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Não temos o que comemorar

ESPAÇO ABERTO

EM 07/06/2018

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*Por João Lúcio Barreto Carneiro, Presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais (Silemg)

Mais de 100 milhões de litros de leite escoaram pelo ralo. Cento e vinte milhões de reais na conta do produtor, trezentos milhões em perda de faturamento pela indústria de laticínios de Minas Gerais. Quem vai pagar essa conta? A greve dos caminhoneiros deixou uma herança amarga em forma de confisco no bolso de produtores rurais, indústrias e consumidores.

O Dia Mundial do Leite aconteceu durante a greve (1º/06) e, na verdade, não tivemos nada para comemorar. Um governo fraco e incompetente permitiu que uma greve iniciada por motivos totalmente justificáveis, mudasse de rumo e de comando e passasse às mãos de bandidos descompromissados com o Brasil e com os brasileiros. 

O pior é que as perdas não se concentraram apenas no resultado econômico. Elas também atingem em cheio nossa autoestima e a maior perda está no sentimento de insegurança e no desânimo provocados em todos nós. A revolta pela impotência, pela atitude do lavar as mãos que muitos adotaram, o sentimento de estarmos reféns por uma situação que não criamos e que quer nos levar a nocaute nos entristece.

Entretanto, não podemos desanimar, pois a falta de ânimo da sociedade é a mais provável das causas das nossas crises. Então, temos dois caminhos a seguir: desanimar e sucumbir ou pensar, atuar e progredir.

Nós, que trabalhamos na cadeia do leite, vamos tomar o caminho que desde sempre aprendemos a trilhar: o do trabalho, do respeito e da solidariedade, vamos em frente. Somos nós que levantamos cedo e fazemos a vida em forma de alimento acontecer. Nossa responsabilidade é muito grande, afinal, somos o trator que vai tirar esse país, de novo, da lama. Viva o Leite! Viva a Vida!

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WANDELL SEIXAS

GOIÂNIA - GOIÁS - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 08/06/2018

Como jornalista voltado para o agro, desde os primeiros dias alertei para a gravidade da greve,com fortes conotações políticas e ideológicas. Mas, a sociedade parecia embevecida pelo movimento dos caminhoneiros. Meu pensamento para tal conclusão é simples: lei da oferta e da procura. A falta de alimentos encareceu o produto, mesmo com perda de qualidade. E só favoreceu o comércio aproveitador.