Mundo Sustentável
A natureza está em alta nesta semana. Em 5 de junho celebra-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Governos, escolas, empresas e ONGs programam significativos eventos. Bonitos discursos serão ouvidos. Há o que comemorar?
A natureza está em alta nesta semana. Em 5 de junho celebra-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Governos, escolas, empresas e ONGs programam significativos eventos. Bonitos discursos serão ouvidos. Há o que comemorar?
Caro Wilson,<br>Muito interessante seu comentário. Mais interessante ainda os comentários que se seguiram classificando-o de repreensão ao meu xará, André. Denotam uma triste miopia: "quem pensa diferente de nós, só pode estar errado e deve merecer mesmo um "puxão de orelhas". Contribuem pouco ao encontro de ideias, única possibilidade de se encontrar uma solução que harmonize todos os interesses que cercam a questão ambiental.
Muitos de nossos problemas urgentes e graves, que levam o nosso agronegócio do leite aos "trancos e barrancos" são decorrentes de questões que não foram convenientemente solucionadas a longo e médio prazos. Temos a convicção de que se contássemos com mecanismo permanente adequado para estabelecimento da política e planejamento do setor leiteiros, distorções como essas recentes importações de leite em pó da Argentina e as grandes distorções entre a variação de preço ao consumidor poderiam, se não evitadas, ser pelo menos muito minimizadas.
Em pleno século XXI fazer Reforma Agrária ao moldes do século XIX, pela força, está totalmente fora de moda e de alcance. A sociedade de hoje, com muito mais acesso à informação pela mídia em geral e pelo avanço da Internet, está mais preparada que a de 25 anos atrás, quando o MST começou.
É interessante observar que, no contexto da turbulência econômica mundial, a agropecuária tenha ocupado lugar de destaque no resultado do PIB brasileiro em 2008. Avançou 5,8%, enquanto a alta acumulada da indústria foi de 4,3%, seguida pelos serviços (4,8%), conforme divulgou recentemente o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Até mesmo nos últimos três meses de 2008, quando se verificou a internacionalização da crise e a manufatura caiu 2,1%, o setor cresceu 2,2% em relação ao mesmo período de 2007. A análise desses números mostra ser a produção do campo decisiva para que o Brasil supere a presente conjuntura negativa, uma das mais graves da história do capitalismo.
O jornal O Estado de São Paulo, no dia 12 de dezembro de 2008, publicou a matéria "Crise expõe situação frágil das empresas de leite", mostrando que as cooperativas e lacticínios de uma forma geral estavam numa situação financeira difícil, decorrente de expansões para disputar um mercado onde a produção cresceu muito nos últimos anos, sendo que de 2007 para 2008 a produção cresceu 2,5 bilhões de litros, e essa oferta excessiva ter levado os preços a despencarem e a estoques elevados.
Nós que vivemos, comemos e respiramos a área rural, sofremos acessamos diariamente o caderno rural ou de agronegócio, enquanto a maioria da população passa distante dos mesmos. Estamos cada vez mais bem informados, sites como os da Rede AgriPoint nos deixam atualizados e tomamos conhecimento de tudo que nos diz respeito no Brasil e no mundo, todavia, nos afastamos, cada vez, mais da "opinião pública".
Pode parecer surpreendente a dimensão das comemorações em torno dos 200 anos de Charles Darwin e dos 150 anos da Origem das Espécies, sua obra-prima. Exposições, livros, programas de TV, reedição de suas obras, discussões, à primeira vista tudo soa ampliado se comparado às homenagens relativas a outros cientistas, descobertas e teorias que ajudaram a compreender a física, a química, a biologia, a vida.
O Projeto de Lei 4.006 de 2008, que tramita no Congresso, propõe alterações nos artigos 2º, 16º e 44º do Código Florestal. A proposta da CNA apresentada na 18ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados também propõe modificações nesses artigos. É importante que os políticos e lideranças setoriais tomem as preucauções necessárias para que ações isoladas não causem desencontros, que acabem prejudicando o que certamente todos querem: encontrar solução para a necessária reforma do Código Florestal que atenda às necessidades da produção de alimentos e de preservação do meio ambiente.
Um dos temas de ordem política mais controversos em discussão em Brasília é a reforma do Código Florestal brasileiro, sobretudo nos pontos que se referem às atribuições legais de responsabilidade sobre o meio ambiente que são impostas aos produtores rurais. No que diz respeito à conservação, o Código estabelece que os produtores têm duas obrigações legais: cumprimento da reserva legal (RL) e, adicionalmente, proteção de áreas de preservação permanente (APPs). O primeiro elemento que justifica a reforma é a necessidade de encontrar soluções para equacionar o problema do passivo ambiental que hoje atormenta os produtores.
Ao comemorar 25 anos, o MST enfrenta grave dilema. O bonde da história exige sua mutação. É impossível manter sua ideologia e preservar seus métodos num mundo diferente daquele que o criou. Por essa razão, há tempos o MST constrói a fábrica de sem-terra na periferia urbana. Nem isso, porém, funciona mais. O emprego e o Bolsa-Família tomaram o lugar da arruaça.
O jornal O Estado de São Paulo publicou no dia 27/01/2009 notícia de que o ministro do Meio Ambiente quer envolver especialistas e os governos estaduais na mediação de sua divergência pública com o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em torno da reforma do código florestal. É preciso que fique bem claro que o Ministro Sthephanes representa no País a agricultura e a pecuária, envolvendo grandes, médios e pequenos produtores, e a responsabilidade de garantir o abastecimento para nossa população. E o descontentamento com o Código Florestal vigente se manifesta em grandes, médios e pequenos produtores, que trabalham para abastecer o País e outros países que necessitam importar alimentos.
