Supressão da atividade ovariana pós-parto com implante de Deslorelina melhora a involução uterina em vacas em lactação

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de implante de Deslorelina na atividade folicular, presença de corpo lúteo e involução uterina em vacas holandesas

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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Este resumo "Postpartum suppression of ovarian activity with a Deslorelin implant enhanced uterine involution in lactating dairy cows" foi publicado no J. Dairy Sci., vol. 85, suppl 1, no 1050, p.262, 2002).

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de implante de Deslorelina (5mg) na atividade folicular, presença de corpo lúteo e involução uterina em vacas holandesas.

As vacas foram aleatoriamente distribuídas em grupo controle (n=9) e grupo implante de Deslorelina (n=10 vacas) no dia 25/06/2001 e receberam o implante de Deslorelina entre os dias 1 e 4 pós-parto.

Todas as vacas apresentaram parto normal, sem distocia, retenção de placenta ou febre do leite.

A avaliação com ultra-som foi utilizada para monitorar o desenvolvimento e o tamanho dos folículos, para classificá-los em classe 1, £mm; classe 2, 6-9mm; classe 3, ³10mm, e número de corpos lúteos, ipsilateral e contralateral ao corno uterino da gestação anterior, nos dias 21, 28 e 35 após o dia da aplicação do implante e início do experimento.

Também foram avaliados por ultra-sonografia, os diâmetros dos cornos uterinos, avaliados a 4 cm a frente do ligamento intercornual, e a cervix, por vaginoscopia do ostio caudal da cervix, para avaliar presença de corrimento, nos dias 14, 21, 28 e 35 após a aplicação do implante.

O implante de Deslorelina aumentou o número de folículos classe 1 (10,6 ± 0,51 > 5,3 ± 0,52; P<0,01) e diminuiu o número de folículos de classe 2 (0,0 ± 0,19 < 0,9 ± 0,2; P<0,01) e de classe 3 (0,0 ± 0,19 < 1,3 ± 0,2; P<0,01).

O implante de Deslorelina diminuiu o número de corpos lúteos (0,0 ± 0,09 < 0,45 ± 0,1; P<0,01).

A atividade ovariana foi suprimida com a utilização do implante de Deslorelina, o que pôde ser observado pela ausência de folículos nas classes 2 e 3, que são dependentes da secreção de gonadotropinas.

O diâmetro do corno uterino foi influenciado pela presença do implante de Deslorelina (P<0,01), corno uterino da gestação anterior (P<0,01), implante x corno uterino da gestação anterior (P<0,10) e dia da avaliação x corno uterino da gestação anterior (P<0,02).

O implante de Deslorelina entre os dias 1 a 4 pós-parto reduziu o diâmetro do corno uterino da gestação anterior.
 

 


As vacas que receberam o implante de Deslorelina apresentaram menor freqüência de muco purulento na cervix.

Os autores concluíram que a supressão da atividade ovariana no início do pós-parto estimula a taxa de involução uterina em vacas clinicamente normais, e que deve-se estudar e avaliar melhor este tipo de tratamento, visando melhorar a saúde uterina e a fertilidade em vacas clinicamente normais, como também em vacas com problemas periparto.

É interessante observar que estes dados estão de acordo com os dados que visam causar cistos ovarianos pós-parto, com o objetivo de atrasar a primeira ovulação e melhorar a involução e saúde uterina.

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Material escrito por:

José Luiz Moraes Vasconcelos

José Luiz Moraes Vasconcelos

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

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José Antonio Giachini
JOSÉ ANTONIO GIACHINI

PINHALZINHO - SANTA CATARINA - ESTUDANTE

EM 14/09/2009

Bom dia, gostaria de saber se existe mais artigos sobre deslorelina, obrigado
Qual a sua dúvida hoje?