar um indicativo de qual o impacto desta variação de produção entre as vacas.

Atenciosamente, Marcos Veiga
VALDIR CAIXETA BORGES

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/02/2014

Agradeço as explicaçoes do Dr.Marcos e do Juarez (consultor). Aguardo a chegada dos equipamentos para impl antar nos próximos dias.
Mas, indago ainda: uma regulagem de 0,3 kg/min., resultaria em quantos quilos ou litros de leite por minuto?
É que, no meu pequeno rebanho de 50 vacas em lactação , há vacas com produção de 12 a 50 kg/dia ( holandezas, jersey e jersolandas)
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 20/01/2014

Prezado Gabriel, obrigado pelos comentários e pela excelente descrição da experiência na fazenda de redução do tempo total de ordenha, pelo agrupamento de vacas com baixo fluxo de leite e avaliação individual das vacas.

Atenciosamente, Marcos Veiga
GABRIEL ESNAOLA

PASSO FUNDO - RIO GRANDE DO SUL - TÉCNICO

EM 20/01/2014

Estudo muito interessante, exemplifica o que temos vivenciado na fazenda onde trabalho.
Iniciamos no meio do ano passado um trabalho para aumentar a velocidade de ordenha, com o objetivo de aumentar o numero de animais em lactação sem alterar os horários de turno de trabalho (6 horas).
Tomamos como base os dados que tinhamos registrado pelo sistema de gerenciamento Alpro, Delaval. Com tempo de retirada do extrator automático de 0,4 kg/ min e não limitamos o tempo limite de fluxo na máquina.
O tempo produtivo (tempo de fluxo de leite) MÉDIO que tinhamos era de 5,4 min turno da manha e 4,3 min no turno da tarde. Merece destaque o fato de ser tempo MÉDIO, ou seja alguns animais passavam de 10 min de fluxo de leite. Estipulamos que os animais do rebanho não poderiam exceder a 9 min. A decisão foi agrupar esses animais (18 animais em 550 em lactação) e avaliar a situação individualmente, 1 desses animais foi descartado por histórico prévio de mastite e não estar prenhe, os demais, foi identificado estenose do esfincter de pelo menos em 1 dos tetos, na maioria dos casos os 4 tetos com estenose. A solução foi a realização de incisão cirurgica, com anestésico local, com lâmina de bisturi específica para este procedimento. Chamo a atenção por ser um processo traumático e que aumenta a chance de mastite nesses animais em razão do local da incisão. O resultado foi que hoje nosso tempo produtivo médio (tempo médio de fluxo de leite) é de 4,41min no turno da manha e 3,28 no turno da tarde.
Antes:
turno da manha Antes: 550 animais x 5,4 min = 2970 min / 32 postos de ordenha
Tempo de fluxo de leite manha= 92,81 min
turno da tarde Antes ; 550 animais x 4,3 min= 2365 min / 32 postos de ordenha
Tempo de fluxo de leite tarde= 73,90 min

Agora:
turno da manha Agora: 550 animais x 4,41 min= 2425,5 min / 32 postos de ordenha
Tempo de fluxo de leite manha= 75,79 min
turno da tarde Agora: 550 animais x 3,28 min = 1804 min / 32 postos de ordenha
Tempo de fluxo de leite tarde= 56,37 min

Ganho no turno da manha= 17 min
Ganho no turno da tarde= 17 min

Nossa avaliação sobre esse tema é o seguinte, o produtor deve se preocupar com o tempo de descida de leite dos seus animais. Principalmente em equipamentos de ordenha como espinha de peixe ou Said by said (nosso caso), pois o atraso de ordenha de um animal impede a entrada de mais um lote, para isso é importante avaliação genética para velocidade decida do leite, seleção dentro do rebanho e cuidados com a eficiência da máquina de ordenha. (Continua...)
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 20/01/2014

Prezado Gabriel, obrigado pelos comentários e pela sugestão do assunto. Atenciosamente, Marcos Veiga
GABRIEL ESNAOLA

PASSO FUNDO - RIO GRANDE DO SUL - TÉCNICO

EM 20/01/2014

Bom, mas seguindo nosso trabalho em ganho de velocidade de ordenha, temos mais assuntos a se deter, que é o tempo não produtivo da ordenha. Tenho certeza que é o parâmetro em que a grande maioria dos produtores na realidade do Brasil deve estar atento (incluo a fazenda onde trabalho).
Agora vou explicar o porque, o Alpro chama de tempo de ordenha não produtivo - o tempo em que o animal é identificado na ordenha até receber o conjunto (entrada e preparação da vaca para ordenha + pré-dipping), somado a isso, o tempo que é sacado o conjunto de ordenha até o animal ser liberado (pós dipping + soltar a vaca). Nossa ordenha demora em média 4 horas no turno da manha e 3 horas no turno da tarde para ordenhar 550 vacas. O nosso tempo não produtivo, enquanto nossa vaca está na ordenha sem produzir leite(sendo "preparada" -descarte dos jatos + pré dipping- e recebendo pós-dipping até ser solta), demora 3 min (manha) e 4 min (tarde). O tempo total em que as vacas permanecem na ordenha é de 2,12 horas (manha) e 2,08 horas a tarde, a pergunta que nós fizemos foi obvia, onde estão as vacas nas outras 1,88 horas do turno da manha e nas 0,92 horas do turno da tarde, porque as vacas não estão sendo ordenhadas?
A resposta é que dependemos das pessoas e "imprevistos" ocorrem...
Atraso entre lotes de ordenha;
Demora entre a saída de um lote e entrada de outro;
Lotes misturados;
Vacas em tratamento misturadas a lotes de ordenha;
O fato é que todo "imprevisto" custa tempo e quando somados acarretam em perdas para o sistema de produção.
Maneiras de reduzir o impacto dos "imprevistos" existem, exige empenho:
Treinamento e motivação dos nossos ordenhadores;
Número adequado de ordenhadores de acordo com as dimensões da sala de ordenha;
Manutenção das instalações;
A rotina de ordenha estabelecida na propriedade;
E talvez outros tantos que não vou me ater por não ser o propósito do artigo, mas vou deixar a sugestão para o Professor Marcos e sua equipe a discussão: O tempo não produtivo e o impacto na velocidade de ordenha.
Abraço a você Marcos e a sua equipe!
Gabriel Esnaola
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 20/01/2014

