Há leite ou não há, verdade ou mentira, manipulação ?
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 3 minutos de leitura
Termina o mês de setembro e, coincidentemente, começam os boatos, as conversas de porteira e as fofocas sobre a redução do preço do leite. Mas, sabemos que tudo se deve à pressão evidente para que ocorra a queda dos preços, já ferozmente defasados, com base em argumentos frágeis e, no mínimo, por pura demagogia visando colocar o elo forte do setor em posição de pessoas frágeis e agredidas por não conseguirem vender os seus produtos.
Deve-se falar em redução dos preços do leite pela queda do consumo ou em razão da manutenção dos lucros dos poucos que se beneficiam da cadeia produtiva do leite?
Será justo forçar o produtor a ter prejuízos? Por que os produtores? Por não estarem unidos? Por serem pouco organizados? E o Governo? Um copo de água continuará valendo mais do que 1 (um) litro de leite? Até quando?
Até 1 (um) mês atrás se falava em falta de leite, em estabilidade de preços e todos eram incentivados a produzir mais, pois muitos produtores estavam liquidando os seus plantéis por não acreditarem na viabilidade da atividade. E, agora, já se começa a falar que apesar de não existir excesso de leite há falta de consumo. Será verdade? Há leite ou não há?
A queda de consumo pode até ser verdadeira, pois é notória a preguiça econômica do nosso País. Contudo, será que apenas este fato se justifica para, por mera coincidência, no início de outubro, falar-se em queda de preços e excesso de leite no mercado? Muita coincidência!
Não estão subestimando a capacidade dos produtores de compreender o óbvio, qual seja, a manipulação de mercado acobertado sempre por argumentos duvidosos? As CPIs já foram esquecidas? E as margens de até 100% que foram apontadas naqueles relatórios, como divulgado amplamente pela imprensa especializada?
É muito difícil esta situação. Os insumos não tem pena dos produtores, assim como a energia elétrica, a mão-de-obra, a manutenção e todas as demais despesas necessárias para se ter produto de qualidade. O preço ainda é muito baixo para remunerar a atividade minimamente. Conseguiremos sobreviver? Vamos viver sempre desta forma? Quando teremos o preço justo pelos nossos produtos? Não vamos negociar o que produzimos? E o contrato de fornecimento? A escravidão não foi abolida?
Isto não pode prosseguir. Esta na hora das associações de raças também lutarem conjuntamente em prol dos seus associados, criadores de raças de leite e, portanto, produtores. Afinal, o que sustenta a atividade associativa e alimenta as crianças do País é o leite que produzem. Caso contrário, não há justificativa para se produzir, exceto o gosto pela beleza dos animais, o que também deve ser respeitado, embora não deva ser a regra.
Não podemos permitir que plantem argumentos e tentem convencer a opinião pública de que todos os elos da cadeia estão certos e que os produtores tem o dever de amargar prejuízos. Não parece justo, mas é o que sempre acontece.
Podemos acreditar quando se fala em estabilidade de preços? Há como planejar? Como investir em qualidade se uma hora falta leite e 30 (trinta) dias depois o consumo cai e há excesso de leite.
Temos que pressionar, negociar, incentivar o consumo do nosso produto, fortalecer as associações o máximo possível, procurar o Governo sério e lutar, lutar e lutar !!! Sem manipulação, contra-senso e falácias, a atividade é bastante interessante para o empresário e fundamental para a economia nacional.
Afinal, em vários países a trajetória foi a mesma até que os produtores se organizaram e mostraram à opinião pública a verdade dos fatos, o abuso de poucos e o prejuízo de muitos produtores. Lembre-se que estes últimos são os mantenedores do trabalho no campo, os geradores de inúmeros empregos e os responsáveis pelo início da cadeia alimentar.
Será que não há nada errado? Vamos continuar permitindo?
Peço a todos os nossos associados que pensem, reflitam e concluam as suas idéias, pois precisaremos delas na luta longa e dura contra os abusos na redução do preço do leite, por coincidência, na mesma época e mediante argumentos pouco convincentes.
A Associação Mineira pede e agradece a todos que desejem se manifestar sobre este assunto e contribuir com a nossa união.
Plagiando a nossa amiga e também vice-presidente da entidade, Dra. Maria Lucia Garcia, ter lucro, UAI NOT !!!
_______________________________
1Vice-Presidente da ACGHMG
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.
Deixe sua opinião!

ANDRELÂNDIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 12/12/2018
Nos últimos dez anos, acompanhei os preços pagos pela minha produção de quase 400l/dia.
Insumos mais caros e preços flutuantes do leite e sempre sem saber qual será o praticado, foram as tônicas singulares desse desafio. Não deve ter outra atividade no Brasil com tantas incertezas...
Diante de tantas perguntas e sem as respostas que o autor coloca no artigo acima, como evitar a concentração da compra potencializando o seu poder na mesa de negociação? Qual o motivo de nunca se ter uma politica de preço mínimo ajustada para o setor? O que se pretende o governo e lideranças em deixar a deriva esse negócio leite? Infelizmente meu caro autor, além de suas perguntas acrescento essas e ainda desorientado para uma estratégia adequada para 2019, permaneço de pé e a ordem para bem ouvir, aprender e agir.
Saudações.
Antonio Sergio de Carvalho Maia

OUTRO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 25/11/2003
Estive na Expomilk e vi um exemplo de união que está funcionando muito bem. Esclareço: tinhamos uma mesa de debatedores do qual, um deles, era nada mais nada menos que os produtores da Nova Zelândia, representados pelo senhor Galan, discutindo como ganhar dinheiro com o leite no Brasil. A FONTERRA (Cooperativa Neozelandesa), na verdade, está no Brasil e em outros paises ganhando dinheiro para seus donos, produtores, e isto só está ocorrendo porque eles se uniram em torno de um objetivo comum que é ganhar dinheiro com a sua atividade e isto hoje está ocorrendo nas suas propriedades e fora delas, em diversos paises do mundo, inclusive no Brasil.
Será que não está na hora de pensarmos maior, na união dos produtores e cooperativas em torno de uma cooperativa forte e que represente os interesses dos produtores e dêem a eles maior poder de barganha diante da estrutura já existente no paíis?
Uma das maneiras de haver estabilidade é estarmos inseridos no mercado externo tanto exportando quando temos excesso de oferta mas também importando quando temos realmente falta de produtos, mas só vamos conseguir isto quando os produtores estiverem na frente deste processo de exportação pois são eles os interessados em manter estável o preço de seu produto. Um exemplo claro disto ocorreu neste ano com o Trigo que teve uma produção expressiva, porém não é suficiente para abastecer o mercado interno, o preço caiu abaixo do que o praticado no mercado externo e os produtores atraves da união de cooperativas conseguiram exportar um volume até que pequeno mas com isso fizeram com que o preço no mercado interno ficasse comparado com o mercado externo, pois se os preços não evoluissem, grande parte do trigo produzido no país seria exportado, e a força da união levou o produto ao seu preço real, e não ao preço praticado anteriomente.
Temos que ser eficientes em nossas propriedades mas isso só não basta para ganharmos dinheiro em nossa atividade. Precisamos vender nossos produtos a preços compatíveis com os custos e para que isso ocorra só com união no sentido amplo da palavra.
Está na hora de arregaçarmos as mangas, deixarmos as diferenças de lado e partirmos para a união como ocorreu em outros países e que está ocorrendo com os fornecedores de insumos no país, tornando-os cada vez mais fortes. Um exemplo claro disso é a Bunge.
José Americo Simões Manuelito
Cooperativa Agropecuaria de Alfenas

