Sistema de produção de leite associado à fruticultura
Espaço Aberto: "A fruticultura, assim como o sistema de produção de leite, também possui abertura de empregos diretos e representação de mão de obra agrícola. Observando esta realidade da fruticultura, o pequeno produtor de leite tem uma ótima oportunidade de incrementar sua renda. Desta forma, centraliza-se a produção de frutas (principalmente em pequenas propriedades onde a maioria delas a mão de obra é familiar) havendo necessidade de contratação de trabalhadores em época de colheita, tornando a atividade uma grande geradora de renda e desenvolvimento rural", por Marcio Gregório Rojas dos Santos, doutorando da Universidade Estadual de Maringá (UEM)
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A representação que o leite tem hoje em dia, só foi possível em decorrência da pressão exercida pelo ambiente institucional, com a criação de leis para regulamentar, principalmente, questões relativas ao armazenamento e controle de qualidade do leite, visando garantir a melhoria do produto final. Este fato gerou mudanças na competitividade do setor agroindustrial do leite. Os produtores que tinham poder aquisitivo para se adequar às leis, o fizeram, e os que não tiveram, abandonaram o setor ou continuaram sua produção em pequena escala, caracterizando assim a atual estrutura produtiva, em que muitos produzem pouco e poucos produzem muito.
Apesar de serem forçados pelo ambiente institucional, os sistemas de produção de leite devem ter a capacidade de se adaptar, evoluir e garantir a qualidade de vida no campo. É notável que as pequenas propriedades rurais detêm a maior parte da produção de leite, e como estratégia para evitar o êxodo rural, os produtores tem se adequado e diversificado a pecuária leiteira com a introdução da fruticultura, conseguindo bons resultados econômicos e permanência das famílias na zona rural.
A preocupação dos produtores com relação ao tempo disponível para o convívio familiar, ou para outras atividades, são pouco associadas às transformações que ocorrem no sistema de produção, levando ao aumento de trabalho e consequente diminuição do tempo livre. A diversidade climática e vasta extensão territorial do Brasil, aliados à existência de tecnologias, são ferramentas que garantem a produção de frutas praticamente o ano inteiro. Tal prática é uma atividade que precisa de mão de obra qualificada e intensiva, tendo assim a capacidade de fixar o homem no campo, permitindo melhores condições de vida, mesmo em pequena área disponível.
A fruticultura, assim como o sistema de produção de leite, também possui abertura de empregos diretos e representação de mão de obra agrícola. Observando esta realidade da fruticultura, o pequeno produtor de leite tem uma ótima oportunidade de incrementar sua renda. Desta forma, centraliza-se a produção de frutas (principalmente em pequenas propriedades onde a maioria delas a mão de obra é familiar) havendo necessidade de contratação de trabalhadores em época de colheita, tornando a atividade uma grande geradora de renda e desenvolvimento rural.
Trabalhando de forma agregada, com as atividades pecuárias e agrícolas, é inevitável que o produtor não se destaque mais em uma do que na outra, mesmo estando as duas na mesma propriedade. Porém, é de conhecimento que o retorno financeiro do leite é mensal, garantindo a renda da família durante todos os meses do ano, e a fruticultura tem produção sazonal, devendo ser escolhida sob o fator de viabilidade econômica, que seja satisfatória em pequenas áreas de terra e que garanta o aumento da economia.
Um quesito avaliado por Sagalli e Schlindwein é que a diversificação da propriedade é característica da agricultura familiar. Ela proporciona redução de riscos, menor dependência de insumos externos, favorecendo o produtor ao empreendedorismo e trabalho, com capacidade para realizar a parte gerencial da fazenda (empresa), juntamente com seus familiares.
Diante destes fatos, a exploração de frutíferas pode ser tomada como uma estratégia para incrementar o sistema de produção de leite, fortalecendo a economia da propriedade, auxiliando na melhoria da qualificação da mão de obra, e possibilitando a melhor organização do trabalho. Como ponto chave, a mobilização dos produtores para ampliação de mecanismos de beneficiamento e escoamento da produção se faz necessário para o fortalecimento da agricultura familiar e desenvolvimento local.
Material escrito por:
Marcio Gregório Rojas dos Santos
Doutorando em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá, membro do Grupo de Inteligência em Sistemas de Produção Animal e Ambiental (GISPA). Av. Colombo, 5.790 Jd. Universitário - Maringá - Paraná - Brasil. Bloco J45 - PPZ/UEM
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Doutorando em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Membro do Grupo de Inteligência em Sistemas de Produção Animal e Ambiental (GISPA).
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