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Preços ao produtor em queda, oferta elevada e importações compõem o cenário do primeiro semestre

POR MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

E MARIA BEATRIZ TASSINARI ORTOLANI

PANORAMA DE MERCADO

EM 17/07/2012

3 MIN DE LEITURA

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Encerramos o primeiro semestre com um cenário pouco habitual: preços ao produtor em baixa em plena entressafra.

O gráfico 1 mostra o preço pago ao produtor deflacionado. É fácil perceber que além de estar em queda em um momento pouco usual, de produção historicamente mais baixa, o preço atual está abaixo do valor de 2011 para essa mesma época. Em junho do ano passado o preço estava 6% maior do que junho desse ano.

Gráfico 1: Série de preços médios pagos ao produtor - deflacionada pelo IPCA (média de RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA)


(Fonte: Cepea, elaboração MilkPoint)

Se não bastasse essa situação, os insumos seguem em alta crescente desde o final do ano passado, reduzindo as margens do produtor. O gráfico 2 traz a informação da receita menos o custo de ração. Em 2009 e 2010 houve picos acentuados no meio do ano; já em 2011 esse pico foi bem mais suave, para finalmente ser inexistente em 2012, ainda que os valores do início do ano tenham sido mais altos do que nos anos anteriores.

Gráfico 2: Receita menos custo de ração


(Fonte: MilkPoint)

Nessa equação, o preço da ração tem pesado bastante. No gráfico 3 vemos que maio é o mês que apresenta o valor mais alto dos últimos 24 meses.

Gráfico 3: Preço da ração deflacionado (mistura milho, farelo de soja e mineral)


(Fonte: MilkPoint)

Quando analisamos a margem do produtor, vemos também indícios desse comportamento, com a ausência do habitual pico no meio do ano. O gráfico 4 foi feito a partir dos dados do ICPLeite/Embrapa e preços do leite em Minas Gerais apontados pelo Cepea/USP. No entanto, como o ICPLeite/Embrapa trabalha com os valores relativos apenas, nós arbitrariamente colocamos o valor de R$ 0,525/litro como custo em julho de 2007, corrigindo a partir daí pela inflação dos insumos utilizados pelo produtor.

Gráfico 4: Estimativa de preços/custos/lucro de um produtor de leite em Minas Gerais


(Fonte: ICPLeite/Embrapa, elaboração MilkPoint)

A conjuntura atual é reflexo em parte da maior oferta de leite do primeiro semestre e também das altas importações. Segundo a pesquisa trimestral do leite, divulgada no final de junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o primeiro trimestre apresentou uma oferta consistente, com 4,4% acima na comparação com o mesmo período do ano anterior. Só em março de 2012, o aumento foi de 6,3% e ao que tudo indica, o segundo trimestre deve ter mantido essa tendência de produção (gráfico 5). Com exceção do Nordeste que teve a sua oferta afetada pela forte seca, o clima na Região Sul, responsável por aproximadamente um terço da produção brasileira, vem apresentando condições favoráveis de produção e com indícios de uma safra interessante.

Gráfico 5: Captação formal de leite (IBGE)


(Fonte: IBGE, elaboração MilkPoint)

Aliado a isso, as importações também foram um ponto crucial na atual situação de mercado. Em equivalente-leite (a quantidade de leite utilizada para produzir um quilo de determinado produto), 2012 segue os passos do ano passado, ano em que teve o maior volume internalizado desde 2003. Até junho, importamos 50,2% do valor total de 2011, e se esse comportamento mantiver, facilmente bateremos a quantidade importada do ano passado.

Gráfico 6: Quantidade de equivalente leite importada


(Fonte: MDIC, elaboração MilkPoint - obs: 2012 até junho)

Para compor esse cenário, há indícios de que a demanda está sendo influenciada pela crise econômica. Segundo o Boletim Focus do Banco Central, há quatro semanas o crescimento do PIB para 2012 estava estimado em 2,53%, Atualmente a expectativa já foi reduzida para 2,01%, o que demonstra que a economia do país está crescendo em um ritmo mais brando. Além disso ,o endividamento das famílias vem atingindo níveis recordes. Em dezembro de 2009, a dívida das famílias estava em R$ 485 bilhões, subindo para R$ 524 bilhões em abril do ano passado e atingindo R$ 653 bilhões em abril deste ano.