ITAPETININGA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 05/11/2003
Vejo com muito bons olhos este artigo, pois, como participante desta cadeia produtiva, vivo e sinto todas as dificuldades que o setor enfrenta.
Quero expressar meu breve comentário a respeito. O produtor, tanto faz aquele que produz 100 litros/dia ou aquele que produz 20.000 litros/dia, não deve ficar acomodado com as pequenas melhoras que surgem na entressafra, pois elas são sazonais. Sendo assim, um dia virão nos dizer que há super produção ou falta de consumo, forçando o preço do leite para baixo e gerando muita insatisfação e falta de confiança no mercado, ocasionando as liquidações tão freqüentes.
Devemos sim é lutar por estabilidade, tendo uma postura empresarial na produção, gerenciando, cortando gastos extras, pressionando os laticínios através das associacões e investindo em propaganda. Quando é que vimos uma associação fazer um comercial que atingisse a população em geral?
Combatendo a manipulação e investindo em qualificação, não digo quanto à produção em si, pois temos ótimos rebanhos com ótimas produções, mais sim quanto à parte institucional do setor que é falha e de muito pouco acesso aos produtores.
Pensar em um programa nacional de consumo de leite não é nenhuma utopia e sim uma saída para essa situação de io-io que enfrentamos. Só assim teremos um mercado estável e justo.
Francisco Peres Justino
Agrônomo
Produtor de leite no estado de São Paulo
Diretor da associação de criadores de gado Jersey do estado de São paulo

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 03/11/2003
O governo, quando libera recursos para estocar excesso de produção, não exige um mínimo de contrapartida das indústrias. Ou seja, não exige que as indústrias paguem um preço mínimo para o produtor. Conclusão: as indústrias tomam o dinheiro público com baixa taxas de juros, compram o leite barato, e na entressafra vendem o leite caro.
Precisamos nos organizar melhor para, no mínimo, deixarmos uma herança de organização para nossos filhos e netos. Caso contrário, a atividade ficará com esses altos e baixos constantes.
Rui da Silva Verneque

ANDRADINA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 30/10/2003
Foi organizada uma baixa a partir do mês de agosto 2003 em meio à queda de produção ocasionada pela seca e carestia de insumos. Infelizmente a nós produtores, na minha opinião, só resta reduzir a oferta. Passar para 1 ordenha, cortar insumos, etc, para quem puder fazer isso me parece o melhor caminho. É um tipo de mercado oligopolista onde um aumento de 10% na produção costuma resultar numa queda de 20% no preço. Por isso quanto mais produzimos, menos recebemos.
Concordo que a médio prazo precisamos nos organizar mais e criar alternativas de consumo. Mas no curto prazo uma diminuidinha de produção seria um santo remédio.
Edgard Piza

ITABERAÍ - GOIÁS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 27/10/2003
me chamo Heloisa, sou uma veterinária recém-formada, mais precisamente formada há 2 anos.
Comecei o meu trabalho com assistência em fazendas de leite há 4 meses, e devido a esta situação, posso ser dispensada da assistência e passar a ser chamada só nas emergências.
Pergunto:
Serei mais uma desempregada com diploma na mão?
Como fica a situação do nosso governo que insiste em dizer que sem estudo nao se é ninguem?
Como ficará a situação dos produtores que vão a reuniões para reivindicar e simplesmente ouvem que nao adianta reclamar, pois segundo eles o consumo do produto caiu.
Acho que serei mais uma desempregada aos 25 anos de idade; terei que abandonar minha profissão e quem sabe voltar para a casa da minha mãe, prestar um concurso público e torcer para não virar uma balconista com diploma e tudo!
O que fazer?!

