Qual a relevância da coleta de um dado? Depende. Um dado isolado ou um conjunto de informações armazenadas podem não servir para, absolutamente, nada se não houver uma análise adequada dos mesmos.
A qualidade e validade de um bom banco de dados numa propriedade depende da maneira como o mesmo (banco) é explorado, ou seja, de que maneira este conjunto de dados pode vir a se tornar uma estatística e de que forma a mesma se transforma numa importante ferramenta de manejo para tomada de decisões corretas. Desta forma, antes de tomar a decisão de comprar um software de gerenciamento, é necessário que o produtor conheça e saiba calcular, manualmente, determinados índices zootécnicos que servem como parâmetro e balizadores de metas a serem atingidas.
É muito comum encontrarmos, visitando fazendas, diferentes realidades quanto ao gerenciamento de rebanhos. Vale a pena destacar que qualidade é sempre mais importante que quantidade quando trabalhamos com números que se transformarão em estatísticas importantes. De um modo geral, sem armazenarmos dados, hoje em dia, é praticamente impossível a manutenção ou gerenciamento de uma propriedade (será?!....). No entanto, um grande volume de informações pouco qualificadas, na maioria dos casos, acabam confundindo mais a cabeça daquele que gerencia um sistema do que elucidando questões cruciais.
Atualmente, no mercado, existem diversas opções de softwares (programas) para gerenciamento de fazendas e rebanhos ou ambas as funções. Para que o produtor ou técnico não erre é necessário saber que tipo de dados são fundamentais para o gerenciamento da sua propriedade "em si" e como os programas de computador disponíveis no mercado trabalham com os mesmos. Particularmente, recomento softwares "flexíveis", ou seja, com possibilidade de adaptar a demanda individual de cada propriedade com os dados fixos (inputs) a serem preenchidos. Nestes anos de atividade, me deparei com sistemas maravilhosos e complexos se abastecidos corretamente com as informações solicitadas, no entanto, "travados" e de certa forma: "burros". Em outras palavras, em determinadas fichas e campos ou dados a serem preenchidos, por exemplo, se uma determinada informação não for inserida, o programa não "roda" ou não executa a função desejada, adequadamente. Este é um cuidado fundamental. Os melhores programas, hoje, estão "linkados" com as ferramentas de trabalho em ambiente Windows e ferramentas do Microsof Office como Word e Excel. Desta forma, aquele que manipula seus dados tem a oportunidade migrar os dados gerados para uma planilha excel, por exemplo, e trabalhar com grande amplitude os dados coletados.
Gerenciar uma propriedade com auxílio de ferramentas da informática é imprescindível, hoje? Esta afirmação é correta?! Nos tempos atuais (era da tecnologia e modernidade), por raciocínio lógico, a resposta é afirmativa. Ressalto, no entanto, a questão da qualificação e interpretação de dados. Certa vez, visitando uma fazenda de leite, o produtor/investidor, empresário da capital (SP), fez questão de me apresentar o novo software implementado em sua propriedade. Empolgado dizia: "este programa faz isso, faz aquilo, calcula, isso, calcula aquilo..." perguntei: "Quem abastece os dados deste programa?". Naquele caso específico era o gerente de sua propriedade, um técnico agrícola, com relativa experiência e boa formação. Ao longo da visita, perguntei para este profissional, em particular, como era trabalhar com o programa e de que maneira os mesmos eram explorados. Fiquei surpreso com a resposta de que desde que o mesmo fora introduzido, nenhuma reunião ou debate sobre dados gerados aconteceu. Segundo aquele profissional, seu patrão queria "informatizar" a fazenda pois queria "acompanhar o mercado atual e suas tendências".
Da mesma forma que tive a oportunidade de conhecer realidades como a supracitada, conheci também casos opostos cujo produtor, figura humilde, com baixa escolaridade, simples mas disciplinado mantinha às duras penas algumas anotações feitas à mão, o famoso: caderninho (orientado por programas de extensão rural/assessoria) que permitiam perfeitamente acompanhar (para a realidade deste produtor) a evolução do seu rebanho.
Nunca me esqueço de uma conversa que tive com um grande professor da minha área, ainda na faculdade sobre a questão de ser informado e ser conhecedor sobre determinado assunto. A diferença é brutal. Hoje, com todos os possíveis veículos de informação (jornais, revistas, livros, periódicos, etc), a quantidade de dados à nossa disposição é absurda. A internet é o maior exemplo. Podemos encontrar dados interessantíssimos e muito lixo ao mesmo tempo. Uma pessoa pode ser muito bem informada, no entanto pode não conhecer nada sobre todas as informações a que teve acesso. Qual a validade disso tudo? De que adianta abrir todos os portais eletrônicos (Ig, Uol, Terra, etc) e devorar todos os links à disposição sem se aprofundar na qualidade dos dados gerados?
A introdução de um software num determinado sistema de produção de leite segue a mesma receita/linha de raciocínio:
Demanda x Qualidade da Informação x Conhecimento x Interpretação
Se a correlação for bem feita, o resultado certamente será positivo!
