Celebrado em 11 de outubro, o Dia Mundial do Doce de Leite homenageia uma das iguarias mais amadas da América Latina e do mundo. Cremoso, adocicado e versátil, o doce de leite carrega uma história antiga, marcada por disputas de origem e adaptações culturais.
Embora a Argentina seja o país que mais reivindica a invenção do doce, registros indicam que versões semelhantes já eram feitas há séculos em diferentes regiões do mundo. Povos do Oriente Médio e do Mediterrâneo cozinhavam leite com açúcar ou mel, enquanto na Índia o khoya já era produzido muito antes de Cristo. Na Europa medieval, o doce ganhou força em países como Espanha, Portugal e França.
Quando chegou à América, no período colonial, a receita ganhou novas formas e nomes.
No México surgiu a cajeta, um doce feito com leite de cabra e açúcar cozidos lentamente até caramelizar. Muito apreciada em sobremesas ou consumida pura, é um símbolo cultural do país, associado à história da independência.
Na Colômbia, o arequipe; feito com leite e açúcar cozidos lentamente até formar uma consistência cremosa e caramelizada.
Nos Andes, o manjar blanco; um doce de leite cremoso, espesso e de cor clara, que difere das versões encontradas em outros países da América Latina por sua preparação mais delicada.
No Cone Sul, o famoso dulce de leche, que até hoje gera disputas entre Argentina e Uruguai pela autoria.
No Brasil, o doce de leite é uma iguaria tradicional, presente em diversas regiões com pequenas variações de preparo e sabor. Feito geralmente com leite de vaca e açúcar, o leite é cozido até adquirir cor dourada e textura cremosa ou firme.
O doce de leite é consumido puro, como acompanhamento de pães e bolos, ou como ingrediente em sobremesas típicas. Além de seu sabor marcante, ele carrega forte identidade cultural, sendo símbolo da doçaria brasileira e presença constante em festas populares.
Agora que você conhece melhor esse doce tão tradicional, que tal testar seus conhecimentos com uma cruzadinha?