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Você, o leite e o governo

POR FABRÍCIO NASCIMENTO

ESPAÇO ABERTO

HÁ 2 DIAS

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                         Fabrício Nascimento é produtor de leite em Jóia, Rio Grande do Sul. 

Muito se fala sobre políticas de leite,  pouco se fala sobre controle do negócio (leite). É mais fácil achar em quem por a culpa do que assumir a responsabilidade de arregaçar as mangas e fazer a coisa acontecer. Leite é para profissionais, para produtores que entendem que isso é um negócio, uma fazenda de leite é uma empresa, e como tal deve gerar lucro. O produtor que sabe disso procura uma assistência técnica capacitada, para lhe ajudar a por a casa em ordem e fazer o leite render

São vários os casos de produtores que mudaram de vida, aumentaram seus ganhos seguindo recomendações de uma assistência técnica qualificada. Muito se fala nos produtores que abandonaram a atividade,  pouco se fala para onde foram estas vacas destes que abandonaram. 

"Leite é para profissionais, para produtores que entendem que isso é um negócio, uma fazenda de leite é uma empresa, e como tal deve gerar lucro"

Simples! As vacas foram compradas por produtores profissionais,  que sabem onde e quando investir,  não digo que os que abandonam não sejam profissionais, muitas vezes o que lhes faltou foi uma assistência técnica de resultado.

Assistência técnica não é vender metas,  e sim ter metas onde o produtor cresça financeiramente. Depois que nós produtores entendermos bem isso, teremos o domínio da porteira para dentro da propriedade.

Sabendo bem como é dentro da propriedade, podemos começar a estudar como é da porteira pra fora, o MERCADO. Aí as coisas complicam bem mais, entender de mercado é bem difícil,  dominar então, pior ainda. Resumo simples: se o consumidor tem dinheiro ele compra e se ele não tem dinheiro, não compra (regrinha básica de oferta e procura). 

"Assistência técnica não é vender metas,  e sim ter metas onde o produtor cresça financeiramente. Depois que nós produtores entendermos bem isso, teremos o domínio da porteira para dentro da propriedade"

E por quê como no título tem a palavra GOVERNO se até aqui não falei nada sobre ele? Porque eu acho que só podemos falar em governo quando nós tivermos o domínio total da porteira para dentro e quando entendermos bem de MERCADO.

Antes disso, só o que eu espero do GOVERNO é que a economia ande. E aí voltamos lá na regrinha básica de oferta e procura. Consumidor com dinheiro vai consumir mais lácteos. Precisamos incentivar o consumo de lácteos,  leite faz bem, derivados de leite também. 

E se vocês me pedissem qual projeto voltado para a atividade leite o governo poderia proporcionar, eu responderia que é o fortalecimento da assistência técnica.

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JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO

HÁ 5 HORAS E 18 MINUTOS

Lúcidas ideias como a sua, num momento em que todos nos sentimos vítimas do mundo, pode parecer mesmo uma conspiração de indústrias e cooperativas para nos calar contra a influência do mercado externo, que tem custos menores e estoques elevados. Estou no ramo Leiteiro desde 1993, um pouco mais que o articulista, sempre no DF. Experimentei genéticas para rusticidade, avancei na genética especializada, empolguei com a ideia da verticalização, montei agroindústria, comprei leite de vizinhos, vendi muito leite para programas sociais, ajudei escrever textos que se tornaram leis de programas de aquisição, voltei a investir em genética, comercialização de gado, feiras de gado de elite. Só uma coisa eu nunca tive, apesar de estar na unidade da federação mais próxima dos governos: assistência Tecnica de verdade, com responsabilidade e comprometimento com resultados. Por isso concordo com o articulista: tudo isso poderia não ter se perdido se houvesse mais planejamento empresarial, assistência técnica, com conhecimentos de economia e mercado, não só zootecnia e nicho-manias.
Parabéns Fabricio!
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ 3 HORAS E 53 MINUTOS

Juliano obrigado por o comentário!
Muito obrigado por o apoio!
Eu estou no leite desde 1998,pessoas como você aumentam ainda mais a minha vontade de buscar coisas novas e úteis para publicar e ajudar os colegas produtores a se desenvolverem.
Somos executivos do leite !
Assim que precisamos nos enchergar dentro da propriedade, não basta produzir , é preciso ter a propriedade como uma empresa e como tal deve gerar lucro.
CARLOS MARX BRAGA DE FIGUEIREDO

