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"A produção uruguaia é menor que a de todo o PR, será que não temos potencial para sermos melhores?"

ESPAÇO ABERTO

EM 26/12/2018

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Por Alessandro Ferreira, Engenheiro Agrônomo, formado pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). 

Olá, não sou produtor de leite, moro no Sul do país e trabalho com assistência técnica focada na produção leiteira. Auxílio - além da gestão técnica - a gestão financeira de algumas propriedades leiteiras nos últimos quatro anos. Por isso, eu consigo entender a revolta de muitos produtores com essa grande baixa dos preços de leite, pois uma grande variação é prejudicial a qualquer setor. Esse fator (imprevisibilidade) atrapalha e muito o planejamento das propriedades, apesar de saber que os produtores da nossa região - mesmo com a baixa - fecharão o ano com um preço médio de leite maior que os três anos anteriores.

Mas por que resolvi escrever esse post? Resolvi escrever porque faço parte da cadeia, me importo com seu futuro e acompanho o mercado e os posts do MilkPoint. Mas, principalmente, por que vejo contradição nas reivindicações que tenho recebido via mídias sociais nesses últimos dias.

A primeira é quanto a restrição de importação de leite. Ao meu ver, a baixa nos preços, já é uma grande restrição, pois no primeiro trimestre do ano, pouco foi importado devido aos preços estarem mais estáveis.

A segunda coisa é que nossa produção já está próxima do limite de consumo interno. Se a população não recuperar poder aquisitivo, vai sobrar leite internamente e se tivermos preços muito acima do internacional, não teremos o que fazer.

A terceira são os preços de leite muito altos desfavorecem os produtores familiares, pois mascaram ineficiências com a grande escala de produção. Exemplo: um produtor de escala com margem de 10 centavos em 10 mil litros recebe mais que um produtor mais eficiente que tem margem de 50 centavos mas produz 1 mil litros, com mesmo preço.

Quarto: quem votou no futuro presidente votou em um discurso de menos intervenção estatal, não?

Quinto: a produção de leite do Uruguai é menor que a de todo o Paraná, será que não temos potencial para sermos melhores?

Sexto: quanto maior a onda, maior o recuo do mar após ela. Tivemos leite sendo vendido a R$ 3,30 ao consumidor, assim, é de se esperar um recuo grande no consumo.

Sétima: quanto menor o mercado, maior a variação de preços, por isso é importante a exportação.

Para finalizar, acredito que eficiência dentro da propriedade, assistência técnica e ações de abertura para exportação são ações importantes para o futuro da pecuária leiteira brasileira

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SADI MACAGNAN

ANTÔNIO PRADO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/01/2019

Alessandro. concordo com você também com o Marcelo.
O Uruguai, Paraguai, Argentina e outros países vizinhos, são tranpolim para entrada, no Brasil, de produtos de diversos países.
Deveria haver melhor controle na entrada. Uma solução é taxar a entrada de produtos de outros países e repassar parte para assistência técnica, no mesmo setor. Exemplo: na importação do leite, parte dos valor arrecadado, destinar para a cadeia do leite. Já que o custo Brasil é maior que o de outros países, temos que fortalecer os diferentes setores, para que sejam competitivos. Mais de 30.000 famílias já pararam com a atividade leiteira nos últimos 5 anos.
TIAGO MANTOVANI

SANTO ANTÔNIO DA PLATINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/01/2019

Muito boa a parte que voce diz "Votamos no futuro presidente com um discurso de menos intervenção estatal. Ou seja preparem -se para sermos mais eficiente enquanto o governo melhora a burocracia, acaba com os "subsidios" e abra o mercado.
LETÍCIA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - ZOOTECNISTA

EM 07/01/2019

Não sou produtora de leite, mas sou zootecnista e trabalho no ramo. O que pude tirar de conclusão geral observando a acadêmia e campo é que mais da metade da tecnologia desenvolvida não chega ao produtor (principalmente ao pequeno) e muito do que chega não é aplicado. O mundo gira e muda muito rápido, existem muitos fatores que influenciam negativamente com certeza, porém o que se pode e fazer é se desenvolver, buscar atualização, tecnologia não é só o que tem de moderno e caro, existem formas alternativas, o importante é se adequar. Não precisamos derrubar uma árvore para dobrar a produtividade no Brasil, o que precisamos é aprender a aplicar a sustentabilidade e lucrar com ela. Não adianta por a culpa no governo, nas politicas de conservação ou no preço do vizinho o caminho mais eficiente é aprender o novo "pegar e fazer".
SALVADOR ALVES MACIEL NETO

