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Cadeia produtiva leiteira, ninguém está só!

VÁRIOS AUTORES

ESPAÇO ABERTO

EM 08/06/2018

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* Os autores fazem parte do Grupo de Inteligência em Sistemas de Produção Animal e Ambiental – GISPA -  Universidade Estadual de Maringá/UEM.

Quais são meus objetivos? Como realizar? A quem recorrer? Será fácil? Muitas são as questões afligem os produtores de leite brasileiros quando questionados sobre a melhoria da sua produção, sobre a inserção de novas tecnologias no sistema de produção, sobre a abertura destes às orientações técnicas, entre outras... A questão principal, que muitos casos de sucesso no Brasil têm seguido, é a inserção de pessoas mais novas, mais capacitadas e que possuem qualificação técnico/profissional para ajudar, tanto na produção, quanto na melhoria da qualidade do leite e nas decisões pessoais daqueles que dependem financeiramente dos resultados dos sistemas de produção.

Saindo um pouco dos polos de produção de leite do país, aqueles com grandes propriedades, altamente tecnificadas, mão de obra qualificada, assistência técnica, etc., a realidade dos produtores de leite brasileiros é totalmente diferente, fundamentada quase sempre, na baixa ou média escala de produção e pouco uso de tecnologias. Nestes casos, diversos fatores, muitas vezes são pouco observados, quando da decisão de iniciar ou manter a produção leiteira, entre esses, a logística, acesso ao crédito, nível tecnológico, trabalho diário, mão de obra, insumos e preço de mercado. Assustados com tal situação, e colocados frente ao ambiente institucional e crises de mercado, uma parte destes pequenos produtores de leite acaba direcionando suas vendas para o mercado informal de leite, produção de derivados sem controle sanitário e sem garantias de qualidade, visto que a matéria-prima e o processo de produção podem não estar adequados. Tais situação pode ser observada em poucas horas de conversa com produtores de leite inseridos nesta realidade.

A questão é que, o acesso dos produtores de leite à assistência técnica e a orientação de pessoal qualificado, muitas vezes é dificultada frente as práticas de produção de leite que sempre foram feitas da mesma forma, passadas de geração em geração. E apesar de existirem casos de produtores de sucesso, muitos ainda não conseguem enfrentar os riscos que a atividade demanda. Toda atividade, independente da natureza, apresenta pontos positivos e negativos, mas o fato é que sozinhos fica muito mais difícil e evidente de gerar insucesso.

Claro que a força de vontade é muito relevante quando da continuidade da atividade leiteira. Porém, somente este fato não é suficiente, sendo necessário observar todos os elos da cadeia de produção como aliados, estando o produtor – indústria – varejo- consumidor, bem coordenados para a melhoria do produto (leite), aumento da quantidade/qualidade, abertura de mercados, entre outros benefícios que tal atividade é capaz de gerar para todos os envolvidos.

Temos exemplos de países como a França, que em 2016, quando os consumidores, observando a crise que produtores de leite enfrentavam, se opuseram e passaram a fixar preço mínimo pago no produto final, e exigiram modificações na embalagem do leite, informando o tipo de sistema que o leite foi produzido e origem da produção. Isto nos mostra a capacidade e forte ligação entre os diferentes elos da Cadeia Produtiva do Leite – CPL, e consequente, a ajuda mútua para a garantia da manutenção adequada deste sistema.

Dessa forma, vemos a importância da união entre os agentes da cadeia produtiva do leite, com ampla capacidade de direcionar importante ações na busca de melhores patamares de produção, qualidade e preço.

MARCIO GREGÓRIO ROJAS DOS SANTOS

Doutorando em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá, membro do Grupo de Inteligência em Sistemas de Produção Animal e Ambiental (GISPA). Av. Colombo, 5.790 Jd. Universitário - Maringá - Paraná - Brasil. Bloco J45 - PPZ/UEM

PEDRO GUSTAVO LOESIA LIMA

Mestrando em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Membro do Grupo de Inteligência em Sistemas de Produção Animal e Ambiental (GISPA).

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