BAMBUÍ - MINAS GERAIS

HÁ 5 HORAS E 19 MINUTOS

O autor e produtor de leite , ou pelo menos conhece uma fazenda de leite no seu dia a dia ? Ja fez contas simples tipo Despesas/ Receitas ? Conhece o nivel intelectual de nossos '' COLABORADORES '" ? Esteja certo que o produtor conhece sua propriedade (porteira a dentro ) como a palma de sua mão; precisa de muita assistencia técnica, concordo plenamente, mas que so aliada a sua vida doada a atividade, NÃO BASTA / Concordo tb que quanto MAIS LONGE O GOVERNO, MELHOR, mas gostaria de lembra-lo que nos paises decentes , LEITE NÃO È ATIVIDADE DE RISCO E existe UMA POLITICA PARA O SETOR SIM.
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ 3 HORAS E 57 MINUTOS

Carlos obrigado por seu comentário!
Sim,sou produtor de leite e vivo exclusivamente do leite desde 1998, então sei muito bem o que estou falando, se a atividade não fosse rentável eu teria morrido de fome.
Faço controle total de custos e gestão, foi só quando comecei a fazer isso que mudei a realidade da propriedade.
Eu já errei muito na atividade mas aprendi e continuo aprendendo com os erros e hoje compartilho o que aprendi com os outros produtores para que não cometam os mesmos erros.
ANDRE FERNANDO ALVES DE OLIVEIRA

JUNDIAÍ - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

HÁ 5 HORAS E 19 MINUTOS

Excelente seu artigo sobre o tema e também seu ponto de vista, pois o que precisamos de fato, é sabermos o que o negócio do leite tem para oferecer e os pontos críticos para a gestão.

Muitos se fala sobre o preço pago para o leite ao produtor, mas o nosso preço está entre os mais altos do mundo. Então a pergunta a ser feita é o custo da produção como é controlado?
A produtividade na produção de leite no Brasil é uma das mais baixas do mundo, então este é um ponto crítico, o custo de uma vaca não produtiva deve ser maior do que uma vaca produtiva. Estamos atrasados mais de 50 anos em relação aos países com os melhores índices de produtividade de leite.
O fato de existirem países que destinam a sua produção para exportação, como Nova Zelândia, Argentina, Uruguai e Estados Unidos, por exemplo, é por que simplesmente existe mercado e países que não produzem tudo o que consomem, como é o caso do Brasil, assim precisamos entender se o problema é importação ou deficit de produção.
Os padrões de qualidade do leite evoluíram significativamente no que tange à microbiologia do leite, baixando a CBT, por causa do resfriamento do leite, mas não evoluímos quase nada em termos da qualidade de células somáticas no leite, sendo que os números dos laboratórios oficiais, mostram que a contagem de células somáticas no leite se encontram no mesmo patamar, com média de 500 mil células somáticas, representando uma perda de potencial de produção de 6%, trabalho feito por Philpot e Nickerson há mais de 40 anos, representando um valor que estamos jogando no ralo, pois ninguém se beneficia com esta perda.
As mastites contagiosas, ocasionadas pelas bactérias gram positivas, são disseminadas em uma região vasta e muitas vezes nem é identificada.
Eu não sou produtor de leite, mas trabalho com a área de diagnósticos e temos um foco para a produção de leite, e um ponto que deve melhorar e muito é o que foi citado, e muito bem por você Fabrício, como é feita a gestão das propriedades no Brasil.
Neste trabalho com a qualidade de leite pelo mundo consegui identificar claramente duas classes de produtores: os que fazem a gestão do negócio com eficiência, escolhendo os indicadores chave de gestão e aqueles que não fazem a gestão.
Muito bom o seu artigo focalizando a necessidade de gestão porteira adentro, controlando as coisas que estão sob o domínio do produtor, pois o restante, sempre será incerto e mais difícil de resolver.
Para o restante o que é preciso fazer, cito algumas medidas que podem ajudar neste momento de transição e mudanças:
O que o setor quer do novo governo?
Temos um plano estratégico para o seguimento da produção do leite?
Fazemos a gestão adequada dos indicadores estratégicos para o sucesso do negócio do leite?
Se temos importação de leite, não podemos produzir mais leite no Brasil e ganhar mais dinheiro?
Se a melhor época para a produção do leite é o inverno, por quê falta leite exatamente neste período?
Se a qualidade do leite é boa para o produtor, pois ele vai ganhar mais em produtividade e ganhos em programas para pagamento e também para a indústria, pois converterá mais leite em produtos, por quê não avançamos significativamente nisto nos últimos 20 anos?
Sei que estes pontos podem gerar desconforto, mas uma coisa é clara, não estamos avançando no cenário mundial e estamos ficando para trás tanto na produção, produtividade e qualidade do leite e o preço do leite está entre os maiores do mundo, então já temos um bom começo, se aproveitarmos o momento e realizarmos as mudanças que estão ao alcance do produtor, porteira adentro, já teremos um bom começo e se prepararmos um plano audacioso para o leite e apresentarmos para o governo e o setor lácteo, poderemos ter um futuro mais promissor, pois com as medidas tomadas nos últimos 20 anos não foram suficientes para alterar o panorama.
Podemos reclamar e pedir providências para o governo, esperando que pessoas iluminadas tenham idéias brilhantes, ou podemos fazer uma análise do panorama atual, pontos críticos de interesse, ferramentas de gestão, indicadores chaves de desempenho e metas audaciosas, e quem sabe em 20 anos não estamos exportando queijos para a China, queijo coalho para os Estados Unidos e manteiga para a Rússia?
A diferença entre reclamar e fazer é que nos mostrará a alternativa que escolhemos, mas isto é coisa para o futuro, e o futuro começa hoje.
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ 4 HORAS E UM MINUTO

