A arrecadação de ICMS no Estado de Minas Gerais chega a R$ 700 milhões ao mês, e a cadeia produtiva do leite responde por 3% desse total (R$ 21 milhões). Esse número, segundo a Fazenda, dificulta as chances de alteração da alíquota de ICMS na legislação.
O vice-presidente comercial da Itambé, Jacques Gontijo, diz que a mudança seria uma "atitude inteligente" do Governo, caso contrário, a médio e longo prazos, a etapa de industrialização deve ser transferida para outros Estados, "principalmente Goiás, onde já ocorreu alteração no cálculo do imposto". A Itambé recolhe mensalmente R$ 6 milhões de ICMS nos Estados em que atua. A maior parte fica em Minas, sede da empresa.
O gerente comercial da Laticínios Mãezinha, Carlos Rocha, afirma que o dinheiro economizado com a redução do ICMS seria repassado aos produtores, que receberiam mais pelo litro do leite. A mesma opinião é sustentada pelo presidente da Comissão de Pecuária de Leite da Faemg - Federação dos Agricultores de Minas -, Rodrigo Alvim.
Alvim destaca que a falta de incentivos para o setor motivou a queda na produção leiteira na região de Itamonte, motivo alegado pela Parmalat para fechar a unidade naquele município e demitir 300 funcionários.
fonte: Hoje em Dia/MG, adaptado por Equipe MilkPoint
Setor de laticínios pede redução de ICMS em Minas
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