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Como planejar alimentação para vacas leiteiras no inverno

MARCO AURÉLIO FACTORI

EM 11/05/2022

3 MIN DE LEITURA

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Olá pessoal. Como sempre começo com uma história, hoje vou relembrar um trecho que já escrevi por aqui: “Como é de costume, vamos imaginar uma cena: todos reunidos na casa do seu Zé. Muita alegria, cadeiras, ar condicionado, mesa posta e som ambiente. Muita gente feliz e descontraída. Em certo momento alguém pergunta, e a comida onde está seu Zé? Ele se esqueceu da comida...”

Não diferente do nosso dia a dia, os animais precisam comer, principalmente quando falamos de vaca de leite em que necessitamos fornecer a mesma qualidade e quantidade de comida todos os dias, não é mesmo? No caso de nossa história, dificilmente esquecemos de comprar a comida para um almoço ou churrasco, mas sempre pode faltar alguma coisa. E para as vacas, será que estamos fazendo o básico na hora da seca?

Nos sistemas de produção de leite à pasto, preconiza-se na pastagem, a rotação de piquetes, em função do período de descanso do capim, bem como dias de ocupação e, por último, ajuste de lotação.

Mas, no inverno, há falta de condições para o crescimento – sobretudo luz e temperatura – que limitam o desenvolvimento forrageiro. Neste sentido, se não há comida para os animais, têm-se que, de alguma maneira, suprir esta falta. Desta forma, se não temos capim no pasto temos que suplementar no cocho.

Você sabe por que é caro suplementar uma vaca no cocho no inverno? Muitas pessoas não pensam nisso, mas, neste período os animais devem ser servidos, ao contrário do sistema de pastejo de verão em que os animais se servem sozinhos, e além dos custos extras com o próprio alimento a ser feito, existe a mão-de-obra envolvida nesse processo. 

Nos dias de hoje com toda tecnologia disponível a nós, existem diversas formas de realizar esse manejo e, com isso, várias opções para contornar a estacionalidade de produção forrageira.

O princípio básico é reunir todas as informações possíveis para contornar o problema. Estudar o histórico da área que iremos trabalhar e também o histórico de chuvas, é um bom primeiro passo. Nos dias de hoje não precisamos mais depender do acaso. Hoje, em função das tecnologias, pode-se antecipar a resolução de problemas e responder corretamente se irá chover, por exemplo.

Uma das alternativas mais utilizadas, principalmente por produtores de leite e pasto e se tratando de pequenos produtores, é o uso da cana com ureia. Esta, tem sua produção ótima, associada a produção de açúcar no colmo na época seca do ano, que coincide com a baixa produção de capim. Sendo assim, fica fácil utilizar uma forragem que produz no inverno, ou época seca para suprir a falta de outro no mesmo período. O que falta neste caso é proteína, mas a ureia acrescida na cana, serve para corrigir o teor de proteína bruta na alimentação de ruminantes.

Outra opção a ser utilizada é a silagem seja de milho, sorgo, capim ou outra forrageira. Neste momento, abordaremos a silagem de milho. Neste caso, planta-se o milho e com esta área de milho faz-se a silagem para suprir a falta de alimento na seca.

Outra possibilidade de conservar forragem que sobra no verão e falta no inverno é a ensilagem do capim excedente do sistema de pastejo, que não foi pastejado em função das condições favoráveis e talvez, falta de animais para ajuste de lotação. Se no verão temos alta produção de capim, e acaba sobrando no sistema, esta forragem pode ser ensilada e fornecida para os próprios animais do sistema.

De forma geral, colocar o excedente de produção na posição de conservado é fácil, porém são tantos os fatores dentro da propriedade rural que por muitas vezes a decisão é tomada de imediato e, por isso, tudo acaba indo morro abaixo. Para tanto, o planejamento agropecuário nunca pode ser deixado de lado e deve ser aplicado de forma rigorosa.

Produzir leite a pasto, como todo outro sistema, deve atender a todos os pontos, principalmente no fator provimento de comida. Sim, prover comida para animais não é brincadeira. A produção forrageira depende dos fatores climáticos e por isso não temos o quanto vai sobrar, e sim devemos saber essencialmente que não irá faltar. Porém, se sobrar, terá muitas saídas e artifícios para contornar. A falta, muitas vezes não há remédio.

Um aspecto muito interessante quando comentamos sobre alimento é que se deixarmos para produzir o alimento na seca, logicamente isso não será possível, pois as condições tornam-se desfavoráveis. Comprar é possível, porém ao comprarmos o alimento quando precisa imediatamente deles, com certeza pagaremos mais caro. É como dizemos, um verdadeiro tiro no próprio pé. A explicação é simples: lei da oferta e da procura. Todos irão procurar o produto ao mesmo tempo e por isso o preço se elevará e o sistema se complicará.

Planejamento alimentar é essencial e não uma opção para quem quer produzir leite. Então, pensem nisso e vamos em frente.

MARCO AURÉLIO FACTORI

Consultor, Factori Treinamentos e Assessoria Zootécnica.

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