Cana-de-açúcar: uma opção na alimentação de pequenos ruminantes
A cana-de-açúcar tem sido amplamente utilizada na alimentação de bovinos, mas o uso desta forrageira na alimentação e suplementação de caprinos e ovinos ainda está um passo atrás.
A cana-de-açúcar tem sido amplamente utilizada na alimentação de bovinos, mas o uso desta forrageira na alimentação e suplementação de caprinos e ovinos ainda está um passo atrás.
As EFE possuem características promissoras para sua utilização como aditivos na alimentação de pequenos ruminantes, que se devem, principalmente, ao fato de não alterarem a qualidade do produto final (lã, carne, leite, etc.), ausentando-o de resíduos indesejáveis, e por não promoverem efeitos negativos sobre a sanidade animal ou humana.
Diferentes métodos de tratamentos químicos, físicos e microbiológicos têm sido empregados a fim de melhorar o valor nutritivo dos alimentos. O uso de enzimas fibrolíticas exógenas (EFE) como aditivos nas dietas de pequenos ruminantes busca otimizar a utilização de nutrientes de alimentos pobres (com baixa digestibilidade e baixo consumo) e a eficiência produtiva dos animais. Sua principal função é melhorar a digestão da fibra alimentar, facilitando a "quebra" das paredes celulares dos vegetais, convertendo a ligninocelulose em fontes de energia (glicose e outros açúcares solúveis) prontamente disponíveis às vias metabólicas dos animais.
Na primeira parte do artigo sobre Taninos Condensados (TC) vimos que se por um lado o consumo desses compostos pode prejudicar a digestão e absorção de nutrientes pelos animais, por outro lado eles podem apresentar vantagens bastante atrativas na nutrição, sanidade e até mesmo no ambiente de produção de pequenos ruminantes. Fica então a dúvida: O que devemos fazer para alcançar os benefícios oportunizados pelos TC, sem obter seus efeitos indesejáveis?
"Todas as substâncias são venenos, não existe nada que não seja veneno. Somente a dose correta diferencia o veneno do remédio" - já dizia Paracelso há muitos séculos, e, no caso dos taninos, essa afirmação é notoriamente aplicável. Os taninos são substâncias produzidas, principalmente, pelas forrageiras tropicais com o objetivo de proteger a planta contra o ataque de bactérias, fungos, vírus e também de herbívoros (seus predadores), ou em resposta a limitações no crescimento das plantas. Em condição de estresse ambiental, as plantas aumentam a síntese de taninos para armazenar produtos da fotossíntese que poderão ser utilizados em períodos de frio ou de seca. Estes compostos são popularmente reconhecidos por apresentarem odor repulsivo, gosto amargo, por atuarem como fatores antinutricionais, e por seu potencial em provocar intoxicações nos animais (Giner-Chaves, 1996).
No artigo desse mês iremos discutir os aspectos básicos para identificação dos animais saudáveis. É muito importante que quem trabalha diretamente com os animais (criador, funcionários, veterinário, zootecnista, técnico, entre outros) conheça bem o comportamento típico da espécie e as características de um caprino/ovino saudável para que seja capaz de identificar de forma rápida e precisa um animal com algum tipo de distúrbio ou alteração no estado de saúde com o objetivo de preservar a saúde e a vida do animal, evitar a disseminação de doenças contagiosas no rebanho e corrigir erros de manejo que possam afetar a saúde e o desempenho produtivo do rebanho.
Na região Sul do país, onde pode haver disponibilidade de forragem o ano inteiro, a produção e terminação de cordeiros têm sido feita frequentemente em pastagens. Entretanto, as parasitoses surgem como questão crucial da produção de ovinos neste sistema, e se tornam mais agravantes quando acometem animais jovens. Todavia, a manutenção do rebanho exclusivamente em confinamento representa custo elevado com alimentação, e acaba muitas vezes inviabilizando esse sistema. Além disso, devido à estacionalidade reprodutiva da espécie, nos métodos naturais de criação, as ovelhas realizam única parição durante o ano, com intervalo entre partos de 12 meses. Esses fatores têm acarretado, muitas vezes, índices zootécnicos indesejados e limitada eficiência produtiva na ovinocultura. Diante disso, a amamentação interrompida ou mamada controlada, utilizada com frequência na bovinocultura de corte, pode ser estratégia interessante a ser adotada também pelos produtores de ovinos.