A voz do leite no poder
Neste ano teremos eleições gerais e será interessante observar os diversos grupos de pressão se mobilizando e investindo recursos financeiros em seus representantes políticos, com a intenção de defender seus interesses. Nesse cenário de eleições a pergunta que se faz necessária é: quais são os representantes do setor lácteo na política nacional e estadual? Se existem, são raros, quase zero.
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A zona de influência do Euro sofre com o desemprego e a inflação, sendo a Grécia o país que mais preocupa a comunidade européia.
Barack Obama tenta caminhar no fio da navalha tentando impulsionar a combalida economia americana, com um plano de ajuda de 780 bilhões de dólares aprovado ainda no odiado governo Bush.
O governo chinês esta preocupado com os superinvestimentos que podem gerar excessos de produtos sem que haja consumidores com poder de compra.
Na América latina, o Brasil esta cercado por governantes populistas e com tendências ditatoriais, sem que o governo Lula lute para proteger o empresariado nacional. Como conseqüência, retaliações e imposições de cotas as exportações brasileiras pelos nossos muy hermanos vizinhos.
Neste ano teremos eleições gerais e será interessante observar os diversos grupos de pressão se mobilizando e investindo recursos financeiros em seus representantes políticos, com a intenção de defender seus interesses.
O baronato das indústrias e do sistema financeiro encastelado na avenida paulista investe milhões de reais em seus representantes tanto para Brasília como para a Assembleia Legislativa de São Paulo.
O setor do agronegócio, especialmente o de carnes e grãos espera aumentar o número de seus defensores no Congresso Nacional e possivelmente manter o Ministério da Agricultura.
Nesse cenário de eleições a pergunta que se faz necessária é: quais são os representantes do setor lácteo na política nacional e estadual? Se existem, são raros, quase zero.
A questão que se coloca é a necessidade de se construir uma base política sólida que verdadeiramente defenda o setor lácteo de interesses contrários. Que ajude na modernização da cadeia produtiva com investimentos subsidiados pelo governo em prazos adequados a cada região leiteira.
Mesmo estando nos 10 minutos do segundo tempo das eleições e das convenções partidárias, ainda há tempo de planejar uma campanha com o objetivo de eleger pelo menos um representante para a Câmara dos Deputados e governos estaduais, notadamente São Paulo, Minas e Goiás.
É necessário construir ao longo do tempo, lideranças políticas identificadas com a realidade do setor. Para tanto, não é o momento para a fogueira das vaidades pessoais. Os escolhidos que disputarão as eleições, devem ter mente que só são indicados, porque milhares de pessoas desde pequenos produtores, funcionários, cooperativas e executivos dos grandes laticínios estão contribuindo sejam com votos ou recursos financeiros para a vitória, na certeza de que serão defendidos de qualquer ameaça que prejudique a sociedade láctea.
A eleição desses políticos é uma necessidade urgente, que requer uma boa dose de ousadia e o amadurecimento desse importante grupo social. Para finalizar, uma pergunta paira nos currais do interior do Brasil: Quem fala pelo leite nos gabinetes refrigerados do poder nos momentos de decisão? Com a palavra, a comunidade láctea.
Material escrito por:
Rui Moura
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SÃO PAULO - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA
EM 18/03/2010
A sua opinião sincera e ponderada é muito bem vinda. Isto de maneira alguma deslegitima as preocupações do setor.
Lutar para ter representantes na esfera política não significa necessariamente, impor à sociedade o "corporativismo lácteo". Muito pelo contrário, porque abre espaço para um debate mais amplo com os mais diversos setores da sociedade, quanto aos problemas que há séculos impedem o desenvolvimento de regiões dominadas pelo coronelismo político e a falta de investimentos em infra-estrutura em logística de transporte encarece o produto, e penaliza os pequenos.
É verdade que o político quando eleito, passa a representar os interesses dos eleitores do Estado. Em países com mais tempo de democracia, cada setor da sociedade luta por espaço no poder político, na certeza que suas demandas sejam atendidas. Este contrapeso social solidifica o sentimento de responsabilidade de cada um, o que dá ao eleitor, o sentido de pertencimento do local onde vive
Quando se diz atuação política nas esferas de poder, as federações regionais do CNA ou qualquer outro órgão representativo podem sim, ser bons atores. Porém, isto não é tudo. O que se aborda é a formação de quadros competentes na esfera política desde vereadores a senadores. É criar uma cultura de atuação política para que o filho do sitiante possa ascender politicamente e um dia defender a terra onde nascera. O modelo atual por mais vistoso que seja, é elitizante e excludente.
A formação de políticos que façam lobby dos lácteos não diminuirá a representatividade das confederações e cooperativas, mas será um aliado nas decisões de poder, onde os presidentes não podem votar.
Obrigado pela sua participação,
Rui Moura