Com a oferta em alta e a demanda retraída, os preços dos produtos lácteos no atacado praticamente se mantiveram constantes (gráfico 7). Ao considerarmos apenas o leite UHT, julho de 2012 teve aumento de 5% em relação aos preços de janeiro; se fizermos essa mesma comparação em 2011, veremos que o aumento foi de 15%.

Gráfico 7: Preços deflacionados dos lácteos no atacado


(Fonte: Cepea, elaboração MilkPoint)

Com o cenário de preços mais baixos no campo e custos elevados , o segundo semestre deverá ter uma produção um pouco mais tímida, podendo resultar em corrida pelo leite no início do ano que vem. O momento para o produtor é de cautela, controle de custos e espera por momentos mais favoráveis.

MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

Engenheiro Agrônomo (ESALQ/USP), Mestre em Ciência Animal (ESALQ/USP), MBA Executivo Internacional (FIA/USP), diretor executivo da AgriPoint e coordenador do MilkPoint.

MARIA BEATRIZ TASSINARI ORTOLANI

Médica Veterinária (UEL), Mestre em Medicina Veterinária (UFV), e coordenadora de conteúdo e analista de mercado do MilkPoint.

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THIAGO NARCISO

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/07/2012

Vamos fazer greve!!!!!!!!
LUIZ HENRIQUE SILVA

SANTA JULIANA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/07/2012

Desde da época de meu avô, sempre ouvia ele dizer, o preço do leite ta ruim , muito trabalho e margem pequena, mas vai melhorar...(que Deus o tenha, mas sempre ficou nesta ilusão), e eu vou seguindo o mesmo caminho, sempre achando que lá na frente ainda vamos ganhar dinheiro com leite???????

dando uma olhada nas minhas planilhas de anos atras, teve mês que 1 litro de leite comprava quase 2 kilos de farelo de soja, hoje para comprar 1 kg de farelo voce tem que entregar 2 litros de leite...

costumo brincar com amigos que uma vaca tem 4 tetas, 3 tetas são para pagar as contas e 1 teta é seu lucro, será que há vacas com 5 ou mais tetas?  (um pouco de brincadeira para descontrair)

PAULO HORACIO CARDOSO

EUGENÓPOLIS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/07/2012

Uma classe sem representatividade no governo tende a ser extinta .  

Por onde anda nossa liderança ?

Estão fazendo o quê ?

Será que não dá para fazer nada em prol do pecuarista de leite ?

Acordem e tentem fazer algo de útil por esta classe tão sofrida ?
ÂNGELO MÁRIO LACERDA

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/07/2012

Represento uma grande indústria brasileira de laticínio e infelizmente discordo da posição que não deveremos ter problema nos próximos meses com o leite importado, pois, no último leilão o valor do leite em pó chegou a US 2.700,00 e mesmo com dólar na faixa de R$ 2,00 não temos com competri com o leite vindo principalmente do Uruguai, Argentina e da Nova Zelândia via triangulação do Chile. Que infelizmente nosso governo não toma providência. Um grande volume do leite importado está sendo comprado pelas indústrias de sorvete e chocolate, causando prejuízo para as indústrias de laticínios do Brasil que investiu milhões em equipamento de alta tecnologia para atender as exigências destas indústrias e há meses não consegui competir com os importados e isto acaba afetando de forma direta o produtor nacional. Infelizmente a classe é desunida e com isso não temos força para pressionar este governo do PT e temos que aturar um advogado no ministério que não entende nada de agropecuária  e que disse na última reunião com deputados que representa o setor que não pode fazer nada. Para tomar medidas para vender carro e geladeira o governo tem atitude, mas para beneficiar o produtor que gera renda no campo e nas pequenas cidades, eles não tem o menor interesse.
VARLON SANTOS PORTO

CARIACICA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/07/2012

é, tá brabo, apesar das lamurias que infelizmente tem é comum ao produtor do agro em geral, ora bom ora nem tanto, contudo este fato especifico me faz refletir sobre o comentario de  JOSÉ pedro, aumentar a produção a qualquer custo quando a fato não traz retorno, ora como diz o nobre HELIO CABRAL inserir ou aumentar a quantidade de concentrado quando estes forem favoráveis, afinal estamos refém de nós mesmos, devemos torcer p/ o produtor de grãos terem prejuízos com preços baixos para que possamos ter resultados mais acentuados? não! mas tá na hora do governo rever a politica de exportações, afinal o povo financia grande parte de produção deste país no entanto quando os preços são muito mais atraente lá fora deixamos o mercado interno em situação de abandono com suinocultores (que tambem adora produzir p/ os gringos) em total desespero ou a população pagando muito por aquilo que produzimos ou pior muitos não acesso sequer ao preconizado pelo OMS QUANTO A INGESTÃO DE PROTEINA ANIMAL SEJA LEITE OU CARNE ETC....,alías tudo que o governo quer é que as montadoras de automóveis não parem incentivando a todo custo a produção fazendo o endividamento aumentar cada vez mais., claro que precisamos da cadeia bombando com um todo mas fazer concorrencia com os alimentos não dá né, afinal o povo prefere um carro zero ao nosso precioso leite e derivados.
ELDER MARCELO DUARTE

