Sistema de produção de leite viável: a produção e a gestão correta de pessoas

A produção de leite é uma atividade complexa e além de dominar os processos produtivos, é preciso gerir pessoas. Mas como ter uma gestão de sucesso? Confira!

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Publicado em: - 3 minutos de leitura

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É importante que saibamos que a produção de leite em pasto é considerada um sistema de baixo custo, pois sua rentabilidade do sistema é maior (por volta de 30%) em relação à produção em confinamento (15%), isso sem considerarmos a mão de obra. Dessa forma, segundo alguns cálculos feitos por profissionais da área, nos dias de hoje, se optarmos por produção de leite em pastagem, teremos um lucro de ao redor R$ 3.500,00 em uma área de 5 hectares, considerando um sistema intensivo de produção.

No entanto, em algumas propriedades vemos um antagonismo entre produção e lucro. Sim, sempre queremos mais produção e com isso obteremos maiores lucros. Contudo, na produção leiteira em pasto, em alguns momentos este fator parece não ser tão expressivo.

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Certo dia chegamos em uma vila para ministrar uma palestra. Dentre os assuntos comentados, a falta de assistência técnica na região e a dificuldade de encontrar gente era um deles. Sim, o termo utilizado foi gente para trabalhar, além de técnica de produção. Então, como trabalho também nesta área, presenciei que não faltava técnicos e sim união entre os produtores, pois o que se tinha era competição e não união pelo bem comum.

Não é difícil buscarmos a informação pessoal. Quando fazemos isso, evoluímos e deixamos de ser enganados. Deixamos para trás também o principal... perder dinheiro. Tudo que se une fica mais forte e pode se amparar na força do outro quando a nossa diminui. Buscar a força da produção de leite não é somente buscar a técnica e sim como aplicá-la e sobretudo, quem irá aplicá-la, certo?

Atualmente tem se falado bastante na gestão de pessoas, digo atualmente, porque nem sempre foi assim.

Houve uma época ainda bem recente que os gestores acreditavam mais no investimento das máquinas e na tecnologia nas produções de todas as áreas. Enquanto a tecnologia e a automação continuam sendo essenciais para a competitividade das empresas (que podemos aqui chamar de Empresa produtora de leite), houve uma mudança significativa no entendimento de que o sucesso sustentável também depende do bem-estar e do desenvolvimento dos colaboradores. Essa nova perspectiva reconhece que, embora a tecnologia seja uma ferramenta poderosa, as pessoas são o coração das operações, trazendo criatividade, inovação e resiliência.

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Por trás de cada equipamento moderno existe e sempre terá a necessidade de um ser humano capacitado para tanto. O papel humano é insubstituível em aspectos que envolvem tomada de decisão, criatividade, empatia, e adaptação a mudanças. Portanto, uma gestão eficaz hoje integra a tecnologia como parte de um processo mais amplo que inclui também o cuidado com o bem-estar e o desenvolvimento dos colaboradores.

Essa abordagem reflete uma tendência cada vez mais presente nas empresas, onde a humanização do ambiente de trabalho é vista como fundamental para o desenvolvimento tanto dos colaboradores quanto da própria organização. Investir na capacitação e na saúde psicológica, além de proporcionar conforto no ambiente de trabalho, não só melhora o desempenho e a produtividade, mas também fortalece o engajamento e a lealdade dos colaboradores. Ao se sentir valorizado e cuidado, o colaborador tende a desenvolver uma autoestima mais elevada, o que pode resultar em uma cultura organizacional mais positiva e colaborativa.

A humanização do processo, portanto, vai além de simplesmente implementar práticas; é sobre criar uma cultura de respeito, empatia e apoio mútuo.

Um colaborador satisfeito pode contribuir significativamente para a redução de custos na gestão de uma empresa. A satisfação no ambiente de trabalho está diretamente ligada a vários fatores que impactam os custos operacionais e a eficiência da organização. Investir no desenvolvimento e capacitação contínua dos colaboradores é uma estratégia essencial para manter a competitividade e a inovação dentro de uma organização.

Ao implementar estratégias, a empresa não apenas desenvolve uma força de trabalho mais qualificada e preparada para enfrentar desafios futuros, mas também cria um ambiente de trabalho mais dinâmico, onde os colaboradores se sentem valorizados e motivados a crescer junto com a organização. Quando os colaboradores estão satisfeitos e engajados, eles tendem a ser mais produtivos. Eles realizam suas tarefas com mais eficiência e qualidade, o que pode levar a uma redução de desperdícios e retrabalho, além de melhorar os resultados da empresa (Propriedade produtora de leite).

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Material escrito por:

Marco Aurélio Factori

Marco Aurélio Factori

Consultor, Factori Treinamentos e Assessoria Zootécnica.

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Juliana Aparecida Martins Factori

Juliana Aparecida Martins Factori

Técnica Contábil - Assistente Financeiro

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Lucio Antonio Oliveira Cunha
LUCIO ANTONIO OLIVEIRA CUNHA

AIMORÉS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 24/09/2024

Excelente pauta abordada. Só não entendi o porquê de se aliar a demanda ao leite a pasto. E muito menos os números apresentados no início. Existe uma diversidade inimaginável de sistemas de produção de leite a pasto, com uma infinidade de resultados. Nos que atuo, como produtor ou consultor, batemos rentabilidades que atualmente variam de 25mil a 60mil reais/ha ano. E isso não nos desencoraja não.
Alberto Magno Fernandes
ALBERTO MAGNO FERNANDES

CAMPOS DOS GOYTACAZES - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 24/09/2024

Nem sempre a rentabilidade da produção de leite a pasto é maior do que a produção em confinamento
Qual a sua dúvida hoje?