Prezado Paulo, acho que o EAT é uma excelente tecnologia que permite aumentar a velocidade de ordenha e maximizar o uso de mão de obra, pois torna uma das atividades do ordenhador automatizada. No entanto, este tipo de tecnologia não vai resolver outros problemas durante a ordenha, principalmente para rebanhos cruzados, nos quais a presença de bezerro e a necessidade de uma boa estimulação dos tetos é uma condição essencial para que a vaca desça o leite de forma adequada. O problema principal neste caso é que se as vacas não tiverem uma boa descida do leite, o EAT vai ter funcionamento prejudicado, pois o fluxo de leite ao final da ordenha vai depender do manejo de preparação da vaca.

Acho que o seu receio do uso de EAT em rebanhos cruzados é compreensível, principalmente quando o rebanho é muito heterogêneo e apresenta vacas com variados graus de sangue. A pergunta mais importante seria avaliar se o investimento no EAT trará aumentos de eficiência de ordenha ou se seria melhor ter uma maior padronização das vacas antes de implantar esta tecnologia. Além disso, a questão mais importante é se o tempo de ordenha é um dos pontos críticos dentro da fazenda neste momento.

Atenciosamente, Marcos Veiga

PAULO ROBERTO FALCÃO LEAL

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/01/2014

Boa tarde prof Marcos. Parabéns pelo artigo. Tenho duvida em relação ao uso do extrator em um rebanho com diferentes tipos de ubere, tanto pelo utilização de gado cruzado quanto por diferentes raças na ordenha. Recentemente estive visitando uma propriedade na qual houve impossibilidade de continuar com a utilização do extrator na ordenha. Tudo era creditado à dificuldade de regulagem do extrator, mas fiquei realmente com receio de incluir esta tecnologia sem antes tentar padronizar o rebanho. Quais seriam suas considerações neste sentido? Abraço Paulo
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 20/01/2014

Prezado Valdir, o aumento do limite de ativação do EAT tem como objetivo básico o aumento da velocidade de ordenha. Deve-se pensar se este é o seu caso. Como a implantação do EAT ainda está em fase inicial, seria recomendável que houvesse ajuste de acordo com o desempenho obtido e aquele que é desejável. As diferenças de produção entre os lotes são inevitáveis, pois o rebanho tem vacas com variados dias em lactação.
Na minha opinião, o uso de um limite de ativação médio (por exemplo 0,3 kg/min) pode ser o ponto a partir do qual possa se fazer ajustes para aumentar a velocidade de ordenha, depois que o EAT estiver estabilizado.

Atenciosamente, Marcos Veiga
ARMANDO DE PAULA CARVALHO FILHO

CASTRO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/01/2014

Posso garantir que um leite residual de 0,4kg é muito mais benéfico para o rebanho que 0,2kg. Por experiência própria, tive um serio problema de ccs e o ajuste do tempo de estração ajudou a recuperar os esfíncter dos tetos.
LUIZ ABREU

NONOAI - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/01/2014

bom dia gostaria de saber onde tem um representante mais perto da regiao aqui de nonoai fone 54 96061666 luiz abreu
JUAREZ CABRAL FERNANDES

QUIRINÓPOLIS - GOIÁS - TÉCNICO

EM 02/01/2014

Sr. Valdir, trabalho com automação em ordenhas há 4 anos, sobre o limite correto do corte ou do saque do extrator, posso te passar as seguintes informações, o grau de sangue dos animais também tem influência diretamente no valor do corte, geralmente animais mais zebuínos os cortes são de valores mais baixos, quanto mais puro para o holandês os cortes são mais altos, lembrando que os equipamentos tem regulagens que consegue atender um gado padrão quanto misto, a grande vantagem são os benefícios que a extração vem a proporcionar aos animais e a evolução da propriedade.
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 30/12/2013

Prezado Valdir, os dados do estudo apresentado indicam que em alguns rebanhos pode-se aumentar o limite de ativação do extrator de teteiras, sem prejuízo de produção ou da saúde do úbere.

No seu caso, penso que o melhor e mais simples seria a definição de um limite com base em kg/min, pois fixar o tempo de ordenha seria mais complicado.

Atenciosamente, Marcos Veiga
VALDIR CAIXETA BORGES

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/12/2013

Deduz-se então que, em rebanho que tenha um lote com média de 30/35 kg/dia, outro com 20/25 e outro com 15/20 kg/dia,a regulagem ideal seria sómente por kg/min., por exemplo 0,3 kg/min., ok?. Com rebanho assim, vou implantdar o EAT agora em janeiro/2014. Posso ter sucesso?
Grande abraço e feliz ano novo.
ROMMEL JACINTHO DA SILVA

QUIRINÓPOLIS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/12/2013

Achei muito interessante o sistema de evolução e rapidez, facilidade de mão de obra que o ordenhador ganha de tempo, o tempo e precioso neste serviço.