SÃO CARLOS - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 23/07/2012

Marcelo e Beatriz, parabéns pela análise !

É interessante observar que todos os elos da cadeia estão sendo prejudicados, principalmente pela distorção recente nos preços das commodities milho e soja.

Apenas os produtores 100% a pasto, não estão tendo prejuízos, e da mesma maneira que a avicultura e suinocultura, com grãos a "conta hoje não fecha".

Por outro lado, a indústria não consegue pagar melhores preços aos produtores devido a pressão de baixa do varejo, que começou a refletir a queda do consumo popular por endividamento.

O mercado reage rápido, e acredito que haverá naturalmente menor demanda por grãos, e esses preços altos não se sustentarão, começando a cair continuamente até o momento em que a conta começar a fechar para os produtores. Enquanto isso, concordo que no início de 2013 deveremos ver nova corrida pelo leite.

Sempre foi assim, e dessa vez não será diferente. A única lei que nenhum governante conseguirá revogar, é a da oferta e procura.
JOSÉ PEDRO FRANQUEIRA JUNQUEIRA

SÃO LOURENÇO - MINAS GERAIS

EM 19/07/2012

  Realmente o momento é de cautela e controle dos gastos , porém como os insumos sobem para toda a cadeia , não há como as industrias não sentirem o mesmo impacto , pois a captação vai cair. É evidente que o individamento popular faz com que o consumo tenha retração , então é hora dos produtores reverem alguns conceitos de simplesmente aumentar a produção a "qualquer custo" , fazendo a alegria dos laticinios , pois com alta produção - preços em baixa. Não é fazendo a vaca passar fome , mas certos artificios para o aumento de produção, sem retorno financeiro devem ser evitados , senão vamos todos amargar um longo período de prejuizo. Quanto ao comentario do Sr Guilherme , sobre as chuvas não é tão simples assim, pois segundo a meteorologia vamos ter uma das menores estiagem dos ultimos anos , com a "seca" já terminando em inicio de setembro . Agora realmente é um olho na vaca e outro nos custos .
SAVIO

BARBACENA - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 19/07/2012

O cenário econômico é muito complexo e segundo analistas, há um movimento muito intenso de interferência governamental nos juros, no câmbio e em tributos que pela primeira vez na era PT não tem surtido o efeito desejado. O consumo permanece estagnado, não estão conseguindo jogar a poeira para baixo do tapete de novo.

No leite, acho que não haverá um boom de importações como aconteceu entre abril e maio, uma vez que a redução dos preços do produto nacional diminuiu a competitividade do importado.

O mercado interno tendencia danos maiores pela redução de consumo causada pelo endividamento do povo.

A alta nos preços das fontes proteicas (incluindo um anunciado "apagão" de soja) e do milho devem provocar uma redução de produção interna salutar ao nosso mercado, desde que não haja a tal "corrida "burra" atrás de leite". Burra porque promove uma alta especulativa trazendo novamente o produto importado a custo menor pra nossa cozinha.

VICENTE ROMULO CARVALHO

LAVRAS - MINAS GERAIS - TRADER

EM 18/07/2012

Com o cenário de preços mais baixos no campo e custos elevados , o segundo semestre deverá ter uma produção um pouco mais tímida, podendo resultar em corrida pelo leite no início do ano que vem. O momento para o produtor é de cautela, controle de custos e espera por momentos mais favoráveis.

Este último parágrafo do artigo diz tudo que o momento está recomendando. Todavia, queira eu estar enganado, mas acho que com os EUA trincando, a Asia balançando a Europa rachando, as notícias piores estão por virem. Abraços.
SIDNEY LACERDA MARCELINO DO CARMO

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/07/2012

Prezados,

Vamos quebrar. Soja na região de Bonfim - MG está a 76 reais. Sem contar que a alta da soja inflaciona todos os outros concentrados protéicos. E para ir em acordo ao artigo acima tivemos uma redução de 7 centavos em litro, sendo o preço mínimo de 72

e o máximo 82 já incluindo qualidade.

