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Vigor investe para vender mais a redes de fast food

De olho nas redes de fast food, a Vigor Alimentos, que pertence à mexicana Lala, investirá R$ 25 milhões para ingressar no mercado de queijos processados fatiados. A meta é dobrar em três anos o faturamento do segmento de food service - que atualmente representa cerca de 15% das vendas de empresa de lácteos -, alcançando R$ 1 bilhão.

Esse aporte vai na mesma linha de um pacote de investimentos de R$ 71 milhões anunciado em dezembro do ano passado, dos quais R$ 41 milhões já foram destinados para quadruplicar a capacidade de produção de queijo parmesão na unidade de São Gonçalo do Sapucaí (MG). Outros R$ 30 milhões serão destinados até 2021 para a produção de queijos especiais - brie, gouda, gorgonzola, gruyère, emmental, camembert e blue cheese - nas fábricas de Lavras, Lima Duarte, e Santa Rita do Ibitipoca, ambas em Minas Gerais, e em Cruzeiro (SP).

"Percebemos uma grande oportunidade de entrar com mais apetite no segmento de fast food", afirmou o CEO da companhia, Gilberto Xandó. "Esse segmento será prioritário", disse ele, que também admitiu o interesse em avançar em iogurtes com a possível aquisição da Dairy Partners Americas (DPA), sociedade entre a Nestlé e a Fonterra.

No food service, a Vigor já fornece queijos, manteigas e bases para sorvete e iogurte a clientes como McDonald's, Bob's, Subway e Burger King. "Com o queijo processado fatiado vamos ter o básico para atender o setor e ampliar o foco em produtos de maior valor agregado", disse Xandó, que está desde 2011 à frente da Vigor.

O foco em food service justifica-se pelo forte crescimento desse setor, apesar do arrefecimento dos últimos tempos. "Cresce 8% ou 9% ao ano, em vez de crescer 15%, mas ainda assim, bem acima de outras categorias". Para capitanear a expansão do food service, a Vigor contratou no primeiro semestre o brasileiro Alonso Bee, que saiu deixou a Kraft Heinz, em Dubai, para assumir a diretoria da área.

Ainda não está definido em qual unidade será instalada a linha de produção do novo produto, se São Gonçalo do Sapucaí (MG) ou Barra do Piraí (RJ). A expectativa é que a decisão seja tomada nos próximos 30 dias e que a produção, voltada para atender o país todo, tenha início no primeiro trimestre de 2020.

Conforme Xandó, a intenção também é exportar o queijo processado fatiado para clientes de fast food de países da América Latina a partir de 2020. Ainda que as vendas externas provavelmente tenham pouca representatividade no negócio, o executivo ressaltou que "parte dessa receita que será duplicada em food service virá da exportação".

O impacto desses investimentos, tanto em parmesão quanto nos processados fatiados, deverá se refletir no faturamento da Vigor somente no ano que vem. "O parmesão - resultado da ampliação de São Gonçalo do Sapucaí- chegará ao mercado daqui a um tempo. Não deve se refletir nas vendas deste ano", explicou.

Em 2019, a empresa deve colher os frutos de investimentos feitos no segmento de queijos especiais nos últimos anos, como parte do aporte de R$ 30 milhões anunciado em dezembro passado. A aposta deve permitir que a Vigor supere o faturamento de 2018, de R$ 3 bilhões.

O fato do leite longa vida (UHT) representar apenas 5% da receita deve favorecer o resultado positivo em um ano em que os laticínios tiveram margens apertadas, dado que os preços do leite estão em alta e o consumo, estagnado. "Repassamos o aumento no custo ao consumidor, já que o iogurte tem uma maior capacidade de repasse. Não quer dizer que as nossas margens não foram afetadas, mas menos que as de quem depende do UHT".

Xandó afirma que a Vigor está atenta a oportunidades de investimento, como as duas unidades em Araras (SP) e Garanhuns (PE), da DPA, que estão à venda. "Acredito que haverá mais de dez interessados, inclusive internacionais. Temos interesse porque pode ser complementar". Se vencer a disputa pelos ativos, a Vigor deve se tornar a maior em iogurtes do país, à frente da Danone.

O executivo comentou também a decisão de encerrar a disputa com a com a Lactalis pela controle da Itambé, que se estendia desde 2017. "Não há uma briga. Entendemos que era melhor não gastar mais dinheiro, tempo e energia nisso", justificou.

Xandó avaliou, ainda, que o consumo de derivados de lácteos deve retomar a trajetória de crescimento. "O consumo parou de cair. Não voltou a crescer ainda, mas temos uma boa expectativa para 2020", disse.

Para ele, apesar do desemprego elevado, as pessoas ficaram mais seguras com seus empregos. Aliado a isso, a liberação de crédito ao consumidor voltou a crescer. Ele também citou o aquecimento do setor imobiliário. "Vai ser um arroubo? Não, será um crescimento gradual, tênue, mas o consumo voltará crescer em 2020. É fato", projetou Xandó.

As informações são do jornal Valor Econômico.

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