Cuidado com sucedâneos de custo muito reduzido: não existe almoço grátis!
A decisão no uso de sucedâneo deve se basear em seu custo por litro diluído, comparado ao preço do leite vendido à indústria, entre outros. Saiba mais!
A decisão no uso de sucedâneo deve se basear em seu custo por litro diluído, comparado ao preço do leite vendido à indústria, entre outros. Saiba mais!
Não é de se espantar quando se escuta algum técnico de campo dizer que conhece um tratador de animais que, sem muito estudo, rapidamente consegue identificar um animal doente ou com comportamento anormal. E não é somente nos dias atuais que tratadores de animais provam suas habilidades na detecção de doenças. Segundo dados históricos, desde os primórdios da agricultura e da criação de animais estas habilidades já eram valorizadas entre os antigos Egípcios.
Com a chegada do verão e de dias com temperaturas elevadas, é constante a preocupação com o bem-estar e com práticas de manejo que possam reduzir os efeitos das altas temperaturas no desempenho dos animais em todas as categorias. O estresse por calor está normalmente associado à diminuição no consumo de alimentos e dessa forma acaba influenciando o crescimento dos animais, dependendo da idade, raça ou adaptabilidade.
O sistema de manejo de alimentação de bezerras mais comumente empregado por produtores de leite geralmente baseia-se no fornecimento de leite integral ou substituto de leite (sucedâneo) diluído a 12,5% de MS, fornecidos a 10% do peso vivo da bezerra, normalmente 2 litros em duas refeições. Entretanto, estudos mais recentes mostraram que o crescimento de bezerras e o ganho de peso no período de aleitamento podem ser melhorados quando os animais são alimentados com maiores quantidades de dieta líquida durante este período.
Aditivos que resultem na diminuição do uso de antibióticos e aumentem a função imunológica, além de aumentar consumo de alimento e ganho de peso, são interessantes do ponto de vista econômico para sistemas de produção de leite. Dentro deste contexto se enquadram os prebióticos, que são carboidratos não digestíveis e não hidrolisados por ácidos presentes no intestino ou absorvidos pelo trato gastrintestinal.
Ata taxa de mortalidade e morbidade das bezerras durante o aleitamento está relacionada, principalmente, com o baixo consumo de colostro. Confira!
Como as bezerras recém-nascidas têm suas defesas imunitárias mínimas durante as primeiras horas de vida, atenção especial deve ser dada a uma abertura existente no corpo do animal durante os primeiros dias, que pode contribuir ainda mais para a entrada dos agentes patogênicos do ambiente: o cordão umbilical restante após o parto. Estudos têm mostrado que a mortalidade de bezerras é reduzida quando o umbigo é tratado logo após o nascimento; entretanto, práticas de gestão nas próprias fazendas prejudicam a eficácia da técnica.
A escolha do melhor protocolo para alimentação de bezerras durante períodos de diarréia tem sido objeto de controvérsias. O ponto conflitante nesta situação está relacionado com a continuidade ou não do fornecimento de leite durante a convalescença.
O período de vida das bezerras de raças leiteiras que compreende o nascimento até o desaleitamento é bastante delicado. Saiba mais!
Em 2007, o Departamento Nacional da Agricultura dos Estados Unidos (<i>Animal Health Monitoring System</i> - NAHMS) conduziu um estudo com as 17 principais fazendas de leite do país, o que representava 79,5% do total de leiterias e 82,5% do total do rebanho leiteiro americano. Durante o mês de janeiro de 2007, produtores destas fazendas foram questionados sobre a utilização do sistema de recria terceirizada, gerando um panorama atual.
Um dos principais pontos para o sucesso na criação de bezerras em aleitamento é o fornecimento de colostro logo após o nascimento, garantindo assim a transferência de imunidade passiva. Diante disso, Berge e colaboradores (2009) realizaram estudo para avaliar se o fornecimento de colostro suplementar após a fase de colostragem poderia diminuir a mortalidade e morbidade de bezerras durante a fase de aleitamento.
Do nascimento ao desaleitamento, as bezerras sofrem grandes mudanças fisiológicas e metabólicas. Durante a fase pré-ruminante, a digestão e metabolismo são semelhantes aos de animais monogástricos em muitos aspectos, sendo, dessa forma, as necessidades dietéticas melhor satisfeitas com dietas líquidas de alta qualidade. O período mais crítico nesta fase são as primeiras 2-3 semanas de vida, período no qual o sistema digestivo do bezerro é imaturo, porém em rápido desenvolvimento.
As doenças em bezerros, particularmente diarréia e doenças respiratórias, tem efeito significante na rentabilidade de sistemas de criação de bezerros. Criadores de bezerros, incluindo produtores de leite, produtores de vitelo e todos os outros tipos de criação, lidam com bezerros suscetíveis a doenças (vírus e bactérias), durante o transporte de uma fazenda para outra.