OUTRO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 26/10/2003

OUTRO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 25/10/2003
Até quando vamos ficar acreditando nas promessas das empresas que adquirem nosso produto?
Até quando vamos ficar arregaçando as mangas e dando nosso suor para outros?
Até quando vamos ficar sem nos unimos ?
Até quando vamos.............
Vamos valorizar nosso produto nos unindo e negociando de igual para igual aquilo que sabemos fazer de melhor, que é tirar leite.
Atenciosamente
Hugo Martins Bueno

OUTRO - MINAS GERAIS - EMPRESÁRIO
EM 25/10/2003
Também gostaria da mesma forma parabenizar o Sr. Sérgio Santiago, gerente de política leiteira IVP/Resende Leite Bom Cheff e Leite Gram Mimoso, pelo comentário feito desta matéria em 25/10/03. O seu comentário não só ilustra como abre espaço para esclarecimentos necessários dentro da atual política do setor, partindo do preço do produtor até o consumidor com transparência. E é isto que precisamos em todos os elos da cadeia láctea.
Gostaria de fazer uma pergunta direcionada aos produtores de leite:
Se estivessem recebendo hoje R$0,60 por litro de leite produzido, cobririam seus custos?
Acredito que a resposta seja não!
Não estou subestimando a capacidade do produtor, com a pergunta e consequentemente a resposta. Mas enfatizando um resultado conhecido por todos.
O custo de produção está alto e vejo que com criatividade e profissionalismo, pode-se conseguir resultados expressivos, como os alcançados na fazenda escola da Universidade de Uberaba (Uniube), onde o produtor hoje produz em torno de 400 litros de leite por dia, recebe R$0,48 e têm um ganho líquido de R$0,22 por litro.
Este produtor está satisfeito na atividade e com os resultados obtidos.
Por isto devemos buscar recursos criativos e profissionais, onde eles existem. Temos que ser competentes na administração de nossos negócios. Não adianta ficarmos criticando, se não estamos buscando eficiência para permanecermos ativos em nossas atividades.
Como o momento é de união, volto enfatizar que precisamos o mais rápido possível buscar esta união e consenso entre todos os elos da cadeia láctea, visando dias muito melhores e o mais breve possível.
Fico inteiramente a disposição para participar do movimento, como para auxiliar no que for possível e de nossa competência, assim como também falo em nome da Uniube; caso haja interesse de conhecerem o sistema empregado na produção de leite com alto índice produtividade (ganho financeiro). E vale ressaltar que a fazenda escola é administrada por um produtor terceirizado que se compromete em empregar os estudos desenvolvidos cientificamente e comprovados na prática dentro da fazenda.
Assim sendo, agradeço esta oportunidade e fico torcendo para todos nós que gostamos desta cachaça que é o LEITE.
Joselito Gonçalves
Laticínios Taigor´s

OUTRO - RIO DE JANEIRO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 25/10/2003
Quando se vende um litro de leite longa vida a R$ 1,01 ou R$ 1,04 a indústria que paga R$ 0,44 a R$ 0,50 aos seus produtores entra em verdadeiro colapso comercial quando vai calcular o custo de R$ 0,33 em uma caixinha vazia, R$0,12 de usinagem, R$ 0,07 de frete e R$ 0,13 entre todos os tributos. Como conta final considerando o mínimo de preço (R$0,44) ao produtor, chega-se ao seguinte valor de custo R$1,09.
Não estou questionando o alto custo dos produtores, sei que cada vez mais o produtor profissional se sente pressionado com os custos, só gostaria que os movimentos fossem direcionados a quem realmete vem se beneficiando em toda cadeia: as grandes redes de supermercados que se aproveitam da opinião pública para pressionar as cotações do leite longa vida que é o grande regulador do mercado de lácteos no Brasil pelo seu volume.
Acho que a classe produtora e associações devem se unir sim, mas com as indústrias que também vem já há bastante tempo sofrendo com a política nacional para o setor.
Gostaria de frisar ainda que nos últimos 22 meses a alta na cotação do leite ao produtor foi em torno de 20% maior que a alta na cotação do longa vida no mercado.
Para finalizar, parabenizo o Sr Leonardo pela sua vontade de LUTAR, mas recomendo ao amigo o seguinte: para ganhar a luta primeiro é preciso saber contra quem lutar.
Sávio Santiago - Gerente de Política Leiteira IVP/Resende Leite Bom Cheff e Leite Gram Mimoso

