Considerando-se algumas das regiões pesquisadas pelo Cepea em parceria com a CNA, a equipe Cepea constata que, normalmente, soja, milho, café e pecuária de corte proporcionam retorno sobre o capital investido superior ao obtido pelo produtor de leite, como pode ser visto nos gráficos de 1 a 6.
O maior retorno por real investido na atividade leiteira foi de R$ 0,51, ou 51%, considerando-se apenas o Custo Operacional Efetivo (COE), verificado no Rio Grande do Sul, na região noroeste. Em seguida, ficou o Triângulo Mineiro, com R$ 0,32. Por outro lado, o retorno mais baixo foi verificado no Sul/Sudoeste de Minas Gerais, de R$ 0,12 por real investido.
Os pesquisadores destacam que, em todas as regiões, quando considerado o Custo Operacional Total (que inclui as depreciações, manutenção de pastagens etc.), o retorno da atividade leiteira torna-se negativo. Ou seja, quando é considerado todo o investimento em infraestrutura, além da manutenção de forrageiras, o produtor de leite tem prejuízo do ponto de vista econômico. A mesma situação é verificada para a pecuária de corte no sul goiano e para o trigo no oeste catarinense, também segundo dados do Cepea.
Gráficos 1 a 6 - Retorno por real investido (frente aos custos operacionais e aos custos totais) nas principais atividades praticadas em algumas bacias leiteiras.

Fonte: Cepea/CNA. Elaborado pelo Cepea.
Nota: O retorno por Real investido nas culturas de soja, milho, sorgo e trigo foram calculados a partir de dados da safra 2010/11. Para boi e leite, foram calculadas as médias de janeiro a julho de 2011. Já para o café, foram utilizados dados das safras 2009/10 e 2010/11 devido à bienalidade da cultura.
Observação: Essas análises constam da edição especial do Boletim do Leite nº 200.