As palestras da tarde do primeiro dia do Interleite Brasil 2025 começaram com o Painel 2: Programas de apoio público e privado, mediado por Vinicius Nardy, COO da MilkPoint Ventures. Patrocinado pela MSD Saúde Animal, o painel reuniu especialistas que destacaram como iniciativas públicas e privadas podem impulsionar o desenvolvimento dos pecuaristas e fortalecer todo o setor leiteiro.
Imagem 1. Participantes do Painel 2: Programas de apoio público e privado.
A primeira apresentação ficou por conta de João Cruz, servidor do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em sua palestra, João destacou a importância do programa Mais Leite Saudável, única política pública específica de apoio ao setor leiteiro no Brasil. Ele explicou a criação do programa, seus impactos nos últimos dez anos e os resultados expressivos, como os quase 190 mil produtores beneficiados e R$ 1,1 bilhão investidos diretamente na base produtiva. Cruz defendeu a continuidade da iniciativa diante da reforma tributária, ressaltando que sua extinção traria prejuízos significativos para produtores e indústrias. “É hora dos produtores se unirem para reivindicar a continuidade do programa mais leite saudável”, disse.
A programação seguiu com a palestra de Luiz Leite, da MilkPoint Capital, que destacou as oportunidades de acesso ao crédito e a importância do investimento para impulsionar a produção leiteira. “A virada de chave do produtor rural é o investimento. O crédito viabiliza o crescimento econômico da produção de leite”, afirmou. Luiz também comparou o crédito subsidiado, como o Plano Safra, ao crédito privado, ressaltando que, apesar dos juros mais altos, este último oferece mais agilidade, flexibilidade e escalabilidade.
Em seguida, Cristiano Nassif, coordenador de empreendedorismo e negócios no Instituto Senar e diretor da Labor Rural, abordou a questão do financiamento para produtores rurais. Ele também destacou como a gestão do fluxo de caixa permite decisões mais seguras e sustentáveis nos negócios. “Investir no fluxo de caixa é como um jogo de xadrez: você precisa pensar várias jogadas à frente para não perder a rainha (dinheiro)”.
Na última palestra do Painel 2, contamos com a presença de Ana Paula Vinhal, consultora em pecuária da MSD, que revelou a importância de prevenir a diarreia neonatal em bezerras para garantir maior eficiência, rentabilidade e saúde animal. “A diarreia neonatal é uma das principais perdas produtivas e econômicas dos produtores. Quanto menos olhar para isso, mais chances do produtor perder dinheiro”, destacou.
Painel 3 debate a importância da relação entre produtor, indústria e cooperativa
O evento teve sequência com o Painel 3: Mesa-redonda - laticínios e cooperativas como estruturas de profissionalização da atividade e apoio ao produtor, visando crescimento, nela profissionais como Rafael Junqueira, Lactalis do Brasil; Isabella Luiza N. L. Vieira, CCPR; Jair da Silva Mello, CCGL; Edney Murillo Secco, Grupo Piracanjuba; debateram a importância dessas estruturas no apoio à cadeia produtiva. Segundo Isabella, “Produtores, indústrias e técnicos precisam buscar uma comunicação mais fluida, visando a profissionalização da cadeia.”
Imagem 2. Participantes do Painel 3: Mesa-redonda - laticínios e cooperativas como estruturas de profissionalização da atividade e apoio ao produtor, visando crescimento.
Jair por sua vez destacou a importância da parceria entre produtores e indústrias, “Transparência entre produtor e indústria. Não se faz negócio sem confiança, gestão e comunicação.”, disse, “Temos diversos programas de fomento, sendo o principal a assistência técnica. O produtor de leite que deseja crescer na atividade precisa de uma assistência técnica eficiente”,
O moderador Antônio Carlos Souza Lima também demonstrou otimismo com os programas de parceria de assistência técnica oferecidos aos produtores por meio de cooperativas e laticínios, “Se fizermos hoje uma boa gestão técnica e produtiva em toda a cadeia, conseguiremos crescer. O grande produtor de hoje já foi pequeno no passado.”
Edney e Rafael também apontaram a união como uma aliada ao desenvolvimento do setor, “Aproximação, transparência e otimismo. Acredito que, com isso, a cadeia continuará avançando a passos largos.”; “Vamos juntos, produtores, cooperativas e indústrias, transformar a cadeia produtiva do leite.”; afirmaram respectivamente
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