BARRA DO PIRAÍ - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 01/02/2019

Cara Letícia, também sou Zootecnista ,mas também produtor de leite, em meu pensamento acho que o produtor de leite tem que se preocupar com custos de produção, produtividade, qualidade e cobrar de nossos dirigentes melhorem os preços de energia , diminuam impostos , melhorem a infraestrutura, estes fatores são fora da fazenda e o produtor não tem como interferir
SALVADOR ALVES MACIEL NETO

BARRA DO PIRAÍ - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 07/01/2019

parabéns por sua postagem, concordo que quanto mais nos fecharmos mais estaremos protegendo a ineficiência a concorrência é sadia, temos de lutar por diminuir custos de produção , menos impostos, melhores estradas para diminuir custo de carreto.
Estou fazendo um estudo sobre o custo da mão de obra e outros itens no preço final do leite e cheguei aos seguintes dados : com este custo de salário se eu tirar 200 litros dia esta mão de obra ira representar R$ 0,3195 eu tiro 500 litros dia e esta mão de obra custa R$0,12. eu acho que nós produtores temos de focar nossos esforços no custo de produção e na qualidade de nosso produto. Nós trabalhamos com um produto de liquidez total que nos da produção 365 dias por ano. Quem não se tornar profissional na produção leiteira dificilmente continuará no mercado.
MARCELO

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/12/2018

Será que o Uruguai é tão eficiente que suas vacas chegam a produzir 200 lts (de média) por dia? Certamente que não. E sabido que o Uruguai serve de trampolim para o leite que vem da Nova Zelandia e outros países e, se fizermos um comparativo, em determinados momentos, a quantidade de leite importado de lá é bem maior que a sua produção. Se não podemos fechar a importação, podemos estabelecer cotas. Sem falar na qualidade que nos é (justamente) cobrada e que é duvidosa no leite que vem de lá.E desleal com o produtor Brasileiro.
MARCELO

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/12/2018

Na minha opinião, o problema não está na quantidade que o Uruguai produz, mas na quantidade que ele exporta para o Brasil... Ele não exporta somente o seu excedente. Ele serve como trampulim para o leite que vem da Nova Zelandia e alguns outros países. Se fizermos as contas do leite que importamos do Uruguai e a sua produção, veremos que em algumas épocas suas vacas produzem mais de 200 lts. por dia. E muita "eficiencia...". Assim jamais vamos ter condições de competir com eles. E desleal. Sem falar na qualidade que nos é cobrada (justamente), mas que é duvidosa deste leite que vem de lá.
HOMERO DE BONI JUNIOR

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 27/12/2018

Prezado Marcelo, se a conta fosse esta de que o Uruguai produz menos que exporta ao Brasil já estaria resolvido o tema, pois restaria comprovada a triangulação. Mas onde estão estes números?
Quanto a qualidade do leite do Uruguai acredito que é melhor que a do Brasil, considerando médias nacionais.
CRAIG BELL

JABORANDI - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/12/2018

Marcelo,

É natural que nações exportadores tem variações de estoques pois eles também tem sazonalidade de produção. Tem que analisar periódos bem mais longo que "algumas epocas". Em mais que 20 anos observando essa tema, nunca vi alguém produzir evidencia concreta de triangulação. Não seria melhor que essa caça de fantasmas pare, e o enfoque muda para ações para melhorar a baixa produtividade que temos no Brasil comparado com Uruguai? Algo positivo no lugar de algo politico!

Concordo com Sr. Homero sobre qualidade também. Tem muito a fazer aqui no Brasil para abaixar CBT e CCS entre outros parametros de qualidade.
SIDNEY LACERDA MARCELINO DO CARMO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 31/12/2018

Bom dia a todos.