Grato

Sidney
LUCIANO DANTAS

ABAETÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/07/2012

Será que tem algum tecnico que me ajuda a fechar as contas? Esse mes eu recebi 0,81 no leite e tenho que comprar racao na cooperativa a 28,00 a saca! O tecnico que fizer eu ganhar algum $$ eu divido o lucro com ele. Ah, não sei o que vou receber no leite de julho. Deve ser queda ne?? E so isso o que estou ouvindo por aqui.
LUCAS DANTAS MATHEUS

GUANHÃES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/07/2012

Não da para produzir leite assim. Esse mes o preco do leite caiu 0,03 centavos e a racao da cooperativa subiu 0,06 o quilo. Não sabemos o que fazer e lendo esse artigo ficamos mais assustados ainda, porque os anuncios de queda do leite não param. No leite que estamos entregando em julho, vai vir mais uns 0,04 centavos de queda.
JUNIOR CATANDUVA

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 17/07/2012

Marcelo e Beatriz, mais uma vez meus parabens pela clareza e detalhes das informacoes do artigo, os quais sao bem fidedignos da realidade!

Mas permita-me descordar de um ponto, onde voces mencionam que talvez no inicio de 2013 possa comecar com maior "corrida" pelo leite.

Eu, particularmente não acredito que isso ocorrera, ate por dados apontados no proprio site!

No site temos informacoes que o nivel de endividamento da populacao brasileira aumentou bastante, e isso tende a se agravar, mantendo o consumo desacelerado, mesmo que a producao de leite do pais possa diminuir!

Essa "possivel" diminuicao da producao de leite do Brasil no 2o semestre será compensada pelo excesso de leite do Uruguai e da Argentina!

Vejam que as coisas não estao faceis nem para as gigantes, pois como informado no site o Vice Presidente de Lacteos da BRFoods deixa o cargo! Se estivesse mudando de empresa, todos saberiam, mas como os lacteos estao patinando na BRF, acho que irao colocar um la para fazer dar resultado!

No mais, preparem-se porque a crise ainda nem chegou ao Brasil!
JOSÉ LEMES BALTAZAR

FORMIGA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/07/2012

E dificil continuar.....ainda bem que as pastagens ainda estao aguentando um pouco mais o gado, porque pagar R$ 1,00 no quilo da racao ou R$ 70,00 na saca de farelo de soja, para vender leite de R$ 0,78 centavos, so bobo mesmo!
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/07/2012

O custo da dieta de vacas em lactação bateu todos os recordes. Minha avaliação desde o ano 2000 mostra os melhores valores em R$ 250,00 por tonelada de materia seca de dieta nos anos 2000 e 2006, com picos de R$ 350,00 em 2003 e 2008. O valor médio da década fica em R$ 320,00 e o custo atual em R$ 535,00/tonelada de materia seca, um valor muito alto sob qualquer ponto de vista.

Já os preços atuais de leite no Brasil estão muito próximos dos EUA (class III milk, cotado em bolsa) em U$ 18,50/cwt, o que inviabiliza a importação daquele país.

Não vejo mais motivos para que as importações nos incomodem, a não ser que a crise internacional estimule práticas desleais de comércio nos países com estoques, já que o Brasil está entre os poucos mercados compradores.

Vamos ficar atentos.
RONEI RISSON

SÃO JOSÉ DO CEDRO - SANTA CATARINA

EM 17/07/2012

É preocupante; o quepodemos esperar para o segunda semestre, principalmente analisando o cenário do custo de alimentação.

Att.

Ronei Risson
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/07/2012

Prezados Marcelo e Beatriz: Parabéns pela análise. Acomodo, entre tantos argumentos, o fato de que, neste ano, a seca, pelo menos no que diz respeito à Zona da Mata/Sul de Minas tem sido bastante branda, com chuvas, ainda que irregulares, acontecendo em pleno mês de Julho, tradicionalmente seco, o que, num ambiente geral de criação a pasto, implica, indubitavelmente, em aumento de produção.

Todavia, com a chegada das baixas temperaturas e os eventos de geadas, que destroem o grosso das pastagens, queimando o broto ainda incipente, entendo que este quadro deve mudar neste final de mês, persistindo até Outubro, ou seja, a produção tende a cair daqui para frente.

Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

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