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Utilização de robôs de ordenha em sistemas de produção de leite à pasto

Os sistemas de ordenha automático (AMS) de acordo com sua sigla em inglês, ou simplesmente robôs, estão presentes na indústria leiteira já por duas décadas. Atualmente mais de 40.000 unidades estão ordenhando vacas e búfalas em sistemas distintos de produção ao redor do mundo.

Os sistemas de produção de leite à pasto, por sua natureza (manter as vacas no pasto colhendo o seu próprio alimento) tem sido, sem dúvida, os que têm apresentado maiores desafios à incorporação destes em sistemas robóticos.

Porém, assim que se determinou que a “fome” da vaca de acordo com o manejo da pastagem e a assimilação do tamanho de piquetes era a premissa básica para que uma vaca, de forma voluntária, irá se deslocar para os robôs de ordenha. A partir daí se começaram a definir as estratégias de manejo para alcançar o resultado esperado.

A base para o manejo bem-sucedido consiste em fornecer quantidades adequadas de pasto para suportar uma produção adequada, porém ao mesmo tempo, fazer as vacas se moverem e utilizar os robôs a cada passagem em busca de piquetes com pastos novos.

É importante entender que ao transformar sua fazenda para ordenha robótica, foi decidido reduzir de forma significativa o número de unidades de ordenha disponíveis para o seu rebanho. Isso significa que a ordenha deve ser baseada em um padrão voluntário de tráfego de animais, o que significa que as vacas devem se apresentar gradualmente a ordenha e não em grupo, como ocorre no sistema de ordenha convencional.

Portanto, para obter um tráfego adequado de vacas, deve ser realizado um trabalho minucioso de assimilação de pasto a estas. É aqui onde é fundamental o uso diário de ferramentas como a placa de medição de disponibilidade/altura de pastagem. A compreensão correta dos períodos de déficit como de superávit de pastagem devem ser manejados apropriadamente. Os níveis de pasto remanescentes devem igualmente ser manejados de forma correta para obter as rebrotas de pasto esperados com um mínimo de perdas.

Outros aspectos que se deve ter em consideração, ao considerar a oferta de pasto, são a carga animal e a dispersão dos partos das vacas, pois ambos afetarão os períodos de superávit e déficit de pasto.

O entendimento adequado destes elementos por parte do Produtor, permitirá planejar as atribuições diárias de pasto a suas vacas com isto trará um tráfego apropriado, o que resultará em uma quantidade de ordenha diária adequada.

Sempre considerar:

· Atribuir muito pasto fará que as vacas se movam menos já que estarão muito confortáveis no piquete com alimento disponível suficiente.

· Atribuir pouco pasto tem seus efeitos negativos, primeiro a queda de produção e depois gerará um alto nível de busca aos robôs, já que muitas vacas irão procurar o robô por falta de comida no piquete.

Conclusão:

A disponibilidade de pasto, a carga animal e a fase de lactação são elementos críticos para obter um adequado tráfego voluntário de vacas em um sistema de ordenha robótica em pastagens.

Vacas pastejando em um piquete desenvolvido para maximizar o consumo, manejo de resíduos e tráfego voluntário.

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ANDREA LILIA VIEYTES

BUENOS AIRES - BUENOS AIRES - PESQUISA/ENSINO

EM 11/05/2018

Que a "fome" da vaca de acordo com o manejo da pastagem é uma premissa básica para que uma vaca, de forma voluntária, irá se deslocar para os robôs de ordenha, é contra o bem-estar do gado, das cinco liberdades.
RAFAEL MARTINS GARCIA

CASTRO - PARANÁ - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 17/08/2018

Boa tarde. Não é bem deixar a passar fome a vaca. Somente a oferta é restrita em determinada área para que essa falta na oferta faça com que as vacas se movam em diferentes áreas para pré seleciona las para a Ordenha. A quantidade diária ofertada não é reduzida, e sim a localização da oferta.