Andre muito obrigado por o comentário!
Excelente visão a sua , mas a maioria acha mais fácil reclamar, muitos são manipulados a reclamar de coisas que não estão sob nosso controle , realmente temos uma das piores média vaca, e somos fracos em qualidade .
Mas encarar a realidade parece difícil, a zona de conforto prende muitos de nossos produtores.
Mas o futuro é logo ali, e quem não entender o que falamos a seleção natural vai excluir da atividade.
DANIEL ANTUNES AMORIM

HÁ UM DIA

É uma decisão muito fácil. Quem se incomoda com o preço do leite é só vender o rebanho todo e fazer outra coisa da vida.

Mas se quiser continuar na atividade comece a ser profissional. Encarar a atividade como uma empresa.

A questão dos impostos é um problema do Brasil inteiro. Agora a lucratividade do leite só será clara se você for profissional. Toda empresa duradoura sempre reinvestir nela mesma.

E o maior investimento que hoje a pecuária necessita é investimento em informação e conhecimento.

Digo... Zootecnia e "financeiro"
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ UM DIA

Daniel obrigado por o comentário!
Empreendedorismo é o fundamental ! Quem não entender isso a seleção natural vai excluir da atividade.
DAVI BONI

HÁ 10 HORAS E 56 MINUTOS

O meu povo o problema de ser produtor de leite não é como uma empresa que vc chega na sexta e para. São 24 horas por dia e sim têm ter acompanhamento só que faz 4 anos que não têm mais jeito os produtos usados na alimentação tiveram seu reajuste é o leite não vão ver os últimos anos ?
EM RESPOSTA A DAVI BONI
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ 7 HORAS E 53 MINUTOS

Davi obrigado por o comentário!
Lembre-se que existem empresas que trabalham 24 horas e finais de semana.
Concordo com você quanto ao aumento dos custos, só que eu sou da ideia de fazer o que está ao nosso alcance, e esta questão de preço não temos poder nenhum sobre ele, quanto mais gastamos nosso precioso tempo com estas coisas que não podemos resolver ,maior é a nossa frustração.
CELIO ROBERTO PIRES CORREA

