Legislação e inspeção de leite e derivados - de volta ao passado
Esta equivalência permitiria a adequação das pequenas agroindústrias familiares, no que se refere a qualidade, inocuidade e segurança dos produtos produzidos.
Publicado em: - 2 minutos de leitura
É claro que se deve proteger e estimular a pequena agroindústria, que produz produtos regionais que vem sendo valorizados pelos consumidores em geral, quase como uma volta ao passado, quando a produção de alimentos acontecia em sistemas de cadeias curtas (sem a interferência de muitos atores), do produtor, praticamente direto ao consumidor final. O conceito de cadeia curta vem sendo aplicado no mundo todo e tem gozado de profunda simpatia por todos, já que inclui, também, conceitos importantes relacionados ao comércio justo (ou fair trade). O Brasil possui uma diversidade enorme, cultural, alimentar e de produção animal e de alimentos. A sistemática proposta pelo Ministério da Agricultura, de uma forma positiva, permitirá, inclusive que os diferentes produtos regionais, circulassem nas diversas regiões do país. Ganham os pequenos produtores, ganha o consumidor com a maior diversidade de produtos. A população poderá resgatar suas memórias alimentares da infância e cultivar e apresentar para as novas gerações que o leite não vem da caixinha ou que o iogurte não é simplesmente o leite saborizado e colocado em um potinho.
No entanto, as preocupações com a saúde pública são enormes, na medida em que as regras de acompanhamento destas pequenas empresas produtoras de alimentos não estão definidas na sua integralidade. Enquanto as regras não estão claras, a cada dia surge uma nova dúvida. Como evitar a contaminação cruzada em um estabelecimento multifunção, onde pela manhã se abaterá animais e a tarde serão produzidos outros produtos, quiçá derivados de leite? Que acompanhamento da saúde dos animais produtores de leite se o produtor poderá comercializá-lo à porteira de sua propriedade, mesmo que em pequena escala? Que tipo de supervisão técnica este produtor terá para que os procedimentos de produção atendam os requisitos básicos de higiene e controle de processo que evitem ou minimizem os riscos à saúde pública? Dada a diversidade de produtos que temos pelo Brasil, como se dará a padronização dos mesmos? São inúmeras as dúvidas e lacunas que as novas regras deixam.
O fortalecimento da agroindústria familiar é necessário e fundamental para a sustentabilidade social e econômica nas zonas rurais brasileiras. Mas ela não pode ser feita à custa da saúde pública. Corremos o risco de vermos recidivarem doenças humanas que estão sob controle ou mesmo foram erradicadas em nosso país. Uma volta ao passado que ninguém deseja.
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Material escrito por:
Andrea Troller Pinto
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MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 29/09/2015

SANTA RITA DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 10/07/2015

PIRACAIA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 08/07/2015
PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO
EM 08/07/2015
É justamente esta questão. O seu produto, pelo que o senhor relata, tem registro e é inócuo.
A preocupação reside justamente nos que virão a seguir e não com os que já estão trabalhando de forma legalizada e inspecionada. Estes, se espera, continuarão mantendo elevados níveis de higiene e padrão de qualidade. E o SISBI pretende justamente permitir a venda dos produtos de forma mais abrangente, o que é possível se o seu município estiver no sistema e o senhor solicitar. Mas é justa a sua reivindicação e seu posicionamento. O que todas as empresas devem é manter seu cuidado no que se refere a higiene e padrão de qualidade, independentemente de ser pequena ou grande.
Obrigada pela sua manifestação.

GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 08/07/2015
A polícia me para nas estradas e me trata como bandido, apontando arma na minha cabeça.
Tenho uma licença municipal para trabalhar e o meu produto, segundo as análises, é livre de bactérias e contaminações.
Apenas 14% da população mora na zona rural, porque, entre outras, não pode processar seu próprio produto e comercializar livremente com sua licença em outras cidades.
Esta normativa veio para avançar e não retroceder e acabar com esta demagogia de que só a industria grande é segura, e os exemplos mostram que não é bem assim.
Assistimos todos os anos adulterações de produtos de industrias fiscalizadas.
Nunca ouvi dizer que um queijo de leite crú contaminou ou matou algum consumidor.
Já na industria grande e supre fiscalizada todo momento ha casos de contaminação, adulteração e morte como na china.
Me descupe mas este papo de segurança alimentar exagerado é lobe de industria grande que quer com o seu poder económico manter o seu grande mercado e continuar envenenando a vida.
Atenciosamente,
leonardo cheib
PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO
EM 08/07/2015
Prezado Adriano, obrigada pela contribuição, que do ponto de vista de abatedouros é muito importante e ajuda os nossos leitores a formarem s suas opiniões sobre o tema levantado nesta coluna!
Agradeço suas contribuições!
LAJEADO - RIO GRANDE DO SUL - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 07/07/2015
PINDAMONHANGABA - TOCANTINS - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 07/07/2015

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 04/07/2015
Toda a tentativa e valida
Mas eu estou com
Luis Antonio
PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO
EM 03/07/2015
Os documentos a que me refiro são o Decreto 8741 de 22 de junho de 2015 (publicado em 23) e a IN 16 do MAPA (23/6/2015). Mas há de se estudar o plano de defesa agropecuária.
Há lacunas muito importantes que deverão ser elucidadas.
Eu agradeço muito as manifestações de vocês.
abraços

RECIFE - PERNAMBUCO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 03/07/2015
Gostaria de lhe fazer duas perguntas:
1- Teria a sua permissão para repassar o seu artigo para os associados da instituição que presido? A referida instituição tem a denominação de Associação Nordestina da Agricultura e Pecuária - ANAP e sede na cidade do Recife, Estado de Pernambuco.
2- Você poderia informar quais são as normativas (decretos e INs)?
Em caso afirmativo ao ítem 1 gostaria de receber a sua autorização formal através do meu e-mail pessoal : ricardof_rodrigues@hotmail.com
Cordialmente,
Ricardo Rodrigues

CAMPINA GRANDE - PARAIBA - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 03/07/2015

CAMPINA GRANDE - PARAIBA - PESQUISA/ENSINO
EM 03/07/2015
Obrigada!

PIRACAIA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 03/07/2015
Entendo que o SISB, esta nos proporcionando uma legislação mais moderna, mais rápida em seu relacionamento na inspeção, nos entraves burocráticos Etc
porem vejo esta INSTRUÇÃO NORMATIVA No- 16, DE 23 DE JUNHO DE 2015, uma verdadeira legalização a clandestinidade e a oferta de POA sem a menor condição sanitária.