O mercado importador de novilhas impulsiona a sanidade de rebanhos na Europa

A condução da sanidade do rebanho tem sido um fator chave para garantir uma fatia no crescente mercado exportador de novilhas atualmente presente na Europa. Essa afirmação se aplica bem à atual realidade da Escócia, onde os criadores que pretendem oferecer novilhas para venda são orientados a apresentar certificação da sanidade do rebanho a fim de aumentarem sua competitividade como fornecedores de novilhas ao mercado internacional. Afinal, de que mercado estamos falando?

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A condução da sanidade do rebanho tem sido um fator chave para garantir uma fatia no crescente mercado exportador de novilhas atualmente presente na Europa. Essa afirmação se aplica bem à atual realidade da Escócia, onde os criadores que pretendem oferecer novilhas para venda são orientados a apresentar certificação da sanidade do rebanho a fim de aumentarem sua competitividade como fornecedores de novilhas ao mercado internacional. Afinal, de que mercado estamos falando?

Os números mencionados por alguns especialistas regionais ilustram um mercado comprador em 3 locais, principalmente: Rússia, China e Turquia. Juntos, estes países compraram mais de 600.000 novilhas no último ano, com tendência crescente. Realmente algo impressionante de se calcular.

Entretanto, não são somente estes três países que apresentam intensa demanda por animais jovens, com confirmada procedência, sanidade certificada e boa procedência genética. O leste Europeu também vem se tornando um potencial mercado importador de novilhas. A Alemanha, por exemplo, exporta centenas de novilhas holandesas para estes mercados. Todavia, para obter espaço neste mercado de exportação é importante o status e a condição sanitária do rebanho do qual os animais são provenientes.

Neste sentido, doenças como a BVD, Johne's, IBR e Leptospirose podem implicar em potenciais perdas na comercialização de animais. Estas doenças ocasionam significativos prejuízos na produtividade dos rebanhos leiteiros, sendo que a mais onerosa é a BVD. Os efeitos da BVD são variados, podendo causar desde distúrbios no desempenho reprodutivo, diarréia, até a supressão do sistema imune; sendo que esta supressão tem uma particular implicação nas enfermidades do sistema respiratório em animais jovens.

Assim sendo, pesquisadores da Universidade de Reading, no Reino Unido, estudaram os custos associados à BVD, e publicaram que em um rebanho de 150 animais, quando exposto à BVD, podem ocorrer perdas na ordem de R$ 48500,00 ao ano. Por estas grandes perdas envolvidas, e pela complexidade da erradicação da doença dos rebanhos já contaminados, é alta a procura por animais de reposição livres de BVD. Devido a este perfil do mercado importador de novilhas e pela intenção do Reino Unido em garantir seu espaço neste crescente comércio, existem atualmente três instituições britânicas particulares que oferecem o programa de controle da BVD, IBR, Johne's e Leptospirose. Todos os três programas são controlados pelo Sistema de Certificação da Sanidade dos Rebanhos Britânicos.

A preocupação britânica em acentuar o controle sanitário de seus rebanhos é fundamental, uma vez que muitos países da Europa possuem planos em andamento para erradicar a BVD, e o Reino Unido precisa se adequar rapidamente para poder concorrer com os demais países nesta comercialização. A meta do governo britânico é erradicar a BVD no período de 10 à 15 anos.

O Sistema de Certificação da Sanidade dos Rebanhos é fundamentado em regras de manejo associadas à biossegurança e em programas de exames sangüíneos que levam à uma confiável determinação do status da doença nos rebanhos. Associado a isso, o programa estabelece uma série de medidas que previnem a re-introdução da BVD, Johne's, IBR e Leptospirose nos rebanhos controlados.

Além dos benefícios econômicos associados à exportação de animais, há logicamente uma significativa redução dos custos de produção com a melhoria da saúde do rebanho, implicando em melhores índices zootécnicos, redução das despesas com medicamentos e melhora da produtividade.

Fonte:

Getting ourselves fit to secure slice os growing export market. Dairy Farmer, November, p.24-26, 2006.
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Material escrito por:

Renata de Oliveira Souza Dias

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Maria Selma P. de Andrade Hage
MARIA SELMA P. DE ANDRADE HAGE

NOVO REPARTIMENTO - PARÁ - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 15/02/2007

Concordo plenamente, quanto à sanidade animal. Não há como pensar em trânsito de comercialização sem sanidade, assim como desenvolvimento agropecuário.

É importante reprensar sobre sanidade em todos os aspectos.
Qual a sua dúvida hoje?