Sou produtor de leite a 12 anos. Sou engenheiro agrônomo, a 21 anos, formado pela UFV; mestre em genética e melhoramento de plantas; pós graduação em extensão rural com foco em bovinocultura de leite e trabalho na Emater-MG. Concordo plenamente com Roney é muito difícil produzir no Brasil a custos nacionais e competir com importados a custos internacionais. Na prática só estou na atividade ainda porque trabalho em regime de parceria porque se fosse para arcar com o custo de um empregado já teria desistido.
MURILO ROMULO CARVALHO

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/01/2019

Prezado Sidney, se formos considerar essa teoria de produzir no Brasil e competir com o importado para o leite, devemos expandir para outros setores também. O leite brasileiro está sujeito a interferência no preço do leite no mercado mundial, assim como outras commodities (petróleo, milho, soja, carne e por aí vai). Nos EUA, por exemplo, o preço médio do leite vai fechar 2018 abaixo de U$0,20. Ou seja, convertendo, o produtor está recebendo R$0,80. Isso com um funcionário que recebe ao redor de U$10 por hora trabalhada. A mão de obra no Brasil é barata se comparada com maior parte do mundo (aqui no Canadá, onde moro, o salário mínimo está em 15 dólares canadenses por hora). Com efeito, a eficiência tem que ser mais alta, com mais leite produzido por funcionário empregado. Concordo com você que é um entrave e fator chave na pecuária leiteira, mas precisamos sim melhorar nossa eficiência. Um abraço.
EM RESPOSTA A MURILO ROMULO CARVALHO
SIDNEY LACERDA MARCELINO DO CARMO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 02/01/2019

Prezado Murilo,

Nestes países têm como se planejar porque a maioria dos custos não sofrem variações como no Brasil, além das taxas de juros de financiamento praticamente negativa.
EM RESPOSTA A MURILO ROMULO CARVALHO
SALVADOR ALVES MACIEL NETO

BARRA DO PIRAÍ - RIO DE JANEIRO - PESQUISA/ENSINO

EM 07/01/2019

concordo inteiramente com sua colocação, temos de nos tornar ´profissionais da produção.
EM RESPOSTA A MURILO ROMULO CARVALHO
SIDNEY LACERDA MARCELINO DO CARMO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 07/01/2019

Prezado Murilo,

Todos que produzem no Brasil, de qualquer setor não suportam a entrada de importados. Estão sufucados, ou seja, desde a implantação do real só quando o dólar está em alta que conseguem se proteger da entrada de produtos do mercado
internacional.
HUGO CELSO COELHO

BRUMADINHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/12/2018

Bom dia a todos.

Sou produtor de leite a 10 anos. Sou engenheiro agrônomo formado pela UFV, com 21 anos de experiência, mestre em genética e melhoramento de plantas e com pós graduação em extensão rural com foco em bovinocultura de leite. Concordo plenamente com Roney é muito complicado produzir leite com todo custo nacional e competirmos com leite importado com custo internacional. Na prática a situação é muito mais complexa que a teoria. Posso lhe dizer que só continuo a ser produtor de leite por que trabalho em regime de parceria porque se fosse para absorver os custos de um empregado já teria desistido.
HELIO ALVES GARCIA

MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PARANÁ - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 31/12/2018

A realidade é nua e crua: os preços internacionais de leite são em torno de US$ 0,30 a 0,35 e, se o nosso pais quiser ser competitivo neste mercado, tem que trabalhar com estes números. A cadeia da carne, principalmente a de suínos e frangos, já se atentou a isto há muito tempo...
RONEY JOSE DA VEIGA

HONÓRIO SERPA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/12/2018

Acorda pra vida companheiro, produtor de frango e suíno no pais é empregado de indústria!! Recebe salário dentro da própria terra!! Realidade muito parecida com muitos pequenos produtores de leite que hoje trabalham de graça pra laticínio!!
GILBERTO ARALI BOZO

JAGUAPITÃ - PARANÁ - TÉCNICO

EM 31/12/2018

Na teoria tudo é maravilhoso!!! Claro que sempre temos que buscar eficiência produtiva, mais não venha com essa conversa que é só esse fator que vai salvar o produtor!! Sou médico veterinário e produtor de leite, se comparar o custo de produção de 10 anos atrás com o preço do leite, o produtor está ganhando cada vez menos, e não existe eficiência produtiva que salve uma desvalorização igual a que estamos vivendo!!! Chega de conversa para boi dormir!!! Ou é barrado esse leite que atravessa o Uruguai num custo ridículo para destruir os produtores do Brasil ou num futuro muito próximo só existirá produtor de grande escala!!!!
BRENO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS

EM 01/02/2019

Concordo com vc, sou produtor de leite desde 2006, quando ainda produziamos queijo, em 2007 começamos a vender para laticinios, não tive como adaptar a queijaria ás novas normas, tenho notas fiscais de leite vendido em outubro de 2007 ao valor de $0,82, centavos de real, em fevereiro de 2018, recebe esse mesmo valor pelo litro de leite, e há uma diferença, em 2007, a ordenha era manual, em curral de chão batido, sem custo de energia, manutenção de ordenha, energia barata, hora máquina há R$40,00 reais, não se exigia tanta qualidade do leite, então a limpeza de tanque e ordenha era feita com produtos baratos, vacinas, remédios tinha valor irrisórios comparados aos atuais, sal branco R$5,00, sal mineral R$20,00, mão de obra, um salário hoje não se tem funcionário com menos de 2 salários em minha região, adubos, sementes insumos em geral valores reais, sementes tanto de capim quanto de pastagens em valores inferiores aos de hoje, então, hoje compro são branco há quase R$20, sal mineral há R$70 reais, se não quiser aquirir sem qualidade, milho tenho notas de 2007 no valor de R$9,00 a saca de 60 kg, hoje em minha região não sai menos de R$40, ração pagava R$15,00, saca de 40kg ração 25%, hoje pago R$45, 40kg, ração 22%, ou seja, o valor do leite continua o mesmo, mas tudo que está envolvido na produção saltou a 100, 200, 300% ou mais, essa é a realidade do produtor de leite no Brasil, somente quem produz, sabe o custo e a dificuldade, quem acompanha de fora, não tem como opinar, mesmo quem tem profissão atrelada á atividade, não tem como saber a real situação do produtor, a proposito, eu busco sim, aperfeiçoar, fazer cursos, buscar redução de custo sem comprometer a qualidade, busco tecnologias novas, as quais consigo adquirir e ou ter acesso, mas não é simples assim, como disse a colega e alguns que tem opinado na publicação, repito so quem está na briga sabe o quanto ela é violenta quando paramos um minuto de pensar e lutar.
EM RESPOSTA A BRENO
ANTÔNIO CARLOS GUIMARÃES COSTA PINTO

EM 08/02/2019

O Breno está coberto de razão. Quem está na atividade a muitos anos, e VIVE do leite sabe bem o que é. O resto dá palpite, já que ganham dinheiro em outras atividades e se acham doutores para dar pitaco
HOMERO DE BONI JUNIOR

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 31/12/2018

Os produtores de leite do Uruguay vivem uma crise em função de preços baixos. Certamente se as nossas associações consultarem o INALE ou os sindicatos dos produtores de leite do Uruguay, terão neles um grande aliado para bloquear entrada de leite por triangulação (o que não acredito que esteja acontecendo).
Assistimos uma palestra do Secretário da Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, e ele salienta que não há impedimento para importação de frango do exterior, mas não importamos. Por quê? Porque somos eficientes. Precisamos ter autocrítica para entender que ainda temos muito que fazer para buscar a eficiência que evite as importações e nos permita exportar lácteos.
ALEX REZENDE

EM 31/12/2018

minha opinião é que antes de querer que se produza leite ,tem que ser vista a politica de manutenção do preço deste produto ,acompanhando ao menos as altas dos preços dos insumos utilizados para produzir este leite. Não vejo outra forma de se garantir produção leiteira no Brasil.
DARLANI PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/12/2018

O problema maior é que o leite é produto de troca , com esses países , Uruguai , Argentina, não sei se tem outros, com carro e peças automotivos, e o leite em sua maioria nem é desses países , é Europeu , que é descartado lá , e vira leite em pó , então, é mais ou menos isso, onde nós produtores de leite , que pagamos impostos elevados em tudo , levamos a pior, e os mercados aumentam muito os seus lucros, fazendo o produto ficar na prateleira.
RUDE KOPHAL

DIONÍSIO CERQUEIRA - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/12/2018

Gostei do comentário. Mas não acredito que é leite uruguaio que vem, e sim outros batizado de outros países. Não acredito em valores tão baixo de importação.
RUDE KOPHAL

DIONÍSIO CERQUEIRA - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/12/2018

Gostei do comentário. Mas não acredito que é leite uruguaio que vem, e sim outros batizado de outros países. Não acredito em valores tão baixo de importação.
NILSON CARVALHO

RIO VERDE - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/12/2018

A importação de leite é um problema sim, lembrando senhores que o leite que vem do Uruguai para o Brasil, não é somente o leite Uruguaio, tem também leite da Nova Zelandia, que usa o Uruguai como porta, então precisamos sim barrar essa importação, e além do mais não me venha falar que somos ineficientes, coloque na ponta do lápis o custo Brasil, registre um funcionário e veja quanto custa, temos 20% da area em reserva, qual pais do mundo tem isso ???Olha o preço do óleo diesel, da gasolina, é impossivel concorrer com os outros paises...
DARLANI PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/12/2018

