A economia agropecuária, numa perspectiva de mercado, não apenas produz e oferta alimentos de origem animal e vegetal, como também agrega outras atribuições igualmente indispensáveis relativas ao solo, à fauna, flora e na preservação da água, que é um dos elementos naturais mais importantes no dinamismo dos sistemas produtivos. Acrescentem-se ainda as dependências com as variações climáticas, nem sempre auspiciosas e estimulantes, o que sinaliza minimamente a necessidade de que o empreendedor rural tenha sempre acesso aos conhecimentos científicos e tecnológicos ligados às culturas e criações e, acima de tudo, possa avaliar as condições de mercado. O que estou produzindo interessa aos consumidores? O padrão de qualidade alimentar é confiável? Qual a forma mínima de apresentação do produto? Em que lugar estará disponível? O preço é acessível? Ele atende às necessidades básicas dos consumidores? E os concorrentes?
Além disso, dentro da porteira da fazenda, as logísticas operacionais são suficientes para tecnologias, produtos e serviços exigidos, que resultem numa eficiente gestão do espaço rural que lhe pertence? Noutro ângulo, como essas informações estão chegando no campo e como são pactuadas e ajustadas com os empreendedores rurais? ? presumível, sem muito detalhamento, que o dado disponível precisa ser transformado em informação, essa informação em conhecimento, o conhecimento em adoção e a adoção em resultados econômicos, sociais e ambientais. Esse é um círculo virtuoso às mudanças com seus desafios e benefícios, inclusive para toda a sociedade consumidora, que depende e dependerá da agricultura e do agronegócio.
Entretanto, surge uma outra questão de fundo e que nem sempre emerge nos diferentes cenários que abordam a sustentabilidade no campo: a renda para quem planta e cria, mesmo diante do pendular mercado agropecuário. A agropecuária é um negócio e precisa gerar ganhos o suficiente para inovar, abastecer, exportar, pagar impostos, adotar as leis ambientais, educar os filhos, ter acesso à saúde, ao lazer, benefícios da modernidade no viger desse século 21. Deveria ser tão claro como o dia vem depois de uma noite. Na verdade, embora a pergunta seja simples, a sustentabilidade da agroeconomia presume desdobramentos que exigem vários níveis de decisão entre o governo, produtores e a sociedade, por suas lideranças. Porém, qual é o futuro previsível para a agricultura e o agronegócio brasileiros? Esses cenários, multifatoriais e multidisciplinares, não podem ficar sem uma resposta abrangente, pois perde-se tempo e até o lugar.
Transformar, no que couber, potencialidades em riquezas e justiça social, reduzindo as desigualdades no campo e nas cidades, é um objetivo permanente em qualquer país que pretenda evoluir social, economicamente e de olho nos concorrentes para não perder espaços vitais nesse mundo globalizado. Não se deveria no exercício da política pública, caminhando-se entre convergências e divergências, subestimar o estudo e avaliação de cenários futuros, pois suas raízes foram plantadas há muito tempo. ? fácil? Não, desafiador.
O texto é do Engenheiro Agrônomo Benjamim Salles Duarte, publicado no Jornal Diário do Comércio.
Desafios do agronegócio
A economia agropecuária, numa perspectiva de mercado, não apenas produz e oferta alimentos de origem animal e vegetal, como também agrega outras atribuições igualmente indispensáveis relativas ao solo, à fauna, flora e na preservação da água, que é um dos elementos naturais mais importantes no dinamismo dos sistemas produtivos. Acrescentem-se ainda as dependências com as [...]
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