Como pode ser notado abaixo, a Sueca Vermelha e Branca superou mesmo as holandesas puras até no quesito produção de leite no estudo do Dr. Hansen. Os resultados foram depois comprovados com um experimento com 120 matrizes onde a melhoria na produção total de sólidos subiu de 6,7 para 7,0 %.

Na Argentina, há fazendas que cruzam por SRB sobre Holandês há 13 anos. Lá a raça é muito utilizada principalmente porque seu crescimento é rápido e, sem ser muito grande, já que a vaca adulta pesa cerca de 500 kg, a produção de carne dos machos é boa. Elisabeth Azendaño da Estância San Felix, criadora e distribuidora da raça na Argentina, diz que seus animais têm por ano uma produção por volta de 6000 kg de leite por novilha e 7000 kg por vaca, apesar de muitas vezes este animais terem lactações de 270 a 290 dias, já que o intervalo entre o parto e a prenhez é muito curto. Ela é enfática em dizer "Comparando com Holandês no mesmo rebanho, é impressionante a diferença em fertilidade e facilidade de partos, assim como a CCS e conteúdo de sólidos". Segundo Elizabeth, isto se deve principalmente à seleção por fertilidade, que já é feita há mais de 30 anos. Isto permite que esta característica esteja muito bem incorporada à raça.
Vaca Cruzada Holandês-SRB
A raça teve origem em meados do século dezenove, quando a Suécia importou animais Ayrshire e Shorthorn para cruzar com o rebanho nacional de vacas vermelhas. Desde então foram selecionados os melhores animais, tendo um impulso adicional quando foi fundada em 1943 a Cooperativa Sueca de Inseminação Artificial, a Svensk Avel. Já em 1972, a Suécia tornou se um dos primeiros paises no mundo a utilizar a prova de progênie para fazer a seleção por resistência a enfermidades. A seleção se baseia em informes compulsórios de veterinários. Calculam-se dois valores para resistência a enfermidades, um para mamite somente, sendo esta enfermidade a de maior peso econômico; o outro cobre todas as demais enfermidades, demonstrando a suscetibilidade geral em sofrer de outras doenças. Índices de saúde também incluem a facilidade de parto, a mortalidade de bezerros, e a fertilidade da fêmea. Todos estes valores se baseiam em informes oficiais.
Na Suécia, nenhum medicamento pode ser vendido sem ser receitado por um veterinário e remédios e enfermidades são de notificação obrigatória, sendo anexados ao histórico de cada animal. Soma-se a isto o fato que 87% das vacas suecas participam das provas de progênie, que contam com grandes grupos de filhas (mais de 100). Tudo isto faz com que o melhoramento genético da fertilidade da fêmea e resistência a mamites, apesar da baixa herdabilidade destas características, seja mundialmente reconhecido.
Muitos consideram que o SRB não difere dos Ayrshire Norueguês, e é fato que houve uma grande miscigenação ocorrida entre as raças nos dois países desde sua formação. Mas os Suecos continuam usando a denominação do SRB para seus animais, da mesma forma que utilizam a nomenclatura SLB para seu rebanho preto e branco que tem fortes laços com o Holandês. Nas tabelas abaixo há comparações entre a Sueca Vermelha e Branca - SRB e o SLB.

Como podemos perceber, é flagrante a diferença entre as raças suecas. O SLB foi usado para se ter uma idéia como se comportaria o Holandês neste comparativo. A SRB perde em produção de leite, mas quase se recupera em sólidos. Em dificuldade de partos e nascidos vivos, temos resultados animadores principalmente em novilhas. Mas é com respeito à seleção por resistência a mamite, que poderemos ver a diferença. Durante muitos anos se negou a eficácia da seleção que vem sendo realizada nos paises escandinavos há muitas décadas. Os críticos alegavam que a mamite era puramente uma questão de manejo. Hoje está comprovado em provas internacionais que as raças escandinavas tem notadamente menos casos de mamite e mais baixa contagem de células somáticas. Como exemplo, pode se observar a incidência de tratamentos veterinários para mamite, que foi 16,1% para SRB e 20,7% para SLB em 2001.
Infelizmente não temos rebanhos SRB no Brasil para podermos dar dados mais significativos. Recentemente tivemos notícia de pessoas interessadas em promover a importação de sêmen e embriões da Suécia. Mesmo o Ayrshire é um ilustre desconhecido por aqui, pois só foi detectada a importação de seu sêmen pela Asbia no ano passado, com apenas 1371 doses, e a Associação Nacional de Criadores só teve 7 registros nos últimos 5 anos
Vaca SRB
Em suma, o SRB parece ser uma boa opção para cruzamento com o Holandês, devido à sua excelente fertilidade, baixo índice de mamite e CCS. Também impressiona sua facilidade de parto. São usados também como terceira raça em cruzamentos com Jersey e Holandês.