Interatividade Virtual

Existem grandes personalidades do setor "escondidas" ou melhor, "impedidas" e presas ao proprio negócio, que merecem destaque também. São pessoas com vasta experiência e conhecimento na área da Bovinocultura de Leite e que hoje, através de iniciativas como o MY POINT, podem estar apenas a alguns "cliques" de distância uns dos outros. Este é o objetivo maior de um Blog específico como o do MilkPoint.

Publicado por: MilkPoint

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Há anos leio periódicos americanos sobre pecuária leiteira. Sempre tive uma certa inveja da capacidade de produção e índices alcançados por produtores daquele país. Posteriormente, após visitar a Califórnia e conhecer alguns produtores, meus conceitos foram sendo revisados e atualizados. Hoje acredito que as diferenças já não são tão mais evidentes como antes (produtores nacionais x americanos), considerando e efetuando uma adequação, claro, oriunda das diferenças macro e microeconômicas entre os dois países e, principalmente, tudo aquilo que se refere à politica agrícola, representatividade nos respectivos Governos (bancada ruralista) e ambientes: Institucional e Organizacional.

Dentre as principais diferenças (Brasil x EUA), algumas me chamam muito a atenção e prevalecem até hoje. Em relação à cadeia como um todo, nos EUA "enxergo" um pensamento mais uniforme e a integração: indústria/produtor/universidades (pesquisa) evoluem constantemente. No Brasil apesar da evolução e superação de muitas adversidades, como a implantação da IN-51 e quesitos envolvendo a qualidade do leite, conforme feliz entrevista de Newton Pohl Ribas, à revista Balde Branco, recentemente, ainda encontramos muitas dificuldades e desafios a serem superados para uma comparação mais "realista" entre dois horizontes distintos.

Muitas são as idéias no mercado para que a cadeia do leite nacional cresça como um todo. O crescimento de um negócio, não depende de grandes ações isoladas mas sim de um conjunto de medidas que, somadas e de modo sinérgico, podem promover grandes resultados. Tenho abordado e colocado neste espaço, insistentemente que, não basta ter acesso a informação, mas sim é necessário "qualificar" a informação, debater o conteúdo apresentado sobre um determinado tema e dele tirar o melhor proveito para que possamos evoluir.
 
Num país com dimensões continentais e dificuldades estruturais como o Brasil (péssimas estradas, ausência de ferrovias/hidrovias, etc) a logística, não somente de todos os insumos/commodities, bens, mercadorias e serviços sofrem com a volatilidade dos coombustíveis, como a logística do conhecimento (por quê  não?) acaba sendo emperrada. Em tempos de mercado altamente competitivo num sistema capitalista cada vez mais radical, sobreviver significa trabalhar duas ou três vezes mais do que um passado não muito recente sem efetivo retorno. Desta forma, o fator: tempo cada vez mais tem um alto preço. Como organizar e/ou reunir pessoas com um mesmo interesse, numa dada cidade, ao mesmo tempo? Por melhor que seja a qualidade de um Congresso, Simpósio, Seminário, Curso, etc a ser realizado, nem sempre ou melhor quase nunca é possível reunir as melhores cabeças. Custa caro e cada qual corre todo dia atrás do seu negócio. E quais são as melhores cabeças do nosso setor? Claro que muitos dos expoentes na mídia são pessoas extraordinárias. O idealizador do site MilkPoint, e amigo, por exemplo é um deles. No entanto, nosso país é muito grande. Existem grandes personalidades do setor "escondidas" ou melhor, "impedidas" e presas ao proprio negócio, que merecem destaque também. São pessoas com vasta experiência e conhecimento na área da Bovinocultura de Leite e que hoje, através de iniciativas como o MY POINT, podem estar apenas a alguns "cliques" de distância uns dos outros. Este é o objetivo maior de um Blog específico como o do MilkPoint. Conversei muito com o Marcelo sobre essa nova "ferramenta" na qual deposito grande esperança...

Primeiramente, o Blog é interessante pela sua pluralidade. Como tudo na vida, em qualquer lugar, encontraremos, claro, opiniões interessantes, outras desnecessárias, produtos de qualidade e outros ruins, propagandas duvidosas e outras de altíssima credibilidade. Como peneirar isso tudo?! Eis o desafio! Mas esta é a lei do "Mercado". No momento atual, a internet é o globo. Tudo e todos misturados num único liquidificador em "real time". Aquele que souber selecionar ou expor melhor a sua demanda, certamente terá sucesso, sairá na frente.