ESTRELA - RIO GRANDE DO SUL

HÁ UM DIA

Concordo Fabrício e muito nas suas colocações, porém acho que nossas análises devem ir muito mais além do simples fato da maioria dos produtores não ter uma ou receber uma assistência técnica de qualidade, a atividade deve sim ser encarada como uma empresa, porém devemos analisar a cadeia num todo para entendermos do por quê estarmos agora discutindo este assunto, o auto endividamento, o auto custo de produção, o baixo poder de aquisição do consumidor, a importação de leite, somados são impactantes na crise, mas o fator mais importante que na minha opinião desencadeia ou agrava e muito a crise são os autos impostos embutidos e escondidos dentro de cada produto utilizado pelo produtor a média no valor pago de impostos por produto é de 40% alguns produtos chegando a 100% de impostos, veja bem quando falo de impostos me refiro a todo o ciclo da mercadoria, extração, produção, comercialização em cada incremento ou venda existe um imposto cobrado...Acho q se tivéssemos uma taxa somente de imposto sobre todos os produtos utilizado na agricultura algo na casa dos 6 a 10% teríamos um leite barato na produção, e com poder de concorrência com produtos importados, e maior ganho líquido para toda a cadeia...Bom para produtor, indústria, mercado e consumidor...
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ UM DIA

Celio obrigado por o comentário! Muito sensata suas colocações, seria uma boa ajuda os impostos baixarem,porém isto não está em nossas mãos, e eu sempre procuro fazer aquilo que está no meu alcance.
FERNANDO CERÊSA NETO

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE

HÁ UM DIA

Fabrício, bom dia.
Me dê uma dica como sobreviver a uma perda de receita de 0,65/litro em três meses.
Se tiver, agradeço.
Fernando Ceresa Neto
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ UM DIA

Fernando obrigado por o comentário! Precisamos fazer uma média anual, e sempre calcular os custos no preço menor de leite, que quando ele subir vamos conseguir fazer uma reserva .
Não é fácil, eu sei disso , mas se tem gente conseguindo é por que é possível.
ALEX REZENDE

HÁ UM DIA

Porque ao invés de ficarmos discutindo quem é proficional ou não, nós devemos é nos unir pela melhora do valor do nosso produto ,por exemplo se paracem de aplicar ocitocina para vacas liberar o leite ,o leite do brasil ficaria a menos de 50 por cento ,consequentemente forçando a auta do produto.Produto esse que teria muito mais qualidade (seria menos alergenico).
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ UM DIA

Alex obrigado por o comentário! Eu não aplico ocitocina, mas sei que ocitocina é um hormônio que a vaca produz naturalmente.
Concordo plenamente que é preciso união, porém união no sentido dos produtores se ajudarem, compartilhar dicas de coisas que funcionam em sua propriedade.
Eu sou produtor de leite e já errei muito na atividade mas aprendi e continuo aprendendo com os erros e hoje compartilho o que aprendi com os outros produtores para que não cometam o mesmo erro.
DANIEL ANTUNES AMORIM

HÁ UM DIA

Quem colocou o preço no leite realmente foi a indústria. "Colocou". Porque ficou passiva em relação ao estigma da "lactose". E ele compra leite spot. O leite spot é comprado por industriais que pagam por qualidade e vendido por laticínios que mau fazem antibiótico.
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ UM DIA

Daniel obrigado por o comentário!
Detalhes como este não estão na mão do produtor , eu como sendo produtor busco sempre auxiliar os colegas a melhorarem naquilo que está no alcance de suas mãos.
JUSCELINO RAMOS JÚNIOR

AVELINÓPOLIS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

HÁ UM DIA

Com todo respeito ao escritor do artigo, mas ficou parecendo um parecer encomendado pelas indústrias, esquecendo-se o autor que temos custos de produção que não se consegue baixar e os próprios técnicos recomendam o aumento de produção para diluir custos. Como??? Se o o preço está baixo porque há excesso no mercado, aumentar a produção seria o mesmo que dar um tiro no pé.
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ UM DIA

Juscelino obrigado por o comentário!
Afirmo--lhe que meus textos não são encomendados, eu sou produtor de leite e vivo exclusivamente do leite desde 1998, neste período eu errei muito mas aprendi e continuo aprendendo com os erros, por isso compartilho minha experiência para que os colegas produtores não cometam o mesmo erro.
Quanto ao aumento de escala para diluição de custos eu lhe afirmo que , "É melhor ganhar R$ 0,50 por lanche sendo dono do Mcdonald's do que ganhar R$ 5,00 sendo dono da lanchonete da esquina."
AUGUSTO ESSIG