LAVRAS - MINAS GERAIS - TRADER
EM 15/03/2010
SÃO PAULO - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA
EM 15/03/2010
É possível sim que o setor rural possa ter uma boa participação quanto aos resultados nas eleições em 2010. Porém, quanto a sua indicação da competente senadora Kátia Abreu, DEM, do pequeno e desconhecido Estado do Tocantins, não é uma boa candidata para uma eleição presidencial, pelo menos por enquanto.
Os dois principais candidatos, Dilma e Serra são os mais destacados até o momento, para governar o país a partir do dia primeiro de janeiro de 2011. Não há espaço para uma terceira candidatura capaz de conquistar mentes e corações dos eleitores, principalmente do sudeste, região com maior densidade eleitoral.
Para ser ter uma ideia, Ciro Gomes que governou o Estado do Ceará, luta para ser este candidato, não conseguiu até agora bons resultados nas pesquisas de intenção de voto. Mesmo assim, sonha em ser vice de Dilma.
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva foi colocada no tabuleiro político como uma opção dos simpatizantes das questões ambientais, tão em voga nas grandes cidades e classe média. Seu discurso ainda não encontrou apoio dos eleitores.
Diante desse quadro que se desenha para a corrida presidencial, o nome de Katia Abreu passa longe desse debate de indicações. Nem para ser vice na chapa do candidato das oposições José Serra.
É que o DEM sofreu um grande revés político/moral com o governador afastado José Roberto Arruda. Além disso, por ser defensora da propriedade privada e contra as invasões do MST, com certeza sofrerá acusações caluniosas e difamatórias "de defender latifundios, desmatamentos, queimadas, trabalho escravo, etc". Numa campanha eleitoral, imagem é tudo. As fotos são mais importantes que os fatos. Ninguém quer um vice que traga problemas. Ela não é unanimidade nem na CNA.
Os vices candidatos, tanto de Dilma como de Serra sairão ou de Minas Gerais ou do Nordeste.
Fique tranquilo, enquanto existirem pessoas preocupadas com o desenvolvimento sustentável do Brasil, o setor do agronegócio não será engolido por sindicalistas.
Sucesso e paz,
Rui Moura

ANHEMBI - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 15/03/2010
SÃO PAULO - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA
EM 12/03/2010
É claro que os sindicatos devem representar a categoria. Este é o objetivo estrutural do sindicalismo seja patronal ou dos trabalhadores.
Porém, o sindicato não deve fazer política partidária, porque correria o risco de se tornar um partido político disfarçado.
Mesmo assim, o sindicato tem o dever de promover entre seus associados a formação política necessária para que seja defendido em diversos níveis de poder, sem ser braço político de um partido.
Se a classe produtora não se sente defendida é porque sindicatos/cooperativas não estão dando a devida atenção a formação política do setor.
Isto não significa que sindicatos/cooperativas estão ausentes na defesa do setor. Existem lideranças sinceras que estão preocupadas com os problemas que afetam o setor lácteo.
Obrigado pelas suas observações pontuais, sem dúvida você poderá contribuir ainda mais para o engrandecimento da comunidade leiteira.
Abraços,
Rui Moura

LAVRAS - MINAS GERAIS - TRADER
EM 12/03/2010
JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS
EM 11/03/2010

PARANAÍBA - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 09/03/2010

TEIXEIRA DE FREITAS - BAHIA
EM 09/03/2010
Quantos sindicatos de produtores rurais temos no Brasil? Quantos votos poderiam ser direcionados para eleger um representante legítimo, que realmente defenda os nossos interesses?
A organização da classe de produtores rurais deve passar pelo sindicato. O conjunto de todos os sindicatos deve eleger as representações estaduais e federais com o maior critério, analisando o passado de cada candidato, o que ele já fez no passado ao ser colocado como representante do produtor rural.
Espero que muitos produtores se manifestem neste artigo, caso contrário, teremos uma confirmação de que o produtor está desligado e deixando seu destino nas mãos de outrem
um grande abraço