Lula lá, Serra aqui - E nós, produtores de leite, como ficamos?
Todos sabemos que teremos dificuldades para a pecuária leiteira nos próximos anos, a começar de uma perspectiva de crescimento de produção num cenário de estagnação do consumo de leite per capita, de dificuldades para exportações e facilidades para importações face a taxa de câmbio. Mas, na realidade, a resposta a esta pergunta não dependerá da nossa visão pessimista ou otimista com relação ao futuro, mas do que poderemos fazer para que o futuro seja melhor ou pior.
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E nós produtores de leite como ficamos?
Todos sabemos que teremos dificuldades para a pecuária leiteira nos próximos anos, a começar de uma perspectiva de crescimento de produção num cenário de estagnação do consumo de leite per capita, de dificuldades para exportações e facilidades para importações face a taxa de câmbio. Mas, na realidade, a resposta a esta pergunta não dependerá da nossa visão pessimista ou otimista com relação ao futuro, mas do que poderemos fazer para que o futuro seja melhor ou pior.
Naturalmente temos que admitir que a resposta a essa pergunta dependerá um pouco sensibilidade das pessoas que forem indicadas para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo com respeito à importância econômico e social da produção de leite para o País e para o Estado de São Paulo.
Mas a resposta dependerá muito mais da atitude dos produtores, ou seja, do que faremos para que o futuro seja melhor ou pior. Se continuarmos desorganizados e com pouca capacidade de mobilização, ficaremos mal, tal como vem ocorrendo há muitos anos. Se tomarmos uma atitude de romper a inércia, e efetivamente trabalharmos para que a categoria seja organizada e com capacidade de mobilização, poderemos dar início a uma nova era na história do leite no Brasil e em São Paulo.
O voto é apenas uma etapa do processo democrático. No processo democrático os interesses, de qualquer categoria, só serão atendidos se esta categoria estiver organizada e mobilizada para fazer chegar aos governantes as suas legítimas reivindicações, e se tiver força suficiente para que essas reivindicações sejam atendidas.
Generais sem um exército com a moral elevada e comprometido a combater não ganham guerras. Da mesma forma líderes sem o apoio e a participação da categoria que representam não conseguem vitórias.
Entidades como a Leite São Paulo e a FAESP são canais abertos para essa organização e mobilização dos produtores paulistas.
Por isso, conclamamos aos produtores de leite paulistas a apoiarem e participarem de suas entidades de representação, para que essas entidades possam efetivamente organizar e mobilizar a categoria, e terem a força para que nossas legítimas reivindicações sejam atendidas, de forma que possamos ter nos governos de Lula e Serra avanços significativos, e assim, apesar das dificuldades, caminharmos para um futuro melhor do foi o nosso passado.
Material escrito por:
Marcello de Moura Campos Filho
Membro da Aplec (Associação dos Produtores de Leite do Centro Sul Paulista ) Presidente da Associação dos Técnicos e Produtores de Leite do Estado de São Paulo - Leite São Paulo
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VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 04/12/2006
Temos que sair do discurso e agir, como algumas idéias sugeridas, para que possam sentir a verdadeira força do campo.

UNAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 20/11/2006
Assisti aos produtores de Unaí receberem o acerto no último dia 17 e senti o clima de descontentamento, pois não havia dinheiro a receber. Tudo fica nas compras da cooperativa. Basta uma mobilização, pois o clima é de total descontentamento.

ITU - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 16/11/2006
CÁSSIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 14/11/2006
Isto nos acarretou um sério problema, de baixa auto-estima, e pessoas com este problema sempre culpa os outros e nunca vai à luta, só fica chorando e permitindo que falsas lideranças com interesses outros, decidam por nós.
SANTO ANASTÁCIO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 10/11/2006
Precisamos nos organizar em associações de produtores, e se for preciso até parar de fornecer aos nossos compradores, pois isso que está acontecendo é uma vergonha. A maioria dos laticínios é cartelizada, e faz o que quer com os produtores que não se organizam.
Nós estamos no ano 2006 e não em 1500, pois a única classe nesse país que recebe quanto querem pagar pelo seu produto é o produtor rural, principalmente o produtor de leite.

MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 07/11/2006
Estou inteiramente de acordo com o seu artigo. Não podemos ficar alienados e/ou à mercê da má vontade política de governantes que não dão importância ao que está acontecendo no campo. Precisamos nos mobilizar urgentemente.

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 07/11/2006
Para que esta união ocorra, é necessário que todos caiam na realidade e desçam do pedestal que há muito deixou de existir. Ser fazendeiro já deixou de ser sinônimo de poder, ao contrário de serem fazendeiros.

ITUIUTABA - MINAS GERAIS
EM 07/11/2006
É preciso, sim, criar organizações íntegras, para batalhar por seus objetivos e assim ter competitividade no mercado, que está cada vez mais exigente.