A cadeia produtiva do leite no Brasil passa por grandes mudanças. Em quatro anos, deixamos de ser importadores de lácteos para nos tornar exportadores. Apesar do volume exportado ser pequeno, já escolhemos o rumo que devemos tomar. No entanto, a atividade leiteira no país ainda é um negócio sensível.
Cadê meu pagamento? "Caixa postal lotada. Por favor, ligue mais tarde." Assim começou a manhã de quarta-feira, 7 de janeiro, para mim. Provavelmente para muitos outros, também, todos eles produtores de leite e fornecedores de um grande laticínio paulista, como eu.
O tema da sustentabilidade é hoje uma questão "sine qua non" no negócio dos alimentos, fibras, bebidas, energia e demais derivados das matérias primas vegetais e animais - o agronegócio. Nessa ambientação de globalização, a "agriwar" representa a guerra comercial, das percepções, da distribuição e da origem das matérias primas, entre os diferentes interesses competitivos no mundo.
As cadeias produtivas que se encarregam de prover os alimentos de que todos precisamos têm inúmeros pontos em que ocorrem perdas e desperdícios que poderiam ser evitados. As discussões sobre o tema geralmente enfatizam os processos de colheita e transporte ou o descaso com que o consumidor final trata os produtos que leva para casa. Pouca gente comenta, no entanto, o grande desperdício que ocorre nas gôndolas dos supermercados.
Vi em matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, em 10 de outubro passado, que a CNA encaminhou ao MAPA pedido para a prorrogação do pagamento de 5 bilhões de reais de dívidas de investimento de produtores rurais que vencerão no dia 14 de outubro, e para a CNA, uma nova prorrogação é necessária porque a crise reduziu a oferta de crédito para os produtores às vésperas do período de incremento do plantio da nova safra.
Em 2002, li no MilkPoint artigo <a href="http://www.milkpoint.com.br/?noticiaID=8541&actA=7&areaID=50&secaoID=128" target="_Blank"><u>"Quem vai pagar a conta?"</u></a>, onde o autor, defendendo o liberalismo econômico e a economia de mercado, se mostrava preocupado que com o processo eleitoral em curso, candidatos assumissem propostas que pudessem resultar numa intervenção do governo na economia, como a adoção de tarifas seletivas e subsídios para setores que considerassem estratégicos, e citava uma expressão muito comum nos USA <i>"there is no free lunch"</i> - não existe almoço de graça! E mostrava que se o setor que recebeu o benefício não pagou a conta do almoço, quem vai pagar é a sociedade.
Há aproximadamente uma década um pequeno grupo de amigos se reuniu em uma fazenda produtora de leite, ao meio de uma grave crise do setor. Os preços no varejo estavam baixos, a remuneração ao produtor era extremamente ruim e o desânimo era geral. Naquela época o Brasil era um dos maiores importadores de leite do mundo, a informalidade era grande e crescente e o setor era extremamente conflituoso na relação entre os elos da cadeia produtiva.
Ao final de 2007 o Governo Paulista adotou uma nova política tributária para o setor lácteo em especial para o leite longa vida. A decisão materializou-se através dos decretos 52.381 e 52.586, de novembro e dezembro de 2007, respectivamente. O objetivo deste estudo é analisar os principais indicadores do setor lácteo no Estado de São Paulo, para identificar os reflexos no curto prazo da política tributária adotada.
A ciência e a tecnologia de ponta para a produção de leite nos recomendam a utilização da raça Holstein (HPB) em instalações do tipo confinamento e denominadas de "Free Stall", com alimentação à base de silagem de milho e concentrados tais como caroço de algodão, polpa de laranja, farelo de soja, milho, etc., além de, é claro, suplementos minerais tão necessários a nutrição animal - já que os solos e, conseqüentemente, as plantas e alimentos oriundos desses solos não mais dispõem desses mesmos minerais - e, de preferência, com rebanhos acima de 100 animais.
A competitividade internacional do leite australiano é reconhecida no mundo inteiro e, juntamente com a Nova Zelândia, esse país se caracteriza como um dos grandes atores no mercado global. Dentre os principais atributos da competitividade da Austrália, estão a escala, a alta produtividade e qualidade, a regularidade de oferta e o baixo custo de produção do leite à base de pasto, quando comparado com a Europa e Estados Unidos.
O Brasil é carente de informações estatísticas sobre a produção de lácteos segmentados por tipo de produto. O objetivo deste artigo é atualizar para o ano de 2007 os dados estatísticos dos queijos, leite longa vida, leite em pó e leite pasteurizado em nível nacional apresentados no trabalho Mapa do Leite no Estado de São Paulo para o ano de 2005.
Conforme prometido em artigo anterior, proponho neste um caminho para que o produtor rural tenha união através de entidades efetivamente representativas, com o objetivo de conquistar solidez e sustentabilidade no seu negócio. Conforme solicitado, amigos e leitores enviaram e-mails e propostas, provenientes do Brasil inteiro, algumas delas publicadas no blog <a href="http://richardjakubaszko.blogspot.com" target="_Blank"><u>(Clique aqui para ler)</u></a> ou no Portal Agrolink, e em outros sites e blogs que replicaram o artigo. O que se percebe é que, além da revolta com o atual status quo do produtor, de generalizada desunião, as propostas sugerem apenas caminhos específicos, sem uma visão holística ou sistêmica.