A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) estima que as vendas de sêmen devem crescer 6% este ano. No ano passado, o setor faturou aproximadamente US$ 60 milhões. A melhora nas exportações de carne bovina brasileira e a recuperação nos preços do setor leiteiro podem significar mais investimento em tecnologia, na avaliação dos dirigentes da Asbia.
Os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul lideram as compras. De acordo com o presidente da Asbia, Donário Lopes de Almeida, a comercialização é proporcional ao tamanho do rebanho e também à tecnificação do produtor.
No ano passado, as vendas de doses de sêmens nacionais registraram comercialização de 3,2 milhões de doses, com crescimento de 10,56% sobre 1999, enquanto o produto importado acumulou vendas de 2,4 milhões, com queda de 4,35%. O presidente da Asbia acredita que os números de 2000 devem-se mais ao aumento nas vendas da pecuária de corte, uma vez que a leiteira registrou queda.
Para Almeida, a situação por que passa a pecuária leiteira - com migração de rebanhos, aumento nas importações de leite e conseqüente achatamento dos preços dos produtos, além da necessidade de investimento dos produtores para a instalação de tanques de resfriamento, em conformidade com a nova legislação - tem deixado o pecuarista descapitalizado para o aprimoramento do rebanho.
Neste setor, predomina a raça holandesa, que detém 72,27% do mercado de sêmen no Brasil (nacional e importado), correspondendo a 1,6 milhão de doses. Mas a raça jersey tem registrado crescimento, ocupando 13,30% do mercado. No gado de corte, as doses de sêmens de touros red angus respondem por 23,87% da comercialização e as de nelore, 22,22%.
(Por Neila Baldi, para Gazeta Mercantil, 02/04/01)
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