ARROIO DO MEIO - RIO GRANDE DO SUL - TÉCNICO

HÁ 2 DIAS

Pra quem não trabalha com leite é bem visto essa opinião, pois se formos ver realmente hoje falta leite no Brasil, porém o governo é tão hipócrita que não proíbe a entrada de leite em pó, falando em leite em pó que entra,pergunto se esse leite segue as mesmas normas que o produtor precisa seguir (CCS,CBT,CRIOSCOPIA, ESD...etc), aposto que não, é lamentável, acredito que o responsável principal pela crise é o governo, pois se o produtor tiver linhas de crédito para investir no leite, aí teremos leite de qualidade, e produção suficiente dentro do país.
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ 2 DIAS

Augusto obrigado por o comentário!
Problema é que os mal feitos do governo não estão em nossas mãos, não somos nós que iremos resolver,já os ajustes da porteira pra dentro estão em nossas mãos, falo isso por experiência , sou produtor de leite desde 1998, e sempre o preço oscilou e nunca vi reclamar do governo resolver algo.
Agora os produtores se ajudando , compartilhando ideias que dão certo em sua propriedade tem um efeito muiti maior do que gastar nosso precioso tempo reclamando de governo .
ANTÔNIO CORDEIRO COSTA JÚNIOR

ÁGUAS BELAS - PERNAMBUCO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

HÁ 2 DIAS

Muito interessante Fabrício suas observações. Porém a solução não é tão simples, da porteira para dentro, e envolve sim o governo, que permite importação de leite em pó, subsidiados em seus países de origem, para atender uma demanda dos laticínios que querem baixar seus custos de produção. E nós produtores como é que ficamos. Desafio qualquer tecnologia séria, a ser implementada pela assistência técnica, que consiga baixar custo ao ponto de sermos competitivos com o produto importado subsidiado. O que o senhor propõe é improvável, "quando nós tivermos o domínio total da porteira para dentro e quando entendermos bem de MERCADO" , nunca teremos domínio total de uma atividade com tantas variáveis, nem conhecimento suficiente para entender o mercado, que o digam os economistas. Como produtor, acredito que temos que formar um lobby, precionar governo, como fazem as montadoras e outros setores da economia, e ate os laticínios, que se colocam como parceiros e nos abandonan quando tem oportunidade de aumentar sua margem de lucro. Está é minha opinião Fabrício, que outros comentem, para quem sabe, conseguir uma solução sustentável.
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ 2 DIAS

Antônio muito obrigado por o comentário!
Entendo perfeitamente o que você falou, e saliento que são opiniões nossas (minha e sua)algumas coisas concordamos e em outras discordamos .
Eu sou produtor de leite e já errei muito na atividade mas aprendi e continuo aprendendo com os erros,hoje compartilho minhas experiências para que os colegas produtores não repitam o mesmo erro que eu.
Entre tantos erros que cometi , um deles foi esperar do governo , eu gastava mais tempo reclamando do governo e do preço do leite do que cuidando da porteira pra dentro.
Então eu decidi ajudar os colegas a fazer o que está em nosso alcance , gastar mais tempo cuidando da porteira pra dentro do que falando do governo ,visto que em todos estes anos que sou produtor de leite (desde1998), nunca vi protestos nem reclamações via rede social resolver alguma coisa.
O item mais caro que temos em nossa propriedade é o nosso tempo , este não se recupera , então precisamos dedicar nosso tempo à coisas que dão resultado .
Oscilações de preço sempre existiram e sempre existirão, então precisamos nos adaptar, achar mecanismos que tornem viáveis a atividade.
Um baita abraço e viva o leite!
EM RESPOSTA A FABRÍCIO NASCIMENTO
JÚLIO CÉSAR SCHWANTES

HÁ UM DIA

Eu tambm nunca tinha visto rede social ganhar eleicao presidencial
EM RESPOSTA A FABRÍCIO NASCIMENTO
ANTÔNIO CORDEIRO COSTA JÚNIOR