Isto.
CRAIG BELL

JABORANDI - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/12/2018

Prezado Nilson,

Essa asserção de triangulação existe por anos, nunca foi provado, e até no ano passado foi desmentido por um equipe da MAPA visitando Uruguai. Se o senhor tem evidencias ao contrario agora por favor compartilhe com tudo mundo. Caso que não, seria melhor ficar quieto e parar de espalhar falsidades.
EM RESPOSTA A CRAIG BELL
HOMERO DE BONI JUNIOR

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 08/02/2019

Até porque a triagulação envolveria também burlar a Receita Federal do Uruguay. Lembro que o leite de terceiros países para entrar no Mercosul está sujeito a cobrança da TEC (Tarifa Externa Comum) que acredito ser de 28%. O Uruguay , e especialmente os produtores de leite de lá, não permitiriam que o leite fosse importado sem a cobrança desta tarifa.
EDER GHEDINI

TAPEJARA - RIO GRANDE DO SUL

EM 31/12/2018

O fato de o Uruguai produzir menos leite que o estado do Paraná não diz absolutamente nada sob meu ponto de vista com vistas a preço de leite, até porque eles exportaram genética para nós, por exemplo, oque interessa é eficiência. Lembro me que a 20 anos atrás, um golpista neste setor, bem conhecido trazia animais do Uruguai para cá, na época era dono de laticínio e embolsava uma boa quantia por animal repassando os para produtores que depois ele mesmo deixou na mão, o castelo de vidro sucumbiu, agora me pede se ele ficou mal financeiramente? O setor precisa expurgar os aproveitadores!
RONEY JOSE DA VEIGA

HONÓRIO SERPA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/12/2018

Iniciou se descredenciando ..." não sou produtor de leite" !! Companheiro, sou médico Veterinario formado em uma das melhores instituições de ensino dessa categoria que e a UFSM, tenho mais de 20 anos de prática aliada a teoria, SOU PRODUTOR de leite ha 10 anos, e já estou de saco cheio de ler reportagens com diagnósticos superficiais e mal intencionados iguais aos seu, sempre jogando para o produtor a conta a ser paga! Não existe atividade em areal rural mais complexa que a produção de leite, e não há em nível nenhum , ajuda que qualquer tipo para os produtores, somos bucha de canhão do Mercosul, somos obrigados a vender leite a preços internacionais com o custo nacional!! Isso é piada de mau gosto!! Muito produtor só está na atividade ainda, porque sair custa muito caro!! Como disse um amigo ali em cima , corte seu salário em 50 % e depois venha conversar comigo...!!
DOUGLAS GEHRKE

EM 31/12/2018

A importação é sim o grande problema. Nessa época aparece um monte de "especialistas no assunto" dizendo que o volume importado é insignificante. Será que são tão ingênuos assim? (Para não falar outra palavra) Ou são mal intencionados? Todo mundo sabe que no final do ano o consumo de leite e derivados cai, menos o preço na prateleira do supermercado. Geralmente quem importa leite são grandes empresas, dificilmente um laticínio pequeno vai fazer isso, e quando o leite importado entra no mercado com um preço inferior, as empresas pequenas não tem o que fazer se não abaixarem os preços também, ou abaixa ou os consumidores compram da concorrência que é mais barato. Então, não importa o volume de leite que entra no país, mas sim o preço que ele vem. É só bloquear a importação que tudo se resolve.
CRISTIANO RAMOS EVANGELISTA

ITABERAÍ - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 31/12/2018

Situação do produtor realmente é complicada. Hoje na região de Mossâmedes GO, o leite despencou para faixa R$ 1,00 com tendência de baixa ainda em dezembro. O produtor tecnificado, que intensifica suas pastagens fica encurralado pelo preço baixo pago pela indústria que aliado aos altos preços de adubos, defensivos e insumos desestimula a cada dia a atividade.
BRENO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS

EM 01/02/2019

em minas tem cetenas de produtores recebendo abaixo de R$1.00,, eu recebi em dezembro a R$0.98, comprei insumos em agosto, meu leite estava em R$1.45, hoje ainda estou pagando a compra que parcelei em 10 vezes, como se consegue planejar com essa variação de preços para baixo, e os custos somente para cima??,