OUTRO - PARANÁ - EMPRESÁRIO
EM 24/10/2003

SÃO PAULO - SÃO PAULO
EM 23/10/2003

CUIABÁ - MATO GROSSO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 22/10/2003

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 22/10/2003

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 22/10/2003
Ronaldo Augusto (61) 248-4306

OUTRO - MINAS GERAIS - EMPRESÁRIO
EM 21/10/2003
Portanto, vejo que necessitamos urgente de uma política bem definida para o setor, como também a participação efetiva do governo, buscando auxiliar na aquisição dos produtos lácteos à camada menos favorecida financeiramente da população, com programas de distribuição gratuita do leite para estes, assim como na merenda escolar, etc...
O que não pode continuar é a prática de preços tão baixos para o leite em função da grande maioria dos consumidores não ter poder aquisitivo compatível com a realidade necessária para toda a cadeia láctea, com rara exceções.
Estamos tratando de um assunto bastante complexo, e não podemos mais adiar tomadas de decisões importantes para até mesmo a permanência ou não no setor de produtores principalmente, mas também de indústrias e cooperativas, pois sabemos da grande dificuldade existente e a falta de recursos para investimentos necessários na qualificação e equiparação competitiva neste mercado altamente concorrido e diversificado no mix de produto disponível.
Gostaria muito de ver todo o elo da cadeia unida para buscar entendimento e soluções para o grande problema existente no setor. E só com união e sem saudosismo e melindres é que é possível vislumbrarmos um futuro promissor, para este setor tão importante de nossa ecenomia.
A palavra de ordem é UNIÃO!!!
Vamos então cada um dos interessados fazer a sua parte, buscado convocar outros também interessados mas menos aguerridos a compor uma frente de batalha em busca da salvação da nossa fonte de sobrevivência.
GOVERNO + PRODUTOR + INDÚSTRIA + VAREJO + CONSUMIDOR = SETOR LÁCTEO FORTE E CONSCIENTE DE SUAS RESPONSABILIDADES.

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 21/10/2003
Por que as captadoras não buscam mercados alternativos, internos e externos e os supermercados não abrem mão de uma fatia de sua margem de lucro e vendem mais barato os lácteos, em vez de deixá-los envelhecer com preços altos nas prateleiras?
Nós produtores de leite estamos cada vez menos dispostos em arcar sozinhos com os problemas de oscilação do consumo de lácteos. Os preços de insumos necessários à produção de leite subiram desde o ano passado, não abaixaram, alguns continuam subindo.
Não queremos ser irrealistas, mas a falta de contrato de fornecimento de leite "in natura" deixa muito à vontade as captadoras. É só decretar o quanto vão pagar a menos em centavos por litro. O movimento costuma ser uníssono, com pequenas variações de centavos.
Se a situação está apertada para todos, e ela é transitória, porque não sentarem à mesa, representantes dos produtores, das captadoras e dos supermercado e negociarem uma distribuição de perdas?
É muito chato para o produtor ver os preços altos de lácteos nas prateleiras e não entender porque não abaixá-los para estimular o consumo. Ofertas prá valer de queijos, iogurtes.
Os safristas estão desaparecendo e agricultura hoje é uma forte concorrente do leite com seus mercados mais transparentes e previsíveis. Ganha-se muito num ano, pode-se ganhar menos no outro, mas ninguém fica de tanga como no leite, por falta de transparência e equilíbrio da cadeia produtiva.
Vamos pois negociar, produtores, captadoras e supermercados.
Até lá, façamos uma corrente de protesto e deixemos claro que cada vez estaremos menos dispostos a pagar a conta de todos.

PARÁ DE MINAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 21/10/2003
Atenciosamente,
Fabiano Junqueira

OUTRO - PARÁ - EMPRESÁRIO
EM 21/10/2003