ÁGUAS BELAS - PERNAMBUCO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

HÁ UM DIA

Obrigado Fabricio, por dedicar parte do seu tempo em nos ouvir e responder. O que precisamos é ter foco na atividade, dentro da porteira sempre, fora da porteira quando houver a necessidade, como o momento que estamos passando, onde a corrupção tem sido denunciada nas mais altas cortes do país, quanto mais no MAPA para permitir a entrada de leite em pó acima das necessidades da nossa demanda, e desmantelando o mercado nacional com excesso de produto. Te peço ajuda a denunciar esta condição, você como articulista e formador de opinião, esclarecer o que ocorre também fora da porteira, pois aquele produtor que não acompanhar a evolução no setor, naturalmente sai, a questão são os que estão investindo e não tem retorno financeiro por questões politicas que causam desequilíbrio no mercado. Nos ajude como produtor, dedique um pouco mais de tempo que tenho certeza que você concluirá o que afirmo. Forte abraço.
EM RESPOSTA A JÚLIO CÉSAR SCHWANTES
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ UM DIA

Júlio comece a usar a rede social para divulgar os produtos lácteos, para que o consumidor compre bastante.
EM RESPOSTA A ANTÔNIO CORDEIRO COSTA JÚNIOR
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ UM DIA

Antônio muito obrigado por o comentário!
Mas tenho certeza que meu tempo e mais útil ajudando os colegas a melhorarem naquilo que está no alcance, coisas simples que passam despercebidas muitas vezes.
KARINE ASSIS

HÁ 2 DIAS

Falou a verdade que a maioria dos produtores de leite orecisa ouvir e entender. Muito ainda acham que a velha maneira de produzir é o correto. Se nao se adaptarem, melhorarem, e perceber que hoje uma fazenda é na verdade, uma empresa, as porteiras serão fechadas para sempre.
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ 2 DIAS

Muito obrigado por teu comentário Karine! Quem não entender isso rápido, a seleção natural vai excluir ele da atividade .
LUCAS BEQUER RIBEIRO

SANTA CRUZ DO RIO PARDO - SÃO PAULO - ESTUDANTE

HÁ 2 DIAS

Parabéns, Ótimo texto.
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ 2 DIAS

Muito obrigado Lucas!
Fico feliz em saber que meu simples texto se soma a ideia de alguns que como você enchergam a realidade com outros olhos.
DARLANI PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

HÁ 2 DIAS

Trabalhar com metas é importante , e profissionalismo , agora , a importação crescente de leite em nosso país , que é um caso para ser resolvido , fazendo o prêço despencar , como se o produtor brasileiro não tivesse dívidas a pagar , 13º aos empregados , e que leite é este , que é mais barato que o nosso?
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ 2 DIAS

Darlani Porcaro obrigado por seu comentário! Infelizmente importação não está nas nossas mãos, já da porteira pra dentro está. Precisamos direcionar o nosso tempo ao que realmente adianta , todos sentem e se entristecem do leite valer pouco, porém se usarmos nosso tempo somente para pensar no preço o leite vamos acabar deixando passar despercebido coidas essenciais dentro da porteira.
SARA BASTOS S ANDRADE

HÁ 2 DIAS

Boa tarde,vê que em outros países os governos dão subsídios para o produtor rural que tira leite, daí o governo pode colocar o preço do leite como quiser, inclusive mais baixo que o nosso, esse sim é um governo de frente, que acredita no produtor rural.
EM RESPOSTA A SARA BASTOS S ANDRADE
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ 2 DIAS

Sara obrigado por teu comentário! Na nova Zelândia não existe subsídio para produtores de leite , e são os mais eficientes.
EM RESPOSTA A FABRÍCIO NASCIMENTO
SILVIO MIGUEL PIMENTA

PATROCÍNIO PAULISTA - SÃO PAULO - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

HÁ 2 DIAS

Parabéns pelo texto Fabrício...
Se até um time de futebol, por pior que seja, precisa de um técnico, porque será que o produtor de leite quer tocar seu negócio sozinho?
EM RESPOSTA A SILVIO MIGUEL PIMENTA
FABRÍCIO NASCIMENTO

HÁ 2 DIAS

Obrigado por seu comentário Silvio! Justamente, a pecuária de leite evoluiu muito e precisamos de uma assistência técnica capacitada para acompanhar as mudanças.
Eu até tenho um texto com esta comparação que você fez com o time de futebol, me adiciona no facebook e acompanha lá.