Santiago do Norte rumo a uma agrossociedade

"Para Odir, a agricultura familiar é sagrada. Leite, soja, milho... É um novo polo estratégico da logística do Brasil também. Acessar o Porto de São Luís, no Maranhão: a saída para o norte. E algo muito inteligente desse pessoal: já nascem com a busca de agregação de valor".

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Por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Ao registrarmos histórias reais como a de Santiago do Norte, cidade localizada no norte de Mato Grosso, ficamos muito entusiasmados e tomados pelo que o genial autor Ariano Suassuna disse: “O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”.

Conheci uma pessoa. Seu apelido é Caçula e seu nome é Odir José Nicolodi. Natural de Ibirubá, Rio Grande do Sul. Quando perguntei qual seu posto, cargo, posição, ele respondeu: “Sou um colono com minha família ajudando a criar uma cidade e desenvolver a agricultura familiar”. Onde? “Santiago do Norte, em Mato Grosso”. Caçula se orgulha de estar iniciando, ao lado de 3.000 habitantes, uma nova cidade. Uma agrossociedade nascendo a partir do agronegócio.

Para o Caçula, a agricultura familiar é sagrada. Leite, soja, milho... É um novo polo estratégico da logística do Brasil também. Acessar o Porto de São Luís, no Maranhão: a saída para o norte. E algo muito inteligente desse pessoal:  já nascem com a busca de agregação de valor.

Por exemplo, há uma agroindústria, a Fecularia de Mandioca, nobre produto que permite obter mais de 25 toneladas por hectare, que além da deliciosa mandioca, produz a farinha com a marca Santiago.

Exemplos como esse existem aos milhares, e aqui vai um pedido ao nosso Presidente que ama tuitar: um tuíte com esse exemplo do Caçula nas redes sociais. Pense: que bem isso nos faria, que autoestima isso nos daria? Então, em Santiago do Norte, Mato Grosso, surge um novo agronegócio, gerando uma agrossociedade a partir de pessoas pioneiras e corajosas da sociedade civil organizada.

Sem coragem não existe início de conversa. Tudo sempre será difícil, mas se é a visão que oferece o olhar da criação, é a coragem que a transforma em realidade. São 3.000 hoje, serão muito mais amanhã. Parabéns, Caçulas do Brasil.

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Orlando Serrou Camy Filho
ORLANDO SERROU CAMY FILHO

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 14/06/2019

Excelente Tejon, um centro urbano planejado a partir da produção rural, vocação dos pioneiros aliada a um projeto de desenvolvimento local voltado ao mercado nacional e internacional. A organização é plena em toda a cadeia produtiva, parecendo mais com uma linha de montagem, na qual, a sinergia está presente. Tudo isso mostra que a consciência colaborativa e o empreendedorismo geram frutos sadios e resistentes às intempéries do mercado e da política.
Qual a sua dúvida hoje?