Tive a felicidade de trabalhar no MilkPoint quando esta, hoje, grande Empresa do ramo da Internet, ainda era um: Projeto. Naquela época (e não faz tanto tempo assim), havia muita dúvida se a world wide web (www) poderia vingar ou não. Hoje, a internet está incorporada no cotidiano das pessoas. Em diferentes locais, para diferentes classes, sob os mais diferentes aspectos e interesses. Casas, clubes, escolas, cinemas, academias, farmácias, empresas, e por quê não no meio rural.

Conheço o cheiro de um curral e piso no esterco de vaca desde que me conheço por gente. Em nossa propriedade, temos velhos funcionários e novos funcionários. Por incrível que pareça mesmo com toda a dificuldade para se comprar o alimento de cada dia, é surpreedente o número de pessoas de baixa renda com microcomputadores em suas casas. Até mesmo numa colônia de fazenda como é o nosso caso. Acessam internet? Não, a maioria não. No entanto, além da internet em nosso escritório, temos duas famílias "conectadas", independetemente, cada qual numa residência (colônia) com micro de boa configuração. É claro que estamos fazendo uma abordagem de um caso talvez, pontual, no estado mais desenvolvido do Brasil. O que quero chamar atenção é que a inclusão digital (tão explorada pelo Governo atual), caminha de modo veloz. Seja com auxílio do Estado ou de modo independente. Basta ver as estatíscas envolvendo o nº de internautas no nosso país. A curva é ascendente e tende a ascender cada vez mais.

Até pouco tempo atrás "Blog" parecia algo do além. Hoje, em qualquer esquina, numa "rodinha" de conversa alheia podemos ouvir comentários sobre vídeos de internet como youtube (e similares), buscas em ferramentas como Google e, sim, Blogs! Jornalistas da tradicional imprensa "impressa", atuando e se destacando em Blogs de altíssima qualidade. Basta selecionar e escolher. Como comprar um bom livro. O resultado (da leitura) pode ser prazeiroso e surpreendente.

Acredito realmente que, por mais "louco" que possa ser, ou "complicado" para alguns e mais fácil para outros, de maneira mais lenta para os primeiros e já incorporada para os segundos, a "Interatividade Virtual" chegou e veio para ocupar um campo definitivo no cotidiano do Mundo. Determinadas ferramentas de busca, como Google, Yahoo, centrais e canais de informação, cotações e o que mais imaginarmos serão comuns, coisas do dia a dia. 
 
O Blog: Porteira Adentro surgiu de acordo com os ideais acima mencionados. Eu trabalho num negócio. Meu negócio não é fácil. É complexo e cheio de desafios. Por isso é intrigante e de certa forma viciante. Logo, para melhorar, para vencê-los é necessário compartilhar, interagir, discutir, aprender com outrem. Confesso que fiquei surpreso com o andamento do processo (Blog), recebendo contatos, perguntas e interagindo, exatamente como imaginava. Acredito poder fazer deste espaço um canal interessante para discutir as dificuldades do nosso setor, focado nas questões usuais e do dia a dia. E podemos avançar. Nos EUA (mais uma vez) o avanço é maior. Temos muitos conteúdos semelhantes ao MY POINT e uma grande participação e interação entre diferentes realidades (em termos de produção). Lá a interatividade além da internet está ocorrendo de maneira direta e em tempo real, via celular entre produtores de leite. Acreditem se quiser! Podem pesquisar. Outro dia, ouvi um comentário: "não tenho tempo para internet ou coisas similares como blogs, não tenho tempo para ficar escrevendo ou divagando... " O que posso dizer é o seguinte: o mundo está evoluindo. Sempre. Assim como a Terra gira e não pára, nada mais pára hoje em dia. Pode ser cansativo, você pode não concordar com o "sistema" e tentar modificá-lo. Quanto tempo levará isso? Não seria mais fácil, quebrar determinadas "amarras" e preconceitos, explorando o novo? Um provérbio fomoso diz: "Existem 3 tipos de pessoas: as que vêem as coisas acontecer, as que esperam que elas aconteçam e as que fazem com que elas aconteçam". Eu conheço vários que "fazem". E você? Vai ficar sentado? Tá esperando o quê? Vem prá cá!

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