Governador Alckmin assume a defesa de São Paulo na guerra fiscal
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Essa medida, associada à fiscalização das compras, é um passo importante na defesa de São Paulo na guerra fiscal promovida por outros Estados, e significa que o Governador Alckmin começou a adotar medidas mais duras para tentar acabar com a guerra fiscal praticada por 12 Estados, e que prejudicam São Paulo não apenas na perda de arrecadação, mas principalmente prejudica a atividade agrícola, pecuária, industrial e comercial paulista, acarretando perda de renda e desemprego para os paulistas.
Como mostra a matéria, vale dizer que Minas Gerais, Paraná, Ceará, Rio Grande do Sul e Santa Catarina já praticam a glosa de créditos.
Um dos setores da atividade paulista que tem sido mais prejudicados com a guerra fiscal é o do leite, onde a indústria fica numa situação difícil e o produtor de leite tem seus preços aviltados, inviabilizando essas atividades em nosso estado. A indústria foi abandonando São Paulo e se transferindo para os Estados onde se praticava esses benefícios fiscais ilegais, e São Paulo, responsável por 25% do consumo de leite e lácteos do País, passou a importar cada vez mais leite de outros Estados, caindo de segundo produtor de leite para a quinta posição.
Como o leite é um grande gerador de empregos, maior até que a indústria automobilística, isso contribuiu para o desemprego em São Paulo e para a perda de renda do trabalhador paulista. Dentro da tecnologia atual, estima-se que em média para cada 200 litros de leite por dia produzidos de forma direta, gera-se um emprego permanente no campo e de forma indireta contribui para a geração de empregos no agronegócio do leite, nas atividades de coleta do leite, na industrialização, distribuição, comercialização de leite e lácteos, na produção e comercialização de insumos para produção, máquinas e implementos agrícolas. Isto significa que o consumo de leite e lácteos de São Paulo gera cerca de 680.000 empregos diretos e permanentes no campo, além significativo número de empregos indiretos, e dá, só no setor leiteiro, a dimensão da importância da medida assumida pelo Governador Alckmin.
A Leite São Paulo tem lutado contra os incentivos fiscais ilegais que prejudicam o produtor de leite e a indústria paulista. Junto com representantes de outras entidades e da Câmara Setorial de Leite e Derivados de São Paulo, e com o apoio de Duarte Nogueira, então líder do Governo na Assembléia Legislativa de São Paulo, em reunião com o Governador Alckmin em 2002, conseguimos a primeira vitória quando foi definido um crédito presumido para o leite longa vida produzido em São Paulo, para compensar os benefícios ilegais concedidos por outros Estados. Em 2003, em Guaratinguetá, a Leite São Paulo pleiteou ao Governador Alckmin a criação de comissão envolvendo representantes das secretarias estaduais da Agricultura e Fazenda, da delegacia regional do ministério da Agricultura em São Paulo, da Câmara Setorial de Leite e Derivados de São Paulo e da Leite São Paulo, para analisar os benefícios ilegais concedidos por outros Estado no setor de lácteos e propor medidas compensatórias para evitar o prejuízo causado aos produtores e indústria paulista. Com o apoio do secretário estadual de Agricultura, Duarte Nogueira, essa comissão foi criada e vem desenvolvendo um bom trabalho.
Face à participação que temos tido na luta contra a guerra fiscal, e nos contatos que mantivemos com os secretário Antonio Duarte Nogueira, Eduardo Guardia e com o próprio governador Geraldo Alckmin, temos a certeza que essa medida não foi tomada intempestivamente, mais foi fruto de muita reflexão quanto à sua necessidade e, portanto, temos a convicção que é um primeiro passo firme para acabar com os prejuízos que a guerra fiscal tem trazido a São Paulo e ao povo paulista.
A Leite São Paulo tem mantido contato na Assembléia Legislativa de São Paulo, e está acertando com os Deputados José Zico Prado e Simão Pedro Chiovetti a realização, se possível ainda em agosto, de uma audiência pública onde serão discutidos os prejuízos que benefícios fiscais ilegais tem causado à indústria e ao produtor paulista e as medidas necessárias para defender São Paulo da guerra fiscal promovida por outros estados. O governador Alckmin certamente contará com o apoio da Assembléia Legislativa de São Paulo na posição que assumiu, de adotar de medidas duras contra a guerra fiscal.
Aplaudimos e parabenizamos o governador Geraldo Alckmin, bem como os secretários estaduais Antonio Duarte Nogueira Filho e Eduardo Guardia, que estão assumindo uma posição efetiva para lutar para acabar com a guerra fiscal, ou pelo acabar com os prejuízos que essa guerra vem causando a São Paulo e ao povo paulista. Aplaudimos também todos os políticos paulistas que estão apoiando essa luta na defesa de legítimos interesses de São Paulo e do povo paulista.
Material escrito por:
Marcello de Moura Campos Filho
Membro da Aplec (Associação dos Produtores de Leite do Centro Sul Paulista ) Presidente da Associação dos Técnicos e Produtores de Leite do Estado de São Paulo - Leite São Paulo
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CAJOBI - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 07/08/2004
Parabéns.
DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 04/08/2004

ALTINÓPOLIS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 03/08/2004
Discordo, também, do missivista quando elogia o decreto concedido beneficiando os fabricantes de leite longa vida paulistas. O decreto n. 47.064 propiciou aos estabelecimentos fabricantes de leite longa vida a manutenção do crédito outorgado de 6,7% sobre valor da operação de saída deste produto, além da manutenção do crédito incidente sobre a aquisição da matéria prima ( LEITE ) adquirida de outras unidades da federação. Ora, LONGE de beneficiar o produtor paulista, este decreto beneficia, única e exclusivamente, a INDÚSTRIA. Para ela é muito melhor COMPRAR leite de fora de São Paulo, uma vez que, além do crédito presumido de 6,7%, pode também se apropriar do crédito de 12% incidente sobre a aquisição do leite produzido fora do Estado.
Quando da edição deste decreto, o COMPROMISSO dos industriais era REPASSAR parte deste crédito aos produtores paulistas. E, a pergunta que fica é exatamente essa: tivemos nós algum benefício? Posso responder por mim: NÃO!
Portanto, antes de sairmos cantando loas ao Governo paulista, o melhor será que pensemos um pouco mais no assunto para vermos se realmente o produtor paulista terá algum benefício com esta medida.
Como dizia minha avó, "vamos devagar com o andor que o santo é de barro".
José Luiz Matthes - produtor de leite em Altinópolis, SP.
<b>Resposta do autor:</b>Prezado Losé Luiz Mathhes
Recebemos a sua mensagem, estamos analisando sua ponderações, e em breve daremos retorno.
Gostaríamos que nos esclarecesse com relação à sua preocupação de que a medida assumida pelo governo de São Paulo possa resultar em insegurança para milhares de contribuintes paulistas que praticam operações mercantis com contribuintes regularmente estabelecidos em Goiás e outros Estados.
Atenciosamente
Marcello de Moura Campos Filho
Presidente da Leite São Paulo

JACAREÍ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 03/08/2004
Afinal uma boa notícia para o LEITE!
Isto fará MUITA diferença.
CANDAL