Influência do ambiente quente na fisiologia das vacas
Os parâmetros fisiológicos são afetados negativamente em condições ambientais acima da zona da temperatura ideal das vacas. Saiba mais sobre os impactos.
Os parâmetros fisiológicos são afetados negativamente em condições ambientais acima da zona da temperatura ideal das vacas. Saiba mais sobre os impactos.
O estresse térmico (<b>ET</b>) afeta negativamente todos os aspectos da produção de vacas leiteiras. A queda da produção de leite e as perdas reprodutivas durante o verão afetam significativamente o potencial econômico das fazendas leiteiras. A indústria leiteira continua a manter o foco na seleção de características genéticas para produção de leite, o que pode aumentar ainda mais a suscetibilidade das vacas leiteiras ao ET e intensificar ainda mais as quebras na produção de leite durante o verão e a piora do desempenho reprodutivo.
Em uma série de artigos anteriores publicados na seção "Radares Técnicos em Bem-Estar e Comportamento Animal" pudemos entender o que é o estresse, seu mecanismo de ação e algumas de suas conseqüências na produção animal. Nessa seção sobre Sanidade, iremos discutir alguns dos aspectos relacionados ao estresse térmico infringido à fêmea gestante que influenciam diretamente na saúde de cordeiros e cabritos, aumentando a susceptibilidade às doenças, diminuindo o vigor e peso ao nascimento e aumentando a mortalidade perinatal.
Um dos principais desafios atuais na prevenção da mastite é o controle dos agentes ambientais. Em sistemas confinados, como o <i>free-stall</i>, um dos principais reservatórios de agentes ambientais é a cama das baias, o que significa que a manutenção da limpeza dos tetos depende de um bom <i>design</i> da baia e do manejo de limpeza da cama.
Nesta época do ano, é possível observar casos de estresse térmico na maioria das fazendas produtoras de leite. É uma época difícil, o produtor experiente já tem seus artifícios para reduzir os efeitos, mas todos concordam que produzir leite com altas temperaturas não é uma tarefa fácil.
Nas regiões de clima tropical, o estresse calórico é um dos principais fatores que limitam o desenvolvimento dos animais. Estudos realizados no final da década de 90, (Pezo & Ibrahim 1998), relatam que a temperatura do ar sob a copa de árvores pode ser de 2 a 3ºC inferior na observada a pleno sol, e que interfere parcialmente a passagem da radiação solar, contribuindo na diminuição do incremento calórico dos animais em pastejo. Desta maneira, a implantação de sistemas silvipastoris pode ser ótima opção para reduzir o estresse térmico dos animais, além de contribuir de outras maneiras como citado no artigo anterior.
Em junho de 2008, ocorreu na Finlândia mais uma edição do Simpósio Internacional de Claudicação em Ruminantes. O evento deste ano trouxe atualizações importantes e um dos temas que desperta grande interesse é a avaliação do conforto animal e sua associação com a claudicação.
Para se quantificar a sensação de calor das vacas leiteiras utiliza-se o Índice de Conforto Térmico (ITGU), permitindo que as fazendas lidem melhor com o estresse térmico.
São evidentes e cada vez mais danosos os efeitos do estresse sobre o ser humano e os animais. Viajando pelo sertão nordestino, algumas regiões semi-áridas e de caatinga percebe-se o quanto é triste ver o pasto seco, os animais magros e até carcaças ao decorrer das rodovias. Isto acontece por muitos meses (na época seca), e com certeza os animais lutaram contra a fome e a sede, ou seja, ficaram sob estresse por muito tempo.
Vacas leiteiras são extremamente sensíveis ao calor e isto causa impacto econômico significante para os produtores de leite. Não só perda de produtividade e qualidade de leite (aumento de células somáticas), como também problemas de saúde relacionados com o estresse por calor. Grande parte dos produtores está atenta a algumas práticas de manejo que se tornam essenciais quando se verifica estresse por calor, porém há algumas práticas de ordem nutricional que podem ser adotadas. Neste texto, serão apresentadas mais algumas medidas que podem amenizar os danos causados pelo estresse.
Há necessidade do controle climático da região para as tomadas de decisões e correção de eventuais distúrbios climáticos. Mas será que só isso resolve? É preciso sensibilidade para entender que o animal produz e reproduz mais em ambientes com maior conforto. Muitos podem achar capricho ou luxo, mas podem ter certeza, com o aquecimento global, será uma necessidade geral.
A vaca de alta produção passa a apresentar aumento de temperatura corporal em temperatura ambiente de apenas 26,6 ºC. Como resultado, o estresse térmico causa problemas em quase todos os Estados Unidos, até mesmo em locais no extremo norte como Wisconsin (região fria). As vacas expostas ao estresse térmico apresentam queda no consumo de ração, redução na produção de leite, baixo nível de expressão dos sinais de estro e infertilidade.
O desempenho reprodutivo das vacas de leite cai drasticamente quando elas estão estressadas por temperatura e umidade ambiental altas. Os maiores impactos do estresse causado pelo calor e umidade são a redução da eficiência de detecção de cio, falhas na ovulação (a vaca manifesta cio, mas não ovula) e o aumento da perda embrionária nos primeiros dias após a inseminação.
Já se sabe que o desempenho das vacas decresce rapidamente à medida que a temperatura sobe acima dos 25°C. Entenda melhor sobre o estresse térmico.
Efeitos ambientais na nutrição de bovinos
Vacas com solas finas e sensíveis são um dos maiores problemas dos grandes confinamentos. Existem várias causas para este problema, saiba mais.
Conforme discutido nos radares anteriores, a menor fertilidade no outono pode ser relacionada com efeitos atrasados do estresse térmico no ovócito.
No verão, não se esqueça dos animais secos
A causa primária para o aumento da contagem de células somáticas (CCS) nos rebanhos pode ser o estresse térmico em si. Saiba mais sobre essa possibilidade.
Temperatura: como ela pode afetar a produção de leite?
Rebanhos nos quais os animais sofrem altos níveis de estresse apresentam uma maior incidência de doenças. Veja mais sobre o assunto, acesse.
Estudos com animais sob condições de estresse térmico demonstram alterações de comportamento, fisiologia e bioquímica.
São observados efeitos do estresse térmico no ovário, que podem afetar a fertilidade das vacas. Contudo, seus efeitos diretos no embrião são mais importantes.
A utilização de raças especializadas na produção de leite eleva as preocupações com o stress térmico, especialmente na época do ano que agora se aproxima.