Este radar técnico mostra como foi a evolução nas práticas de fornecimento e manejo de colostro nos EUA, durante os últimos 16 anos, e busca uma reflexão sobre qual seria o atual cenário nacional, tendo em vista a falta de levantamentos no Brasil.
A aplicação de alguns princípios para metas de crescimento reconhece que as exigências nutricionais estão relacionadas com a taxa de ganho e o tamanho corporal em relação ao tamanho do animal adulto. Para se utilizar um sistema de metas de crescimento, algumas etapas devem ser seguidas.
A mamada pode ser classificada como nutritiva, quando os bezerros obtêm leite do úbere da mãe ou através de utensílio; ou como não-nutritiva, quando não ocorre o consumo de leite. A mamada não-nutritiva pode ser observada tanto em animais em sistema de aleitamento natural quanto em animais em aleitamento artificial e é um tipo de mamada não-nutritiva realizada por um bezerro em partes do corpo de outro bezerro.
A formação de um banco de colostro, composto por colostro excedente armazenado em freezer, garante a disponibilidade de colostro de boa qualidade e em quantidade suficiente para o fornecimento ao recém-nascido. No entanto, uma vez que o tempo para o primeiro fornecimento é crucial para adequada aquisição de imunidade passiva, a utilização de métodos para rápido descongelamento também se torna importante para um bom manejo de colostro.
Manejo nutricional de bezerras no período de aleitamento e a produção de leite futura, qual sua relação?
Os objetivos dos programas de manejo de animais de reposição são de criar novilhas com baixos custos econômicos e ambientais, sem comprometer o desempenho lactacional futuro destes animais. Para alcançar estes objetivos, novilhas são comumente alimentadas com dietas com alta inclusão de forragem, o que atende a baixa exigência em energia de novilhas de reposição (NRC, 2001).
No Radar técnico anterior citamos a consistência no manejo dos animais, ou a rotina, como um aspecto importante na criação de bezerros de rebanhos leiteiros. A previsibilidade de rotinas de manejo, tais como ordenha, alimentação ou inspeção dos animais não tem recebido muita atenção em estudos do impacto destes fatores no comportamento e bem-estar animal.
O conceito dos cinco "Cs" foi originalmente introduzido para o agronegócio leite pela doutora Sheila McGuirk da Escola de Medicina Veterinária da <i>University of Wisconsin</i>, incluindo: Colostro, concentrado, conforto, cuidado com a limpeza e consistência. Embora vários fluxogramas tenham sido utilizados para destacar componentes importantes da criação de bezerras, os 5 Cs são originais no sentido de rapidamente listarem os 5 pontos mais importantes para promover ótima saúde e produtividade destes animais, independente do tamanho e tipo do sistema de produção.
Em algum ponto todos os bezerros devem ser desaleitados, um processo que envolve a transição de uma dieta baseada em leite ou sucedâneo para a dieta sólida. Estas alterações, associadas com mudanças de ambiente e relações sociais, são normalmente estressantes para os bezerros, sendo observadas por profundas alterações fisiológicas (redução no consumo de alimento, redução no crescimento e disfunções gastrintestinais) e alterações comportamentais (aumento de atividade e vocalização). Assim, o desaleitamento pode ter efeitos negativos tanto na produção quanto no bem-estar destes animais. Em bezerros de corte este estresse é ainda mais crítico uma vez que além retirada do leite da dieta, ocorrerá a separação do bezerro de sua mãe, o que tem sido reduzido através de desmame em dois estágios.
A criação de bezerros em aleitamento é uma das tarefas mais desafiadoras dentro dos sistemas de produção de leite, particularmente em sistemas com estação de parição concentrada. Alguns trabalhos sugerem que bezerros criados em gaiolas individuais requerem menos mão-de-obra do que aqueles criados em bezerros fechados em baias individuais. Kung et al. (1997) mostraram que a criação de bezerros em bezerreiros fechados em baias individuais requer mais mão-de-obra (10 min/d) que em baias coletivas (1min/d).
Conforme tratamos no Radar Técnico do mês passado, o uso do colostro fermentado é uma alternativa eficaz e econômica em relação ao leite ou substituto de leite em dietas de bezerros, quando existe excedente. Na maioria das fazendas os bezerros machos são vendidos, podendo haver sobra de colostro ou leite de transição, os quais podem ser utilizados na alimentação das fêmeas. No entanto, a adequação de suprimentos de colostro fermentado é dependente de um conjunto de fatores, principalmente a quantidade e qualidade do colostro produzido além da idade de desaleitamento das bezerras.