A qualidade e validade de um bom banco de dados numa propriedade depende da maneira como o mesmo (banco) é explorado, ou seja, de que maneira este conjunto de dados pode vir a se tornar uma estatística e de que forma a mesma se transforma numa importante ferramenta de manejo para tomada de decisões corretas. Desta forma, antes de tomar a decisão de comprar um software de gerenciamento, é necessário que o produtor conheça e saiba calcular, manualmente, determinados índices zootécnicos que servem como parâmetro e balizadores de metas a serem atingidas.
É muito comum encontrarmos, visitando fazendas, diferentes realidades quanto ao gerenciamento de rebanhos. Vale a pena destacar que qualidade é sempre mais importante que quantidade quando trabalhamos com números que se transformarão em estatísticas importantes. De um modo geral, sem armazenarmos dados, hoje em dia, é praticamente impossível a manutenção ou gerenciamento de uma propriedade (será?!....). No entanto, um grande volume de informações pouco qualificadas, na maioria dos casos, acabam confundindo mais a cabeça daquele que gerencia um sistema do que elucidando questões cruciais.
Atualmente, no mercado, existem diversas opções de softwares (programas) para gerenciamento de fazendas e rebanhos ou ambas as funções. Para que o produtor ou técnico não erre é necessário saber que tipo de dados são fundamentais para o gerenciamento da sua propriedade "em si" e como os programas de computador disponíveis no mercado trabalham com os mesmos. Particularmente, recomento softwares "flexíveis", ou seja, com possibilidade de adaptar a demanda individual de cada propriedade com os dados fixos (inputs) a serem preenchidos. Nestes anos de atividade, me deparei com sistemas maravilhosos e complexos se abastecidos corretamente com as informações solicitadas, no entanto, "travados" e de certa forma: "burros". Em outras palavras, em determinadas fichas e campos ou dados a serem preenchidos, por exemplo, se uma determinada informação não for inserida, o programa não "roda" ou não executa a função desejada, adequadamente. Este é um cuidado fundamental. Os melhores programas, hoje, estão "linkados" com as ferramentas de trabalho em ambiente Windows e ferramentas do Microsof Office como Word e Excel. Desta forma, aquele que manipula seus dados tem a oportunidade migrar os dados gerados para uma planilha excel, por exemplo, e trabalhar com grande amplitude os dados coletados.
Gerenciar uma propriedade com auxílio de ferramentas da informática é imprescindível, hoje? Esta afirmação é correta?! Nos tempos atuais (era da tecnologia e modernidade), por raciocínio lógico, a resposta é afirmativa. Ressalto, no entanto, a questão da qualificação e interpretação de dados. Certa vez, visitando uma fazenda de leite, o produtor/investidor, empresário da capital (SP), fez questão de me apresentar o novo software implementado em sua propriedade. Empolgado dizia: "este programa faz isso, faz aquilo, calcula, isso, calcula aquilo..." perguntei: "Quem abastece os dados deste programa?". Naquele caso específico era o gerente de sua propriedade, um técnico agrícola, com relativa experiência e boa formação. Ao longo da visita, perguntei para este profissional, em particular, como era trabalhar com o programa e de que maneira os mesmos eram explorados. Fiquei surpreso com a resposta de que desde que o mesmo fora introduzido, nenhuma reunião ou debate sobre dados gerados aconteceu. Segundo aquele profissional, seu patrão queria "informatizar" a fazenda pois queria "acompanhar o mercado atual e suas tendências".
Da mesma forma que tive a oportunidade de conhecer realidades como a supracitada, conheci também casos opostos cujo produtor, figura humilde, com baixa escolaridade, simples mas disciplinado mantinha às duras penas algumas anotações feitas à mão, o famoso: caderninho (orientado por programas de extensão rural/assessoria) que permitiam perfeitamente acompanhar (para a realidade deste produtor) a evolução do seu rebanho.
Nunca me esqueço de uma conversa que tive com um grande professor da minha área, ainda na faculdade sobre a questão de ser informado e ser conhecedor sobre determinado assunto. A diferença é brutal. Hoje, com todos os possíveis veículos de informação (jornais, revistas, livros, periódicos, etc), a quantidade de dados à nossa disposição é absurda. A internet é o maior exemplo. Podemos encontrar dados interessantíssimos e muito lixo ao mesmo tempo. Uma pessoa pode ser muito bem informada, no entanto pode não conhecer nada sobre todas as informações a que teve acesso. Qual a validade disso tudo? De que adianta abrir todos os portais eletrônicos (Ig, Uol, Terra, etc) e devorar todos os links à disposição sem se aprofundar na qualidade dos dados gerados?
A introdução de um software num determinado sistema de produção de leite segue a mesma receita/linha de raciocínio:
Demanda x Qualidade da Informação x Conhecimento x Interpretação
Se a correlação for bem feita, o resultado certamente será positivo!
