A Tetra Pak, dona de 98% do mercado de embalagens cartonadas no Brasil, entrará mundialmente no ramo de alimentos sólidos. As caixinhas que já transformaram categorias inteiras de produtos, especialmente de leites, prometem causar novo reboliço no mercado, agora em salgadinhos, cereais matinais, confeitos e "pet food". Como é mais cara que os saquinhos convencionais, a Tetra Pak deve ser escolhida principalmente para produtos "premium".
A gerente de alimentos, Lucimar Molina, rechaça a imagem de "commodity" que a embalagem ganhou desde as origens, na década de 60, com o leite longa vida. O lançamento do suco Kapo da Coca-Cola, na novíssima embalagem "tetra wedge", e o recente "boom" de bebidas prontas em caixinhas - muitas migrando das latas de alumínio - indicam que o brasileiro gosta da embalagem, e a associa a praticidade, higiene e segurança. E sempre há uma forma de se diferenciar. A Batavo, por exemplo, prepara um lançamento de caixinhas com gravuras de Aldemir Martins.
Por conta da migração de embalagens - que continua acontecendo no caso do leite em saquinho - a Tetra Pak cresceu em 12% suas vendas físicas no ano passado, que alcançaram 6 bilhões de embalagens. Para este ano, por conta da crise energética, o diretor de excelência corporativa, Eduardo Gianesi, não arrisca previsões, mas mostra-se otimista com o rumo da diversificação de produtos. A gigante sueca faturou em 2000 US$ 8,5 bilhões nos 165 países em que atua. A empresa não revela seus números no Brasil.
fonte: Gazeta Mercantil (por Marta Barcellos), adaptado por Equipe MilkPoint
Tetra Pak ingressará em alimentos sólidos
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