José Luiz Moraes Vasconcelos

JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

Estratégias para reduzir perdas embrionárias - Parte 2
04/12/2008

Estratégias para reduzir perdas embrionárias - Parte 2

No mundo todo, a perda embrionária pode ser responsável pela maior perda econômica isolada para os produtores de bovinos. É provável que as deficiências nutricionais maiores das dietas de animais reprodutores tenham efeitos prejudiciais sobre a fertilidade. Também, o estresse térmico certamente contribui para a mortalidade embrionária, e o momento da ocorrência do estresse térmico em relação ao dia do ciclo estral e cobertura é crítico.

Relação entre características reprodutivas e longevidade funcional em vacas leiteira Canadenses
21/10/2008

Relação entre características reprodutivas e longevidade funcional em vacas leiteira Canadenses

A longevidade é uma característica muito desejável se considerado seus efeitos na rentabilidade das fazendas leiteiras. Com o aumento da longevidade, a produção média do rebanho aumenta por duas razões. Primeiro, grande proporção dos descartes é feita baseada em produção. Segundo, a proporção de vacas maduras do rebanho, que são mais produtivas do que as vacas jovens, aumenta (Allaire and Gibson, 1992; VanRaden and Wiggans, 1995).

Manejo de vacas primíparas visando aumentar a eficiência reprodutiva futura
03/09/2008

Manejo de vacas primíparas visando aumentar a eficiência reprodutiva futura

A reprodução é um dos principais fatores limitantes para a eficiência produtiva de bovinos. Atualmente, um problema reprodutivo comum que os produtores enfrentam é conseguir que as novilhas (ou vacas) de primeira parição (primíparas) voltem a emprenhar. Este é um problema comum porque estamos tentando emprenhar novamente uma vaca que ainda não alcançou o seu peso da maturidade e muitas vezes se vê frente à tarefa de consumir energia suficiente para atender as necessidades de crescimento, lactação e manutenção.

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 2
26/08/2008

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 2

O desenvolvimento com sucesso de um embrião durante o início da prenhez depende do ambiente uterino, que é dinâmico e apresenta diferenças secretórias acentuadas ao longo do ciclo estral devido à regulação pelos esteróides ovarianos. Durante o início da prenhez, a sinalização local do blastocisto modifica ainda mais o meio e induz a secreção de proteínas específicas pelo epitélio uterino.

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 1
12/08/2008

Proteína da dieta, balanço energético negativo e fertilidade em vacas leiteiras - Parte 1

As estratégias para atender as necessidades nutricionais de vacas leiteiras de alta produção têm sido ajustadas em resposta aos ganhos genéticos na produção de leite. As dietas ricas em proteína bruta (17 a 19%) são geralmente utilizadas no início da lactação, tanto para estimular como para manter uma elevada produção de leite. Ainda que altos níveis protéicos na ração estimulem a produção de leite, alto nível de proteína tem sido associado muitas vezes com diminuição do desempenho reprodutivo.

Dicas para aumentar o sucesso da IA - Parte 2
01/07/2008

Dicas para aumentar o sucesso da IA - Parte 2

A IA em tempo fixo tornou-se bastante popular no Brasil por causa da redução de mão de obra que se associa com a detecção de cio, a dificuldade de detectar vacas no cio (principalmente à noite) e em muitos casos melhores taxas de prenhez com IA (Baruselli et al., 2004). Quando for provável que a cobertura ocorra em clima quente, é de se esperar que alterar os tratamentos de sincronização, de forma que a IA em tempo fixo seja realizada nas horas de temperatura mais fresca (ou levando ao período mais fresco do dia), ajude a superar os efeitos do stress térmico.

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 3
08/04/2008

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 3

Antes da disponibilidade de PGF<sub>2</sub> e GnRH para controle do ciclo estral pela a indução de estro e ovulação, havia muita preocupação quanto a períodos longos demais de espera antes da IA pós-parto. O objetivo era chegar a intervalos entre partos de 12 a 13 meses. Para manter os intervalos entre partos nesta faixa, era comum observar PVE de 40 a 50 dias, porém com base em um resumo de 8 diferentes estudos Britt, (1975) concluiu que a concepção à primeira IA atinge o pico entre 80 a 90 dias pós-parto.

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 2
25/03/2008

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 2

A deposição do sêmen em local inadequado do trato reprodutivo pode ser um fator limitante quando o técnico não tem certeza da localização da ponta da pipeta. Pesquisas demonstram que menos espermatozóides móveis chegam ao oviduto quando o sêmen é depositado na cérvix. Na inseminação, o objetivo é chegar ao corpo do útero. Quando em dúvida, é melhor depositar o sêmen em um ou ambos cornos uterinos e a fertilidade será menos comprometida do que se o sêmen for depositado somente na cérvix. Como 85 a 90% do sêmen é expelido do trato reprodutivo da fêmea por fluxo retrógrado, é fundamental que a dose total seja depositada no útero (Hawk, 1983). Erros na deposição do sêmen são comuns entre técnicos profissionais (Graham, dados não publicados). Técnicos abaixo da média somente depositaram o sêmen no local desejado (corpo do útero) em 1 de cada 3 tentativas, contra 85,7% de precisão de técnicos acima da média.

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 1
06/03/2008

Fatores a serem considerados visando elevar as taxas de concepção em vacas de leite - Parte 1

A relação entre secreção de estrógeno, manifestação do estro, onda de LH e ovulação é bem conhecida (Hansel e Convey, 1983). À medida que o folículo cresce, mais estrógeno é secretado pelas células do folículo, até que se atinja um pico de concentração sérica, que desencadeia o início do pico pré-ovulatório de secreção de LH, que inicia a fase final de maturação folicular e eventual ovulação. Este processo leva 27 horas a partir da elevação inicial os níveis séricos de LH até a ruptura do folículo e expulsão do ovócito no oviduto.

Manejo Reprodutivo na Nova Zelândia (Parte - 2)
21/02/2008

Manejo Reprodutivo na Nova Zelândia (Parte - 2)

Manter o desempenho reprodutivo dos rebanhos de leite mantidos a pasto e com produção sazonal de leite é um desafio para veterinários, especialistas em nutrição e gerentes de fazenda. Devido à natureza multifatorial dos fatores de risco que interferem na reprodução, é necessária uma visão bem ampla para se chegar as causas e as soluções de um problema. Por exemplo, se as ações se voltam para o tratamento de uma vaca individualmente, quando o problema do desempenho reprodutivo é falha nutricional ou de detecção de estro, não resultará em melhorias no desempenho da fazenda.

Qual a sua dúvida hoje?